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sexta-feira, 30 de março de 2012

PRATOS TÍPICOS DE ENTRE-DOURO-E-MINH


Província do Norte, a região conhecida como Entre-Douro-e-Minho abriga o Minho e parte do Douro. Situada entre o rio Minho, ao norte, e o rio Douro, ao sul, é o berço da nação portuguesa. Sua história remete a celtas, romanos (que ali estabeleceram as primeiras videiras ) e mouros.

Arroz de pato à moda de Braga:
É um arroz preparado  com diversas carnes. Típico da região do Minho nos meses de inverno. Este prato, de Braga, pode ser servido com gomos de laranja e alguma verdura, como rúcula. O pato é cozido em água com presunto, chouriço e orelha de porco. Neste caldo, desengordurado, será cozido o arroz (em forno), acrescido do pato e servido com as carnes e o chouriço.

Bacalhau à Gomes de Sá: 
Criação de José Luis Gomes de Sá, cozinheiro do Restaurante Lisbonense, no Porto, no começo do século XX. O bacalhau dessalgado, em lascas, é deixado em leite quente, antes de ir ao forno com batatas refogadas. É servido com rodelas de ovo cozido e azeitonas pretas.

Bacalhau à Zé do Pipo: 
Zé do Pipo foi sócio de um famoso restaurante do Porto onde foi criada esta receita. As postas de bacalhau dessalgado são cozidas no leite e cobertas com um refogado de cebola e louro (com um pouco do leite do bacalhau), maionese. Depois, são gratinadas. O acompanhamento é purê de batata. São servidas com azeitonas pretas.

Bolinhos de bacalhau: 
Moldados com a ajuda de duas colheres, os bolinhos são feitos com purê de batata e bacalhau previamente cozido e desfiado, cebola, salsinha, vinho do porto e noz-moscada. Ao preparo incorporam-se ovos inteiros, até que a massa tenha uma consistência ideal.

Caldo-verde: 
Existem várias receitas de caldo-verde que, a princípio, é uma sopa grossa de couve galega “cortada em caldo-verde” (juliana) com batatas reduzidas à consistência de purê. Enquanto o caldo de Marco de Canaveses, no distrito do Porto, leva alho, chouriço e azeite, o de Minhota, no Minho, tem cebola e é servido com brôa de milho. Rodelas de chouriço completam a composição.

Cozido minhoto: cozido farto, feito com galinha, presunto, carne de vaca, salpicão (embutido tradicional português), orelhas ou focinho defumado, couve-troncha, cenoura e batatas. O arroz pode ser servido à parte ou posto no centro da travessa, com os ingredientes do cozido em volta.

Pudim do abade de Priscos: 
Típico de Braga, foi uma das poucas receitas que o abade transmitiu. O pudim ficou conhecido quando passou a constar dos ensinamentos para o magistério feminino em Braga, no antigo Convento dos Congregados. Para essa receita, prepara-se uma calda de açúcar com limão, canela e toucinho finamente cortado. Uma vez fria, acrescentam-se gemas misturadas com vinho do Porto. O preparo então é assado em uma fôrma de pudim untada com caramelo.

Rojões (Fafe, Viana do Castelo, Vila Verde): 
Típicos do Minho, variam conforme a cidade de origem. Rojões é o nome dado à carne de porco, que serve de base ao preparo do prato. À moda do Minho, a carne é cozida com vinho e alho até dourar. Na gordura do cozimento fritam-se tripas (empanadas com farinha de milho), bolacho, fígado de porco e sangue de porco cozido (bolacho é uma espécie de pão cilíndrico feito com uma mistura de farinhas de trigo, centeio e milho, amassadas com sangue de porco). Na receita de Fafe, no distrito de Braga, lombo e costela são marinados em vinho verde antes de serem dourados e cozidos com batatinhas. Em Viana do Castelo, acrescenta-se ao refogado toucinho, cominho e páprica. Em Vila Verde (Braga), a carne é cozida com vinho verde e azeite, e as batatas são refogadas na gordura desse cozimento. O prato é acompanhado de fígado frito, bolacho, azeitonas e limão.

