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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FARINHEIRAS ?????? O QUE É ISSO ????????????

Muitos me perguntam, mas oque é isso de farinheira?
Ora aqui vai a explicação e um pouco de história.

Farinheira é um enchido, curado pelo fumo, constituído por gorduras frescas de porco da Raça Alentejana, em quantidade não inferior a 45 % de massa total dos ingredientes utilizados e farinha de trigo, adicionadas de sal, alhos secos pisados, pimenta e pimentão da horta em massa. O invólucro é tripa natural seca, exclusivamente de bovino. É um enchido em forma de ferradura, apertado nas duas extremidades por atadura, com comprimento máximo de 35 cm. Aspecto amarelo acastanhado, brilhante, consistência pastosa, invólucro sem roturas e não inteiramente preenchido pela massa grumosa. Ao corte oblíquo apresenta massa perfeitamente ligada, brilhante, cor amarelo-alaranjado ou amarelo-acastanhado.Sabor agradável, suave ou delicado, pouco salgado e por vezes de travo ligeiramente picante. Aroma agradável e sui generis.
Já em 1750, numa memória paroquial, estes produtos eram referidos.
O uso da Indicação Geográfica obriga a que a Farinheira seja obtida de acordo com as regras constantes do Caderno de Especificações, o qual inclui designadamente as condições de criação do porco da Raça Alentejana em regime extensivo ou semi-extensivo, as suas condições de abate e desmancha, bem como as regras de transformação, marcação e acondicionamento.
A Farinheira de Portalegre deve apresentar-se pré-embalada de origem, inteira, devendo a rotulagem, para além de cumprir a legislação em vigor, mencionar obrigatoriamente a Indicação Geográfica. Deve ainda ostentar a Marca de Certificação, aposta pela respectiva entidade certificadora.
A área geográfica de transformação está limitada a todos os Concelhos do Distrito de Portalegre.

História
Este enchido é igualmente fruto de um truque dos judeus para fingirem que faziam enchidos, logo que consumiam porco, e desse modo escaparem aos inquisidores que os identificavam pelos hábitos alimentares.
Em lugar do pão usado nas alheiras, neste caso, e como o nome indica, o elemento de ligação utilizado é a farinha. Hoje, as farinheiras já são elaboradas com a carne entremeada do porco e temperadas, consoante a região, com colorau, massa de pimentão, vinho e, em certas zonas, até com sumo de laranja.
As farinheiras podem ser consumidas fritas, assadas no forno ou incluídas no cozido à portuguesa a complementar os restantes enchidos geralmente utilizados na confecção deste prato iminentemente português.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Vinho Verde é feito com uvas vindimadas ainda verdes


Uma pergunta muito comum, mesmo entre alguns apreciadores informados, mas sem qualquer fundamento.
Vinho Verde é o nome de uma região portuguesa, tal como as regiões do Douro, Ribatejo ou Bairrada. A região ganhou o nome de Vinho Verde por ser a região mais verde e húmida de Portugal, o Minho. Pela mesma razão, a região de turismo chama-se Costa Verde. Como seria de esperar, os vinhos provenientes da região do Vinho Verde são elaborados com uvas maduras, tal como nas restantes regiões portuguesas.” 
 in, Jornal de Notícias, Sábado, 22 de Setembro de 2007

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pescadinhas Fritas com Manteiga e Limão

Uma receita bem fácil. Não esquecer que as pescadinhas a que me refiro são médias para pequenas, de uma carne branca.
Bom apetite

Ingredientes:
  • 4 pescadinhas
  • 1 colher (chá) de alecrim
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 colher (chá) de pimenta preta moída
  • 25 g de farinha
  • 1 dl de óleo
  • 50 g de manteiga
  • sumo de 1 limão
  • 2 colheres (sopa) de salsa picada
Preparação:

Lavar os peixes e secar com papel absorvente. Polvilhar por dentro com o alecrim e por fora com sal e a pimenta.
Envolver bem as pescadinhas na farinha, sacudindo-as para retirar o excesso.
Levar ao fogo moderadamente forteem  uma frigideira grande com o óleo, deixando aquecer durante 1 minuto. Mergulhar as pescadinhas cuidadosamente no óleo e deixear fritar até ficarem douradas.
Retirar as pescadinhas para uma travessa previamente aquecida.
Escorrer o óleo da frigideira e voltar a coloca-la no fogo brando com a manteiga, o suco de limão e a salsa. Deixe ferver durante 30 segundos, rapando com uma colher de pau.
Jogar o molho sobre o peixe e servir.


