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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ORA POIS 2 !!

Mais um pouquinho das histórias do Ora Pois

Uma conversa sobre alguns pratos apresentados no Ora Pois, numa conversa despretenciosa com minha amiga Gladys  França.
http://www.cwbtv.net/video/vias-cruzadas-17092011/

ORA POIS !!!

Olá meus amigos
Aqui vai um pouquinho desta vossa amiga conversando sobre o meu e vosso Ora Pois.... espero que gostem

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FARINHEIRAS ?????? O QUE É ISSO ????????????

Muitos me perguntam, mas oque é isso de farinheira?
Ora aqui vai a explicação e um pouco de história.

Farinheira é um enchido, curado pelo fumo, constituído por gorduras frescas de porco da Raça Alentejana, em quantidade não inferior a 45 % de massa total dos ingredientes utilizados e farinha de trigo, adicionadas de sal, alhos secos pisados, pimenta e pimentão da horta em massa. O invólucro é tripa natural seca, exclusivamente de bovino. É um enchido em forma de ferradura, apertado nas duas extremidades por atadura, com comprimento máximo de 35 cm. Aspecto amarelo acastanhado, brilhante, consistência pastosa, invólucro sem roturas e não inteiramente preenchido pela massa grumosa. Ao corte oblíquo apresenta massa perfeitamente ligada, brilhante, cor amarelo-alaranjado ou amarelo-acastanhado.Sabor agradável, suave ou delicado, pouco salgado e por vezes de travo ligeiramente picante. Aroma agradável e sui generis.
Já em 1750, numa memória paroquial, estes produtos eram referidos.
O uso da Indicação Geográfica obriga a que a Farinheira seja obtida de acordo com as regras constantes do Caderno de Especificações, o qual inclui designadamente as condições de criação do porco da Raça Alentejana em regime extensivo ou semi-extensivo, as suas condições de abate e desmancha, bem como as regras de transformação, marcação e acondicionamento.
A Farinheira de Portalegre deve apresentar-se pré-embalada de origem, inteira, devendo a rotulagem, para além de cumprir a legislação em vigor, mencionar obrigatoriamente a Indicação Geográfica. Deve ainda ostentar a Marca de Certificação, aposta pela respectiva entidade certificadora.
A área geográfica de transformação está limitada a todos os Concelhos do Distrito de Portalegre.

História
Este enchido é igualmente fruto de um truque dos judeus para fingirem que faziam enchidos, logo que consumiam porco, e desse modo escaparem aos inquisidores que os identificavam pelos hábitos alimentares.
Em lugar do pão usado nas alheiras, neste caso, e como o nome indica, o elemento de ligação utilizado é a farinha. Hoje, as farinheiras já são elaboradas com a carne entremeada do porco e temperadas, consoante a região, com colorau, massa de pimentão, vinho e, em certas zonas, até com sumo de laranja.
As farinheiras podem ser consumidas fritas, assadas no forno ou incluídas no cozido à portuguesa a complementar os restantes enchidos geralmente utilizados na confecção deste prato iminentemente português.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O QUE SE COME DE VARIEDADE DE PEIXE EM PORTUGAL

Sempre me perguntam que género de peixes usamos em Portugal. Ora aqui vai uma pequena resenha.
Atum
A cor da sua carne varia, conforme as espécies, entre o branco e o rosado, mas gorda e muito rica em vitaminas,. Pode ser cozinhado em fresco, mas é mais frequente o seu consumo em salgado ou em conserva em azeite.
Bacalhau
Peixe de mar de carne branca que em Portugal, é quase só usado salgado. Desta forma tem de proceder ao dessalgamento. Mas pode também ser consumido fresco ou fumado.Tem muito valor nutritivo, é de fácil digestão. Pode dizer-se que é o símbolo da gastronomia portuguesa. Marca presença em datas festivas, como o Natal, e pode ser servido de muitas formas. O bacalhau é distinguido em: Bacalhau Miúdo ( até 500 gramas), Bacalhau Corrente ( 0,5 a 1 quilo ), Bacalhau Crescido ( 1 a 2 quilos ), Bacalhau Especial ( + de 3 quilos ), Bacalhau Graúdo ( 2 a 3 quilos ).
Carapau
Peixe de mar muito frequente na alimentação portuguesa, frito ou grelhado, podemos falar em churrasco português. Quando atinge maiores dimensões, tem o nome de chicarro e a sua carne perde a delicadeza, mas as espinhas ficam muito melhor para se encontrarem eheheheh
Cherne
Peixe de carne branca, levemente gorda, pode ser grelhado ou cozido num bom caldo aromatizado. É idêntico ao pargo, mas o seu sabor é muito superior.
Dourada
Embora magra, a sua carne é provida de um enorme poder nutritivo. Pertencem a esta família, embora de qualidade inferior, o sargo, o pargo e as bogas.
 Espadarte
A sua carne é gorda, muito consistente e perfumada. A sua preparação é muito idêntica à do atum. É muito frequente servir-se fumado.
 Garoupa
Têm grande importância para a pesca e algumas espécies são inclusivamente criadas em instalações apropriadas, em zonas costeiras.
São habitantes dos oceanos tropicais e sub-tropicais e vivem geralmente em fundos coralinos ou rochosos, onde têm o hábito de esconderem. São predadores activos - a maior parte tem uma boca grande e dentes aguçados, por vezes, mesmo no céu-da-boca. Algumas espécies atingem tamanhos enormes - até 2,40 m e mais de 300 kg de peso. Muitas têm cores brilhantes e padrões de coloração muito especiais.
As garoupas são peixes muito apreciados na culinária, devido à sua carne magra e branca, firme, com espinhas fáceis de retirar e um sabor especial, cozinha-se de maneira idêntica à pescada. A carne de garoupa é, no entanto, mais rija e menos saborosa.
Linguado
Todo o mundo conhece este peixe. Sabor delicado e carne branca. Pessoalmente acho que ele é super valorizado.
 Peixe-espada
De carne branca, magra e muito delicada, é muito saboroso quando fresco. Serve-se quase sempre frito ou grelhado.
 Sardinha
Pequeno peixe de escamas, de coloração prateada. Sua carne tem três destinos diferentes: uma parte é comercializada fresca, outra é destinada à indústria de enlatados e outra para a fabricação de farinha de peixe.
Hoje em dia não é mais possível encontrar a pequenina que normalmente em Portugal se consumia simplesmente frita com as tripa e inteiras.
Hoje em dia cada vez mais caras, são consumidas fritas ou de churrasco com pimentões assados.
 Solha
É um peixe de carne branca, macia e úmida e de sabor delicado.
Se encontram nos supermercados, filetes de solha e solha inteira, tanto fresca quanto  congelada de óptima. Muito versátil, resulta muito bem simplesmente cozida, assada, grelhada ou frita.
 Tamboril
Quase ninguém por aqui ouviu falar. Peixe-sapo alguns dos litoral conhecem, mas desprezam. Talvez pela feiúra, talvez por desconhecer o processo de preparação.
Pergunte para um português e sinta a reação imediata de água na boca. É um dos principais pescados dos que vão à mesa daquele país. E que ganha outros nomes conforme o idioma, mas está sempre presente na galeria de primeira linha da gastronomia: rape (Espanha), lotte (França) monkfish (Inglaterra e EUA) e rana pescatrice (Itália), só para citar alguns.
É uma carne de consistência firme, que lembra em quase tudo a da lagosta.