Rabanadas 
Fatia de pão, que depois de molhada em leite, vinho (no Minho usa-se vinho verde tinto ou branco) ou calda de açúcar, é passada por ovos e frita. As rabanadas fazem parte das receitas tradicionais natalinas em Portugal. A receita das rabanadas antigas leva canela, casca de limão, vinho verde, mel. Prepara-se uma calda com água, manteiga, canela, limão e sal em que as fatias de pão são mergulhadas (fora do fogo). Em seguida, são passadas no ovo e fritas. O vinho é misturado ao mel e fervido antes dessa calda ser colocada sobre as rabanadas, que devem ser comidas no dia seguinte. As rabanadas douradas ou “filgadas” levam leite e vinho do Porto. As fatias-de-paridas e as rabanadas minhotas são molhadas com leite e passadas no ovo antes de serem fritas (as primeiras são servidas polvilhadas com açúcar e canela; as segundas, vão em uma calda de água com açúcar — reduzida e perfumada com canela — e, depois, são reservadas).

Sarrabulho: 
É um guisado feito com miúdos de porco ou de cabrito, ligado com sangue e geralmente temperado com cominho. Nas papas de sarrabulho, usa-se tradicionalmente restos de pão ou farinha de milho. É um prato tradicional do norte de Portugal. Existem variantes em função do lugar de origem. A cidade de Viana do Castelo é famosa por seu arroz de sarrabulho, em que o arroz é cozido com diversas carnes de vaca, porco, chouriço, previamente cozidas e desfiadas e sangue. O sarrabulho à moda de Sandim do Douro leva carne e sangue, fígado e miúdos de porco e é servido polvilhado com cebolas picadas cruas. Costuma ser precedido das papas de sarrabulho, receita em que presunto magro e o fígado de porco são cozidos com abóbora na água. Em seguida, colocam-se no caldo nabiça (também conhecida como nabo-bravo) picadas e acrescenta-se a carne, a farinha de milho aos poucos, e o sangue até formar papas, servidas em uma tigela povilhadas com cominho. O sarrabulho do Porto leva tripas enfarinhadas, além de vinho branco, e é servido com batatinhas douradas na gordura da carne ou acompanhado por arroz.

Tripas à moda do Porto: 
Segundo uma das lendas, a origem deste prato decorre de fatos históricos que teriam levado os habitantes do Porto a enviar toda a carne da cidade para alimentar tropas, restando para eles apenas os miúdos. É por causa dele que os portuenses são chamados “tripeiros”, apelido do qual se orgulham. Tripas de vitela, carne de porco e de frango e feijão-manteiga (com cenoura) são cozidos separadamente e, depois, refogados e polvilhados com cominho ou salsa.

Toucinho-do-céu: 
Especialidade de Guimarães, cidade frequentemente referida como o "berço da nação", pois foi aqui que, em 1128, Portugal declarou sua independência dos espanhóis. O toucinho-do-céu é um bolo de ovos e amêndoas, originado no convento de Santa Clara, fundado no século XVI. As amêndoas descascadas e raladas são cozidas em uma calda de água com açúcar e doce de chila. Em seguida, acrescentam-se as gemas e as claras, misturadas sem bater. Uma vez frio, o preparo é colocado em uma fôrma untada, levado ao forno, e apresentado polvilhado com açúcar de confeiteiro. O doce é também servido em porções individuais.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O QUE É ISSO DE GASTRONOMIAS, CULINÁRIAS OU ENFIM AS TAIS COMIDAS OU DIETAS MEDITERRÂNICAS?


              Meus queridos amigos, para começar, este tipo de cozinha é a que nasceu na Região do Mediterrâneo. O que muitos esquecem é que compreende não só os Países da Europa mas também da Ásia e África. Vale lembrar, que e apesar de não serem banhados pelo Mar Mediterrâneo, Portugal, na Europa e Jordânia, na Ásia são considerados Países Mediterrâneos, não só pela sua proximidade geográfica, mas sobretudo pelas suas características climáticas e culturais. Ora todas essas terras, partilham uma longa história, em que intervieram vários povos e um clima muito especial, o que permitiu o nascimento e o desenvolvimento de uma culinária incrivelmente rica.
            A base da dieta Mediterrânea, são o vinho tinto, o azeite e o pão. Contudo os legumes, variados, encabeçam a lista que passa pela carne de porco e borrego, pelo peixe e marisco, ervas e especiarias, pelo leite e pelo queijo. Mas como seria natural cada povo enraizou diversas variantes. Por exemplo em Portugal, a trilogia do tomate, cebola e alho, que deixa tão caraterístico o sabor dos pratos Portugueses.
            Importante referir que a cozinha Mediterrânea é sazonal, o que quer dizer que respeita o ciclo dos alimentos durante as estações do ano. Outra caraterística extremamente interessante é a diversidade, pois ela é multicultural, visto que abarca uma infinidade de influências, características destes povos que sofreram várias ocupações. È denominada de natural pois respeita os alimentos, não os modificando ao acaso, mas sim na procura de novos sabores, diferentes combinações e composições de uma forma artística e inovadora. É então cada vez mais considerada uma cozinha saudável pela variedade de ingredientes, cores, sabores e texturas, com respeito pela tradição, gosto pela inovação e uma natural tendência para o improviso.
                   
