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quinta-feira, 14 de abril de 2011

“FATIA DE MULHER PARIDA”

Rabanada – História e Receita

A rabanada, foi inventada pelos portugueses a partir da ideia de aproveitar os restos de pão duro.

Como conta a lenda. Era uma vez…

Uma mulher pobre, sem ter quase nada para comer, precisava alimentar seu filho recém nascido. Seus únicos alimentos eram restos de pão dormido molhados com leite que ela adoçava e passava em ovos para depois fritar. A mulher comia então esta mistura e teve tanto leite que quando a criança nasceu amamentou seu filho e ainda sobrou para amamentar outras crianças. Dessa forma, a rabanada acabou virando símbolo de prosperidade e fartura, sendo servida nas festas de fim de ano.

Assim é também conhecida por “fatia de mulher parida”. Por esta herança portuguesa, sobretudo no nordeste brasileiro, nos meios rurais e mais pobres, estas fatias ainda são dadas às mulheres que acabam de ser mães, pois se acredita que este alimento rico em ovo, açúcar, leite e pão alimenta bem a mãe e faz criar mais leite para alimentar o bebê. Em Portugal, a rabanada faz parte do jantar das famílias no dia 24 de Dezembro, véspera do Natal. No Brasil, a rabanada também é conhecida como “fatia parida” ou “fatia dourada”.

É contudo uma excelente sobremesa, experimente.

RABANADA

ingredientes

- 1/4 de litro de leite
- 3/4 de xícara (de chá) de açúcar
- 5 ovos
- 1/4 quilo de manteiga ou óleo.
- 12 fatias de pão amanhecido

Modo de preparo

- Aqueça o leite com o açúcar .
- Bata os ovos como se fosse fazer um omeleta.
- Mergulhe as fatias de pão no leite. Deixe umedecer bem mas sem amolecer demais.
- Passe as fatias no ovo batido.
- Aqueça a manteiga (2 a 3 colheres de sopa de cada vez) em uma frigideira. Quando estiver quente, frite 3 a 4 fatias de pão de cada vez. Doure os dois lados e coloque-as em um papel toalha.
- Passe as fatias de pão em açúcar, canela.

sexta-feira, 25 de março de 2011

AZEITE DE OLIVA

O azeite sempre foi um produto de grande importância, desde o tempo dos Fenícios e Etruscos, especialmente do ponto de vista económico, este era já uma mercadoria destinada à exportação e nesse âmbito, parece que pouca coisa mudou até nossos dias. Toda a diversificada região ao redor do mar Mediterrâneo, pela razão do seu microclima, sempre foi abençoada e especializada no assunto, o resto do mundo teve que se contentar com a importação.

Lembremos Plínio, o Velho, que nos tempos de Pompeia, relatava os diferentes tipos de azeitonas conhecidas na sua época, referia sobretudo uma em especial. Uma variedade muito rara e "mais doce que as passas de uva”, encontrada somente na Espanha. Logo, não deve ser a toa que este país, em pleno século XXI D.C., detém a maior produção mundial em óleos de oliva e tornou-se o maior exportador do produto. Catão recomendava uma dieta a base de azeitonas, especialmente para a massa de mão de obra escrava, pelo seu alto índice calórico e de proteínas. Contudo, um bom azeite parece ter sido jamais, um pitéu para plebeus. “As 468 Receitas de Ricos” compiladas por Apicius, na Roma Antiga, comprovam a tese, onde citavam 10 ingredientes básicos para a preparação de um “prato de rico”, e por ordem de importância: pimenta, garum, azeite, mel, levístico, vinagre, vinho, cominhos, arruda e coentro. E ainda insistia: “Para cozinhar um prato, são necessários em média oito ou nove destes ingredientes, os quais, devido ao seu preço, não figuram na culinária dos pobres”.

Felizmente as coisas estão mudando. Uma certa democratização chegou também às mesas Brasileiras. É possível hoje em dia desembolsar em média de R$ 20, por meio litro de bom azeite virgem de oliva, considerando que tal volume irá render muitos pratos que justificarão o investimento. Especialmente, considerando os aspectos “medicinais” e preventivos. Ele garante longevidade, baixa do colesterol, combate aos radicais livres, pele luminosa, fácil digestão, inibe a enxaqueca, ajuda na manutenção estrutural das membranas dos neurônios, previne certos cânceres, arteriosclerose, enfartos, derrames, artrites, etc. etc.