O QUE SE COME DE VARIEDADE DE PEIXE EM PORTUGAL

Sempre me perguntam que género de peixes usamos em Portugal. Ora aqui vai uma pequena resenha.
Atum
A cor da sua carne varia, conforme as espécies, entre o branco e o rosado, mas gorda e muito rica em vitaminas,. Pode ser cozinhado em fresco, mas é mais frequente o seu consumo em salgado ou em conserva em azeite.
Bacalhau
Peixe de mar de carne branca que em Portugal, é quase só usado salgado. Desta forma tem de proceder ao dessalgamento. Mas pode também ser consumido fresco ou fumado.Tem muito valor nutritivo, é de fácil digestão. Pode dizer-se que é o símbolo da gastronomia portuguesa. Marca presença em datas festivas, como o Natal, e pode ser servido de muitas formas. O bacalhau é distinguido em: Bacalhau Miúdo ( até 500 gramas), Bacalhau Corrente ( 0,5 a 1 quilo ), Bacalhau Crescido ( 1 a 2 quilos ), Bacalhau Especial ( + de 3 quilos ), Bacalhau Graúdo ( 2 a 3 quilos ).
Carapau
Peixe de mar muito frequente na alimentação portuguesa, frito ou grelhado, podemos falar em churrasco português. Quando atinge maiores dimensões, tem o nome de chicarro e a sua carne perde a delicadeza, mas as espinhas ficam muito melhor para se encontrarem eheheheh
Cherne
Peixe de carne branca, levemente gorda, pode ser grelhado ou cozido num bom caldo aromatizado. É idêntico ao pargo, mas o seu sabor é muito superior.
Dourada
Embora magra, a sua carne é provida de um enorme poder nutritivo. Pertencem a esta família, embora de qualidade inferior, o sargo, o pargo e as bogas.
 Espadarte
A sua carne é gorda, muito consistente e perfumada. A sua preparação é muito idêntica à do atum. É muito frequente servir-se fumado.
 Garoupa
Têm grande importância para a pesca e algumas espécies são inclusivamente criadas em instalações apropriadas, em zonas costeiras.
São habitantes dos oceanos tropicais e sub-tropicais e vivem geralmente em fundos coralinos ou rochosos, onde têm o hábito de esconderem. São predadores activos - a maior parte tem uma boca grande e dentes aguçados, por vezes, mesmo no céu-da-boca. Algumas espécies atingem tamanhos enormes - até 2,40 m e mais de 300 kg de peso. Muitas têm cores brilhantes e padrões de coloração muito especiais.
As garoupas são peixes muito apreciados na culinária, devido à sua carne magra e branca, firme, com espinhas fáceis de retirar e um sabor especial, cozinha-se de maneira idêntica à pescada. A carne de garoupa é, no entanto, mais rija e menos saborosa.
Linguado
Todo o mundo conhece este peixe. Sabor delicado e carne branca. Pessoalmente acho que ele é super valorizado.
 Peixe-espada
De carne branca, magra e muito delicada, é muito saboroso quando fresco. Serve-se quase sempre frito ou grelhado.
 Sardinha
Pequeno peixe de escamas, de coloração prateada. Sua carne tem três destinos diferentes: uma parte é comercializada fresca, outra é destinada à indústria de enlatados e outra para a fabricação de farinha de peixe.
Hoje em dia não é mais possível encontrar a pequenina que normalmente em Portugal se consumia simplesmente frita com as tripa e inteiras.
Hoje em dia cada vez mais caras, são consumidas fritas ou de churrasco com pimentões assados.
 Solha
É um peixe de carne branca, macia e úmida e de sabor delicado.
Se encontram nos supermercados, filetes de solha e solha inteira, tanto fresca quanto  congelada de óptima. Muito versátil, resulta muito bem simplesmente cozida, assada, grelhada ou frita.
 Tamboril
Quase ninguém por aqui ouviu falar. Peixe-sapo alguns dos litoral conhecem, mas desprezam. Talvez pela feiúra, talvez por desconhecer o processo de preparação.
Pergunte para um português e sinta a reação imediata de água na boca. É um dos principais pescados dos que vão à mesa daquele país. E que ganha outros nomes conforme o idioma, mas está sempre presente na galeria de primeira linha da gastronomia: rape (Espanha), lotte (França) monkfish (Inglaterra e EUA) e rana pescatrice (Itália), só para citar alguns.
É uma carne de consistência firme, que lembra em quase tudo a da lagosta.

