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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

AMÊNDOA

A semente do fruto da amendoeira é aquilo a que nos referimos como amêndoa. É de cor creme, coberta por uma pele fina acastanhada e envolvida numa casca dura. É rica em gorduras e vitaminas do complexo B, além de alguns minerais como fósforo, cálcio e ferro. Cientistas do Departamento de Metabolismo do City of Hope National Medical Center, nos Estados Unidos, descobriram que a amêndoa pode ajudar a emagrecer. A explicação estaria nas gorduras monoinsaturadas (ou do bem), responsáveis por manter o nível de açúcar no sangue estável, ajudando a converter os estoques de gordura corporal em energia. Outra vantagem é o de funcionar como moderador de apetite e consumida antes da refeição, contribui para que a sensação de saciedade apareça mais rápido e dure mais tempo. Cinco ou seis unidades por dia são suficientes.

As amêndoas são classificadas em duas categorias: doces (Prunus amygdalu var. dulcis) e amarga (Prunus amygdalu var. amara).

As amêndoas doces são a variedade comestível. Têm uma forma oval, uma textura normalmente maleável e um sabor maravilhosamente amanteigado. Estão disponíveis no mercado ainda dentro da casca ou a casca retirada. Quando descascadas estão disponíveis inteiras, cortadas ou em pedaços, quer na sua forma natural, com a pele, ou peladas com a pele retirada.

As amêndoas amargas são usadas para fazer óleo de amêndoa que é utilizado como agente de condimento para alimentos e licores. De outra forma não são comestíveis pois contêm naturalmente substâncias tóxicas, os quais são removidos quando se fabrica o óleo de amêndoas.

Valores Nutricionais

Porção: 100 g
Kcal: 640.4
HC: 19.6
PTN: 18.6
LIP: 54.1
Colesterol: 0
Fibras: 7.2

domingo, 23 de janeiro de 2011

O FAMOSO CALDO VERDE

Sendo uma tarefa quase impossível e completamente irrelevante a fixação no tempo e local das origens deste caldo, posso sem qualquer dúvida colocá-la no topo da lista das sopas Portuguesas. Se juntam ás batatas das descobertas, às couves das lusas hortas, ligando-as numa untuosa composição que é um deleite para os sentidos. Se acolhe como acompanhantes o azeite virgem dos olivais, os enchidos que se fazem de Norte a Sul e a broa de milho nortenho evocando assim os homens e mulheres Portugueses, resquícios anacrónicos de um tempo menos cosmopolita e tão mais ligado à terra.


Vamos lá ao caldo propriamente dito. Não se pode poupar nas batatas, adoptando-se como critério cerca de 250 gramas por cada litro de água. Levam-se então ao fogo, após ao descasque prévio, com uma mão-cheia de sal grosso. Após cozedura, usando o mix ( passe-vite ou varinha mágica, para os Portugueses ) desfaçam-se as batatas.
Chega então a hora da couve. O caldo verde é feito de couve cortada muito fina. Há uma diferença substancial de largura de fio de couve entre o corte feito à mão e o corte de máquina (corte hoje em dia feita em desconhecidas fabriquetas fornecedoras de hipermercados, mas no passado em máquinas presentes bem à vista dos clientes em todas as bancas de legumes nos antigos mercados). Acrescentando-se, após intensas lavagens, ao caldo anterior a ferver em cachão (fortemente). Esperam-se dois a três minutos no máximo, mantendo a panela destapada. Retire-se do fogo. Só então se acrescenta 100 ml de azeite por litro de água empregue no início. Mexa-se bem. Esperam-se uns minutos que se aproveita para organizar as fatias de broa e do enchido que serão o contraponto a uma experiência inesquecível.
Sirva-se então, em malgas de barro.