Em razão a tamanhas vantagens, e como “alimento funcional”, o consumo mundial aumentou expressivamente e o Brasil acompanha atento esta escalada. O azeite de oliva virgem é uma fonte saudável de ácidos graxos e de centenas de micronutrientes, especialmente antioxidantes, como os compostos fenólicos, vitamina E e carotenóides. Na teoria dos radicais livres, o envelhecimento é o resultado de danos oxidativos as células. Alguns desses danos convertem-se em disfunções celulares. Um baixo nível de ácido graxo monoinsaturado (do acido oléico) irá diminuir o estresse oxidativo celular.
A efetividade de uma dieta com azeite de oliva virgem no fortalecimento de membranas, por aumentar a resistência as modificações induzidas pelos radicais livres. O melhor aproveitamento dos teores graxos monoinsaturados (HDL) presentes nos azeites virgens se dá no consumo in natura – sem aquecimento.

O suco extraído das olivas, o azeite, está intrinsecamente vinculado aos hábitos das culturas mediterrâneas desde sempre. Mas, é somente a partir do Império Romano que as olivas passam a ter cultivo sistemático e importância alimentar, figurando como um dos pilares da hoje famosa e saudável “Dieta Mediterrânea” – que, trocando em miúdos, quer dizer: trigo, azeite e vinho (complementado com verduras, frutas, lácteos e pouquíssima carne vermelha). "Zitoun" e "Zite" ( respetivamente, oliveira e azeite) é etimologia de origem semita, provavelmente fenícia. No idioma português, a palavra foi emprestada do árabe: “az-zayt”, literalmente suco de azeitona. Os italianos mantiveram o vocábulo latino “olio”, relativo à oliva. Seja como for, o melhor de todos continua sendo o tipo “extra virgem”, prensado a frio. Aqui o termo se refere a acidez. Segundo o COI (Conselho Internacional da Olivicultura), ficou estabelecido que um extra virgem não pode ultrapassar a 0,8% em acidez. Daí até 1,5% o azeite deve ser classificado como simplesmente virgem. Acima desse índice estamos diante de um azeite comum, necessitando de um processo de refino.

Por razões culturais e históricas, o azeite português segue sendo o mais consumido e o predileto entre os brasileiros. Mas quem lidera a produção do mundo é a Espanha, englobando 40% de todo o mercado mundial. O segundo maior produtor é a Itália, com 21%, seguida pela Grécia, responsável por 14%. Outros produtores, como Síria, Turquia e Marrocos, respondem por 15% da produção. Temos aqui que incluir os “azeites do Novo Mundo”, como os argentinos e chilenos – o primeiro, um fornecedor tradicional para o vizinho mercado brasileiro e os chilenos estão abrindo fronteiras lentamente.

O azeite é um universo tão ou mais complexo que seu “irmão de sangue” mediterrâneo. Assim como as vinhas, as azeitonas variam de cepas, aromas, qualidades, sabores. Garrafas de azeite também são datadas e sofrem os efeitos do tempo, da luz; um azeite virgem, tal como o vinho branco, deve ser consumido em no máximo 2 a 3 anos. E uma vez abertos, se oxidam, alterando-se as características. Para cozinhar, o óleo de oliva é também o mais indicado, pois é a gordura que melhor suporta altas temperaturas sem causar danos e oxidar, como outros óleos. Mas no caso, basta um azeite comum, pois o extra virgem perde suas características se aquecido acima de 40ºC .

domingo, 11 de abril de 2010

CASTANHAS AS PORTUGUESAS


As castanhas são constituídas quase que totalmente de carboidratos, além de apresentarem pouca gordura e calorias. São ricas em folato e vitaminas C e B6. São boas fontes de ferro, fósforo, riboflavina, tiamina e uma boa fonte de potássio, razão pela qual, em tempos antigos, substituía o pão, quando este escasseava.. Seu inconveniente é que são caras e, as vezes, difíceis de serem encontradas..
Ela é muito utilizada na cozinha tradicional portuguesa. Pode ser comida assada, cozida, em puré, acompanhando um prato, e até mesmo substitui a batata na sopa, quando ainda não é tempo desta.