         

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

VINHO VERDE

Nas minhas conversas com meus amigos e clientes aqui no meu querido Ora Pois reparo todos os dias que existe muita confusão sobre " O Vinho Verde", vamos ver se  consigo elocidar um pouco sobre este tema?
Espero que apreciem.... aqui vai Ora Pois ....


Para os menos familiarizados com os aspectos legais e técnicos é preciso esclarecer que o Vinho Verde é uma Denominação de Origem assim como Champagne, Cognac, Barolo, Chianti, Porto entre outras.

A região estende-se desde as proximidades da cidade do Porto até o extremo norte do país, no vale do rio Minho, na fronteira com a Espanha. A leste é banhada pelo oceano Atlântico, e é cortada ainda pelos rios Lima, Cavado, Ave e Douro.
           Não há uma explicação definitiva para o seu nome - Vinhos Verdes - havendo duas mais prováveis:
           Uma, menos aceita, seria decorrente da exuberância da vegetação que confere à região intensa coloração verde na primavera e verão, estações em que há o crescimento e maturação das vinhas. A outra, mais aceita, relaciona o nome ao fato de que as uvas amadurecem mais precocemente nessa região o que poderia sugerir que as mesmas à época da colheita ainda estivessem verdes. Além disso, as uvas apresentam alto teor de acidez, o que lhes confere uma característica de imaturidade.

            A região produz o Vinho Regional do Minho e vinhos da DOC Vinhos Verdes que se caracterizam por baixo teor alcoólico e pela acidez elevada que lhes confere grande frescor. São vinhos ligeiros, refrescantes e sobretudo os brancos, ideais para serem tomados no calor brasileiro. São contudo muito "frágeis" e, portanto devem ser tomados jovens, com no máximo um ou dois anos de vida: um aspecto crítico, pois alguns vinhos da região não trazem o ano da safra no rótulo.
           Um dos produtos da sua fermentação é o ácido carbónico, que faz com que o Vinho Verde fiquem com a chamada ”agulha”, algo parecido com a sensação de bolhas na boca. O resultado é um Vinho com grande Frescor e uma sensação “gasosa”.

Os melhores vinhos são, sem dúvida, os brancos, alguns dos quais bastante elegantes, especialmente os Alvarinhos, elaborados com a uva que lhes dá o nome, também cultivada do outro lado da fronteira na Galícia (Espanha), com o nome de Albariño.

Dados de Produção dos Vinhos Verdes

Variedades Tintas:
Azal, Borraçal, Brancelho Espadeiro, Padeiro de Basto, Pedral, Rabo de Ovelha e Vinhão

Variedades Brancas:
Alvarinho, Arinto (Pedernã), Avesso, Batoca, Loureiro e Trajadura



História

Desde o tempo dos romanos cultivam-se vinhas com suas características próprias nesta região, existindo desde 1216 documentos relacionados ao plantio e posse de vinhedos. A região foi delimitada em 1908 e demarcada oficialmente em 1929.


O Vinho Verde é feito com uvas vindimadas ainda verdes


Uma pergunta muito comum, mesmo entre alguns apreciadores informados, mas sem qualquer fundamento.
Vinho Verde é o nome de uma região portuguesa, tal como as regiões do Douro, Ribatejo ou Bairrada. A região ganhou o nome de Vinho Verde por ser a região mais verde e húmida de Portugal, o Minho. Pela mesma razão, a região de turismo chama-se Costa Verde. Como seria de esperar, os vinhos provenientes da região do Vinho Verde são elaborados com uvas maduras, tal como nas restantes regiões portuguesas.” 
 in, Jornal de Notícias, Sábado, 22 de Setembro de 2007

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mais uma "pitada" de cultura gastronómica Portuguesa