 Claro que tem bastantes mais , mas esta pequena resenho dá já uma noção daquilo que se consome no que diz respeito a peixes.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

LEITE CREME

RECEITA
Aqui vai a receita desta deliciosa sobremesa.

INGREDIENTES

  • 1 litro Leite
  • 150 gramas açúcar
  • 60 gramas Farinha
  • 1 casca de limão
  • 1 pau de canela
  • 3 a 4 gemas de ovo
MODO DE FAZER


Coloque o leite para ferver junto com a casca de limão e um pau de canela.
Misture bem o açúcar com a farinha e adicione progressivamente ao leite quente.
Deixe ferver durante alguns minutos, mexendo sempre, até adquirir uma consistência menos líquida.
Junte umas colheres deste creme às gemas de ovo mexidas e depois adicione-as lentamente ao creme, mexendo sempre.
Retire o pau de canela e a casca de limão e verta numa taça ou em taças individuais.
Polvilhe com açúcar e queime com um ferro quente, mas se preferir pode polvilhar apenas com canela em pó.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Os vinhos são como os homens, com o tempo, os maus azedam e os bons apuram... "

"Cícero"

LENDA SOBRE O VINHO

Uma lenda grega atribui a descoberta da videira a um pastor, Estáfilo, que, ao procurar uma cabra perdida, a foi encontrar comendo parras. Colhendo os frutos dessa planta, até então desconhecida, levou-os ao seu patrão, Oinos, que deles extraiu um sumo cujo sabor melhorou com o tempo.
Por isso, em grego, a videira designa-se por staphyle, e o vinho por oinos.
A mitologia romana atribui a Saturno a introdução das primeiras videiras. Na Península Ibérica, ela era imputada a Hercules. Na Pérsia, a origem do vinho era também lendária: conta-se que um dia, quando o rei Djemchid se encontava refastelado à sombra da sua tenda, observando o treino dos seus archeiros, foi o seu olhar atraído por uma cena que se desenrolava próximo: uma grande ave contorcia-se envolvida por uma enorme serpente, que lentamente a sufocava.
O rei deu imediatamente ordem a um archeiro para que atirasse. Um tiro certeiro fez penetrar a flecha na cabeça da serpente, sem que a ave fosse atingida. Esta, liberta, voou até aos pés do soberano, e aí deixou cair umas sementes, que este mandou semear. Delas nasceu uma viçosa planta que deu frutos em abundância. O rei bebia frequentemente o sumo desses frutos.
Um dia, porém, achou-o amargo e mandou pô-lo de parte. Alguns meses mais tarde, uma bela escrava, favorita do rei, encontrando-se possuída de fortes dores de cabeça, desejou morrer. Tendo descoberto o sumo posto de parte, e supondo-o venenoso, bebeu dele. Dormiu (o que não conseguia havia muitas noites) e acordou curada e feliz.
A nova chegou aos ouvidos do rei, que promoveu o vinho à categoria de bebida do seu povo, baptizando-o Darou-é-Shah « o remédio do rei ».
Quando Cambises, descendente de Djemchid, fundou Persépolis, os viticultores plantaram vinhas em redor da cidade, as quais deram origem ao célebre vinho de Shiraz.
A vinha era objecto de enormes cuidados, e o mosto fermentava em grandes recipientes de 160 litros, os guarabares. Foi este vinho que ajudou a dar coragem aos soldados de Cambises na conquista do fabuloso Egipto!