quinta-feira, 25 de março de 2010

UM GOSTINHO DE PORTUGAL



Rústicidade é a maior característica da culinária portuguesa. Ela é bastante marcante e variada, com evidência para as especialidades típicas das diferentes regiões do país, formadas a partir de tradições e ingredientes locais.
mais em....

http://coisasdamenocas.blogspot.com/2010/03/um-gostinho-de-portugal.html

quarta-feira, 24 de março de 2010

CREME DE ABÓBORA



  • 500g de abóbora
  • 2 cebolas
  • azeite
  • sal
  • 1 litro de água
  • 2 colheres de sopa de natas
  • salsa picada.

    Lave, descasque e corte as cebolas às rodelas. Descasque a abóbora e parta-a em bocados. Refogue as cebolas em azeite, junte o sal e a abóbora. Tape e mantenha em fogo brando durante 15 minutos, mexendo de vez em quando. Junte 1 litro de água a ferver e deixe em fogo médio durante mais 15 minutos. Misture tudo muito bem e junte as natas. Sirva polvilhado com salsa.

UMA DOCE HISTÓRIA DO BRASIL

Não se esqueçam que tenho outro blog, um pouco mais generalista , mas quem quizer visitar, http://coisasdamenocas.blogspot.com/2010/03/uma-doce-historia-do-brasil.html .










De onde surgiu uma das mais fortes facetas de nossa miscigenação no quesito gastronomia?

FEIJOADA A RAÍNHA



UM POUCO DE HISTÓRIA
Diz a história que a feijoada, um dos pratos mais famosos da culinária brasileira, se originou por meio dos costumes dos escravos africanos. Prato que consiste na mistura de feijão preto, carne de porco, farofa, entre outros ingredientes. Contam que na época da escravidão, os senhores de escravos não comiam as partes menos nobres do porco, como orelhas, rabos ou pés, e davam tais partes aos seus escravos. Como a alimentação dos mesmos era baseada apenas em cereais, como milho e feijão, resolveram pegar as partes do porco que eram rejeitadas e juntá-las com o feijão, cozinhando tudo em um mesmo recipiente, além de adicionar água, sal e pimentas diversas à mistura.
Ora só se esquecem que muito antes dos escravos existirem nas terras Brasileiras já existia em Portugal. Sim senhor ! Acreditem ou não, na sua origem este prato era feito com lentilhas ou grão de bico, conforme a zona. Devido ao longo tempo de conservação de todos os seus ingredientes (secos, fumados e salgados) era a refeição padrão que existia a bordo das caravelas, embora como rancho melhorado. Mais tarde, foi a refeição por excelência nas plantações do Brasil e aí passou as ser preparada com feijão.
Esta é a receita original proveniente de Trás-os-Montes a que os brasileiros chamam de sua.

FEIJOADA À TRANSMONTANA

Ingredientes:
Receita para 4 pessoas

0,5 kg de feijão catarino ou preto (ou lentilhas)
0,5 kg de carne de porco (ou carne seca no Brasil)
1 chouriço de carne, cortado em rodelas grossas
1 morcela, cortada em rodelas grossas
1 orelha de porco salgada, bem limpa e lavada
500 g de toucinho fumado, cortado em bocados
1 pé de porco, bem limpo e partido em bocados
1 cebola grande, cortada em quartos
3 cenouras, cortadas em rodelas finas
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite
1 lata de tomate pelado
1 colher de chá de sálvia
1 ccolher de chá de cominhos
1 copo de vinho branco
300 g de arroz

A Preparação:

1. Coloque o feijão de molho durante 24 horas.
2. Coza o feijão com as carnes e a sálvia, cobertos de água, sem os enchidos nem sal, numa panela de pressão, durante aprox. 15 a 20 minutos. Atenção: Feijão novo coze mais rápido.
3. Prepare, uma panela grande, um refogado com a cebola, as cenouras, o alho e o azeite. Junte o tomate esmagado, os cominhos e o vinho. Mexa e deixe estufar durante 15 minutos.
4. Junte a este molho os feijões, as carnes e os enchidos. Acrescente com algum caldo de cozer os feijões e cozinhe mais 15 minutos, em fogo brando, rectificando o sal.
5. Sirve-se com arroz cozido.

domingo, 21 de março de 2010

SUGESTÕES PARA SOPAS

No que toca a sopas, número é infindável, basta imaginar ou procurar outras receitas. Mas deixo aqui uma pequeníssima amostra de sopas que poderá fazer .