 No seguimento do meu artigo anterior, achei que ficaram alguns aspetos da gastronomia Portuguesa a serem comentados.
Como é fácil entender a culinária portuguesa, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências mediterrânicas ( a chamada “dieta mediterrânica”) e também atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente.
  Para quem não sabe, a base da gastronomia mediterrânica, assenta na trilogia do pão, vinho e azeite,  e esta repete-se em todo o território  Português, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos.
Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias  e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adoptados como produtos essenciais. É importante lembrar  que a variedade de pratos regionais se verifica mesmo em áreas restritas, e duas cidades vizinhas podem apresentar, sob o mesmo nome, pratos que podem diferir bastante na forma de confecção, ainda que partilhem a mesma receita de base. As generalizações nem sempre estão correctas, pois as diversas culinárias regionais variam muito na mesma região.
Sempre lembro, que apesar de pequenino em espaço físico, Portugal se torna gigantesco em termos gastronómicos. Uns poucos 10 ou 20 kilometros podem fazer imensa diferença no que respeita a "comida Lusa".
Para aguçar o apetite a esse meu belo país, suas gentes, terras e comidas ...aqui fica uma "pitada" ...ora pois.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O QUE SE COME LÁ PELAS TERRAS DE PORTUGAL ?



Rústicicidade é uma das característica da culinária portuguesa. Realmente não é uma culinária como a Francesa, que se aprensenta bela ao olhar de todos. É, contudo bastante marcante no seu paladar e variada, pois é formada a partir de tradições e ingredientes dos diferentes locais.

Alguns pratos da gastronomia portuguesa têm como base as especiarias trazidas para o país pelos navegadores dos Descobrimentos. Pimenta, canela, noz moscada, caril foram alguns dos ingredientes que ajudam hoje a compor os deliciosos pratos das vastas ementa gastronômica.

Uma refeição típica, em Portugal, começa pelas entradas. As mais simples constituídas pelo pão e manteiga e outras, pelas azeitonas (condimentadas com azeite, alho e orégano, ou simples) enchidos assados, queijos de ovelha ou de cabra, saladas de polvo, de ovas, de orelha de porco, presunto.

Segue-se a sopa, cuja a variedade é infindável. Sopas de legumes, de tomate, do “cozido” de marisco, ou algumas das mais famosas: a “açorda alentejana”; composta de pão; alho, coentro, azeite, ovo “escalfado” e água a ferver ou o nacional “caldo verde”, feito de legumes, batata, e acompanhado por chouriço. Na grande maioria dos restaurantes localizados à beira mar, faz-se a sopa de peixe, uma iguaria à base de vários peixes. Existem no entanto e também sopas que funcionam como refeições. É o caso da “SOPA DE PEDRA”, que mistura carnes e batatas no caldo da “SOPA DE CAÇÃO”, especialidade que se encontra normalmente no Alentejo: postas de cação servidas com caldo e pão.

Peixe é uma constante na gastronomia portuguesa. Não esqueçam que a costa marítima Portuguesa é bem extensa. Um grande ênfase para as sardinhas, nos meses de verão e para o bacalhau antes presença constante, hoje nem pensar, em qualquer altura do ano, embora hoje mais utilizado no Natal, principalmente na zona Norte. Mas o mar tem muito mais variedades e algumas das espécies de peixe são saborosas. A mais comum é a pescada, que normalmente é cozida, acompanhadas com legumes e batatas, mas linguado, salmão, truta, e tamboril poderão aparecer sob várias formas e qualquer uma delas bem apetitosas.

Do mar vem também o marisco, aconselhado a não ser consumido em meses que não tenham no seu nome a letra “r”, a verdade é que mesmo no pino do verão que se tornam mais apetecíveis, mexilhões, ameijoas, cadelinhas, berbigão, camarão, lagosta, santola e sapateira, apenas para nomear alguns.

Mas apesar de ser conhecido pelo seu peixe, Portugal é também país de carne e a variedade gastronômica que se apresenta é bastante considerável. Porco, vaca, pato, coelho, borrego, frango, são algumas das opções. Do porco vem os enchidos (chouriços, morcelas são algumas dos exemplos), as costelas, os presuntos e muito mais. De todos os pratos feitos à base de porco é o “Leitão assado”, o mais conhecido. Os amantes da carne de vaca encontram aqui o que na maior parte dos países se oferece, bifes, grelhados ou fritos. Frango é sem dúvida dos alimentos mais baratos. Na maior parte dos restaurantes aparece assado num churrasco, normalmente em carvão ou em caril, estufado confeccionar em caril, estufado, ou refogado.