 Claro que tem bastantes mais , mas esta pequena resenho dá já uma noção daquilo que se consome no que diz respeito a peixes.

segunda-feira, 14 de março de 2011

BACALHAU, O “FIEL” AMIGO

Está chegando a Páscoa e então todo o mundo fica se lembrando do.... Bacalhau. Vamos então conhecer um pouco sobre ele.

A história do bacalhau é milenar. Existem registros de fábricas para processamento do Bacalhau na Islândia e na Noruega desde o Século IX. Os Vikings são considerados os pioneiros na descoberta do cod gadus morhua, espécie que era farta nos mares que navegavam. Como não tinham sal, apenas secavam o peixe ao ar livre, até que perdesse quase a quinta parte de seu peso e endurecesse como uma tábua de madeira, para ser consumido aos pedaços nas longas viagens que faziam pelos oceanos.

Mas deve-se aos bascos, povo que habitava as duas vertentes dos Pirineus Ocidentais, do lado da Espanha e da França, o comércio do bacalhau. Os bascos conheciam o sal e existem registros de que já no ano 1000, realizavam o comércio do bacalhau curado, salgado e seco. Foi na costa da Espanha, portanto, que o bacalhau começou a ser salgado e depois seco nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado.

O bacalhau foi uma revolução na alimentação, pois na época os alimentos estragavam pela precária conservação e tinham sua comercialização limitada ( a geladeira surgiu no século XX). O método de salgar e secar o alimento, além de garantir a sua perfeita conservação mantinha todos os nutrientes além de apurar seu paladar. A carne do bacalhau ainda facilitava a sua conservação salgada e seca, devido ao baixíssimo teor de gordura e à alta concentração de proteínas.

Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens, que levavam às vezes mais de 3 meses de travessia pelo Atlântico.

Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova ( Canadá ), que foi descoberta em 1497. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.

No Brasil, o bacalhau começou a ter seu consumo estimulado pelos comerciantes portugueses e caiu no gosto popular. Atualmente, e ainda que seu preço seja bastante salgado e o calendário religioso não seja mais tão severo, a tradição do bacalhau nas datas religiosas permanece.

O bacalhau é um peixe de água salgada, fonte de proteína e pobre em gorduras e calorias. O seu componente funcional como de outros peixes, é o ácido graxo ômega-3. Vários estudos têm demonstrado que a sua ingestão regular tem efeito favorável sobre os níveis de triglicerídeos, a pressão arterial, os mecanismos de coagulação e o ritmo cardíaco, agindo também na prevenção de câncer colônico e na redução da incidência de aterosclerose. O ácido graxo ômega-3 pode ser encontrado na cavala, no salmão, na sardinha, no arenque, na truta e no bacalhau.

A cada 100 g, oferece :
130 kcal
29 g de proteína
0,7 g de lipídios
19,7 g de minerais
225 mg de cálcio
617 mg de fósforo
2,8 mg de ferro
0,07 mg de vitamina B1
0,11 mg de vitamina B2

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ora Pois ! Sabores Portugueses e congelados.


Era uma vez um sonho.

Foi sonhado durante anos, imaginado, criado e recriado, repensado e modificado tantas vezes. Um dia ganhou forma mais definitiva e o sonho está prestes a realizar se. Pedacinho de minha terra natal, com seus cheiros e paladares. Para partilhar com os que conhecem, conheceram ou desejam conhecer e transformar em seus também, esses sabores e odores, da caraterística típica, um pouco rústica e popular culinária Portuguesa, surge então o Ora Pois.
Na área de Congelados, o cardápio é baseado na linha da culinária típica popular Portuguesa, com a aplicação de técnicas especializadas, promovendo excelentes resultados no pós descongelamento, permitindo oferecer uma refeição como se tivesse sido elaborada na hora.
O Bistrô, conterá o mesmo cardápio da linha de congelados e mais um prato surpresa todos os dias, apresentando assim sempre novidades.
Abertura ao público em Curitiba, esperada para meados de Julho.