Creme de cenoura
Como base: batata, cenouras, cebola e nabo. Depois de bem cozidos, triture os legumes com a varinha mágica até obter uma sopa cremosa. Tempere com sal e um fio de azeite.

Sopa de agriões
Como base: água, batata e (pouca) cenoura. Deixe cozer bem, tempere, triture e, no final, junte os agriões e um fio de azeite.

Caldo-verde
Como base: batata e cebola. Deixar cozer, passar com a varinha, deite a couve cegada e deixe cozer pouco. No fim, adicione um pouco de azeite.

Sopa de feijão-verde
Como base: batata, cebola, cenoura e um tomate. Deixar cozer bem, passar com a varinha mágica e, no final, adicionar e deixar cozer o feijão-verde cortado transversalmente em lâminas. Acrescentar também um fio de azeite.
Creme de ervilhas
Como base: ervilhas congeladas, batata e cebola. Deixar cozer muito bem e triturar, de preferência no copo liquefactor, até obter um creme. No fim, adicionar um pouco de azeite. Se for apenas para ser consumida por adultos, também poderá ser temperada com um pouco de pimenta ou tabasco.
Sopa de alface
Como base: batatas, cebola e cenoura ou abóbora. Deixa-se cozer tudo muito bem e passa-se com a varinha. Junta-se então a alface ripada e um fio de azeite e deixa-se cozer pouco tempo.

AS SOPAS


Quando me perguntam sobre como faço uma sopa, sempre fico meia indecisa na resposta. Porque gente!!!! A sopa se faz do que se encontra na geladeira ou despensa.

Um dos truques é variar os ingredientes que constituem a sua "base", bem como os vegetais que ficam a "nadar". Uma sopa não tem que conter, no mesmo dia, uma infinidade de legumes para aumentar o seu valor nutricional. Este é um erro comum que leva muita gente, tanto crianças e adultos, a não gostar. Dever ser saborosa e variada ao longo dos dias. É importante que a base da sopa, constituída por farináceos, se assemelhe a um creme fino, e que não se deite mais massa ou arroz inteiros, a não ser no caso em que esta seja o único prato da refeição. O azeite adicionado não deverá exceder uma colher de café ou chá por cada prato. Tudo isto para que não contribua com demasiadas calorias para o valor calórico total da refeição.

A IMPORTÂNCIA DA SOPA

Sou portuguesa é verdade! Alma lusa, coração Brasileiro, já misturando os gostos de ambos esses belos países e culturas. Desta forma sendo eu também nutricionista quero compartilhar com vocês um excelente hábito Português ( já não tão comum assim, infelizmente na terra Lusa), mas que seria bom que todos adotassem.


Até há alguns anos atrás, a sopa era obrigatória na mesa dos portugueses e de tal modo era importante que, quando alguém se referia a ementa do almoço ou do jantar, quase sempre falava da sopa e do "resto", termo este que conferia à sopa o papel principal. Para muitas famílias de baixos recursos económicos, este era, muitas vezes, o único prato da refeição. Assim possivelmente este poderá ser um motivo que leva tanta gente a não a consumir nos dias de hoje, a sua conotação com a pobreza.
Pela sua riqueza nutricional e pelo seu baixo valor calórico, deveria ser obrigatória nas refeições de todos os que querem ser saudáveis.Independentemente da região onde é consumida, tem sempre uma base constituída maioritariamente por água, "farináceos" que, dependendo da situação geográfica, podem ser batata, feijão ou outra leguminosa, ou mesmo pão, como na região alentejana. Invariavelmente, os produtos hortícolas como hortaliças de diversos géneros, cenouras, cebolas, abóbora, tomates, feijão-verde, entre muitos outros, entram também na sua constituição. Tudo temperado com um fio de azeite. Sim, um fio, não um rio!
Rica em vitaminas, minerais e antioxidantes ( tão procurados nas farmácias a preço bem mais elevado e, seguramente, sem a mesma biodisponibilidade ), tem também um apreciável teor de fibras, idealmente combinadas com água para uma maior saciedade e um melhor funcionamento intestinal.