E claro, a doçaria é bastante variada, consistindo em mousse de chocolate ou caramelo, pudim, flã, molotoff ou de ovos, doces de ovos, bolo de bolacha e muitos doces típicos... que contarei numa outra hora..ora pois....

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MOMENTO

"Onde estão os pratos veneráveis do Portugal Português, o pato com macarrão do século XVIII, a almôndega indigesta e divina do tempo das Descobertas ou essa maravilhosa cabidela de frango, petisco dilecto de D. João IV...


                                                 
Eça de Queirós*

*José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de Novembro de 1845 — Paris, 16 de Agosto de 1900) é um dos mais importantes escritores lusos. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de "Os Maias" e "O crime do Padre Amaro"; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

LEITE CREME

RECEITA
Aqui vai a receita desta deliciosa sobremesa.

INGREDIENTES

  • 1 litro Leite
  • 150 gramas açúcar
  • 60 gramas Farinha
  • 1 casca de limão
  • 1 pau de canela
  • 3 a 4 gemas de ovo
MODO DE FAZER


Coloque o leite para ferver junto com a casca de limão e um pau de canela.
Misture bem o açúcar com a farinha e adicione progressivamente ao leite quente.
Deixe ferver durante alguns minutos, mexendo sempre, até adquirir uma consistência menos líquida.
Junte umas colheres deste creme às gemas de ovo mexidas e depois adicione-as lentamente ao creme, mexendo sempre.
Retire o pau de canela e a casca de limão e verta numa taça ou em taças individuais.
Polvilhe com açúcar e queime com um ferro quente, mas se preferir pode polvilhar apenas com canela em pó.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

CORTIÇA ? AQUI ????????????

Pois é , meus queridos amigos, este meu blog, vai alargando o seu horizonte. 
Afinal da nutrição e comidas, gastronomia, cultura portuguesa porque não e também falar sobre produtos originários de Portugal.
 Claro que sabem que eu tenho já em Curitiba um pequeno Bistrô de comidas tipicas Portuguesas. Um dos meus gostos além de dar a conhecer as comidas da minha terra, também adoro conversar sobre assuntos Lusos. E aí eu acabo contando e transmitindo quase como estórias fossem as coisas Portuguesas. E como todos devem saber, as conversas são como comer cerejas...eheheheh...ninguém consegue ficar em uma só. Uma leva a outra.
Numa dessas conversas comentei sobre a cortiça. E reparei que muitos pouco ou nada sabiam sobre esse maravilhoso elemento natural que Portugal tanto utiliza. 
E querem ver?
Quando falamos em Portugal nos lembramos de comidas e bebidas, certo? Pois as bebidas como os nossos generosos vinhos precisam além do vasilhame, quase sempre de vidro, também da.... rolha ... claro.
Pois essa rolha é feita de cortiça.

MAS O QUE É A CORTIÇA ?

A cortiça é nem mais nem menos que a casca do sobreiro (Quercus Suber L). Uma árvore nobre com características muito especiais e que cresce nas regiões mediterrânicas como Espanha, Itália, França, Marrocos, Argélia e, sobretudo, Portugal, onde existem mais de 720 mil hectares de montado de sobro, bem como uma indústria corticeira de grande importância económica.
É uma árvore espantosa, de grande longevidade e com uma enorme capacidade de regeneração. Consegue viver em média 150 a 200 anos, apesar dos muitos descortiçamentos que lhe fazem ao longo da sua existência: cerca de 16 intercalados por períodos de nove anos.
            Este tecido vegetal que o Homem recolhe tão cuidadosamente - a cortiça - possui qualidades únicas, inigualáveis e que até hoje nenhum engenho humano conseguiu imitar ou ultrapassar:
  1. muito leve
  2. impermeável a líquidos e a gases
  3. elástica e compressível
  4. um excelente isolante térmico e acústico
  5. combustão lenta
  6. muito resistente ao atrito
            Mas é, acima de tudo, um material cem por cento natural, reciclável e biodegradável, três atributos imprescindíveis numa sociedade como a actual que se deseja cada vez menos poluída e amiga do ambiente

segunda-feira, 4 de abril de 2011

QUE VINHO DEVO BEBER COM O QUE ?


Existem regras básicas, que nos dizem que um prato de peixe deverá ser servido com um vinho branco, que os mariscos vão bem com os vinhos verdes ou com brancos acídulos, que as carnes se fazem acompanhar por vinhos tintos e que com as sobremesas dever-se-ão servir vinhos licorosos ou espumantes mais ou menos doces.


Alguns exemplos:


Mariscos:

cozidos: vão bem com vinho branco leve, acídulo ou com vinho verde branco.
gratinados ou cozinhados com gordura, ervas aromáticas, especiarias ou natas: requerem um vinho branco seco, menos acídulo e menos jovem.


Peixes:

cozidos ou grelhados: são beneficiados quando acompanhados por um vinho branco, um pouco acídulo, leve, frutado e vivo.

no forno: deverão ser servidos com vinho branco mais seco, encorpado e capitoso.
Excepções: Com a sardinha assada e o bacalhau, vai bem um vinho tinto, encorpado e de preferência com alguma adstringência.


Carnes:

vermelhas: necessitam de vinhos tintos encorpados, com "bouquet".
brancas: irão melhor com vinhos brancos fortes ou rosados, mais jovens e menos carregados de aroma e sabor, como Chardonnay ou Sauvignon.
Excepção - O leitão assado no forno deverá sempre ter um espumante natural a acompanhá-lo.


Caça:

Combina com vinho tinto velho, aveludado, com um bom "bouquet".


Pastas:

Com creme de leite ou suaves: combina com vinho tinto suave, frutado.
com muito condimento: necessitam de vinhos tintos encorporados, com "bouquet".


Saladas:

Especialmente as de folhas verdes: combina com vinho tinto.

Doçaria:

Acompanha bem com um vinho licoroso doce ou meio doce, conforme a sobremesa tenha mais ou menos açúcar na sua confecção, ou com um espumante doce.

Excepção – Se os doces tiverem chocolate ou nozes nunca acompanhar com espumante.

Os espumantes vão bem com tudo - Está na moda, começar e acabar uma refeição sempre na mesma companhia: o espumante natural.


Aperitivo: o melhor é aquele que nos possa estimular o apetite para a refeição. Poderá ser um espumante bruto, um Madeira seco, um Porto branco seco ou, porque não, um vinho branco fresco e frutado, com o qual iremos continuar durante a refeição, até ao prato de carne. O que nunca deverá ser servido como aperitivo, são os cocktails, pois estes deixarão o palato incapaz de apreciar os vinhos que venham a ser servidos posteriormente com a refeição.


Digestivo: para terminar a refeição deverá servir-se uma aguardente vínica ou bagaceira.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

AMÊNDOA

A semente do fruto da amendoeira é aquilo a que nos referimos como amêndoa. É de cor creme, coberta por uma pele fina acastanhada e envolvida numa casca dura. É rica em gorduras e vitaminas do complexo B, além de alguns minerais como fósforo, cálcio e ferro. Cientistas do Departamento de Metabolismo do City of Hope National Medical Center, nos Estados Unidos, descobriram que a amêndoa pode ajudar a emagrecer. A explicação estaria nas gorduras monoinsaturadas (ou do bem), responsáveis por manter o nível de açúcar no sangue estável, ajudando a converter os estoques de gordura corporal em energia. Outra vantagem é o de funcionar como moderador de apetite e consumida antes da refeição, contribui para que a sensação de saciedade apareça mais rápido e dure mais tempo. Cinco ou seis unidades por dia são suficientes.

As amêndoas são classificadas em duas categorias: doces (Prunus amygdalu var. dulcis) e amarga (Prunus amygdalu var. amara).

As amêndoas doces são a variedade comestível. Têm uma forma oval, uma textura normalmente maleável e um sabor maravilhosamente amanteigado. Estão disponíveis no mercado ainda dentro da casca ou a casca retirada. Quando descascadas estão disponíveis inteiras, cortadas ou em pedaços, quer na sua forma natural, com a pele, ou peladas com a pele retirada.

As amêndoas amargas são usadas para fazer óleo de amêndoa que é utilizado como agente de condimento para alimentos e licores. De outra forma não são comestíveis pois contêm naturalmente substâncias tóxicas, os quais são removidos quando se fabrica o óleo de amêndoas.

Valores Nutricionais

Porção: 100 g
Kcal: 640.4
HC: 19.6
PTN: 18.6
LIP: 54.1
Colesterol: 0
Fibras: 7.2