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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

COMIDA CONGELADA

Desmestificando
          Existe um grande preconceito contra a comida congelada. Vamos lá entender um pouco sobre esta forma de apresentar os alimentos ou até já os pratos prontos.
Existe uma associação direta entre a expressão “comida de qualidade” e alimento fresco ou uma refeição que acaba de sair do fogão para a mesa. Difícil pensar em outra forma de comer bem que não seja aquela de abrir a geladeira, pegar uma berinjela e fazê-la ao forno, recheada com queijo e carne moída – de repente, deu até água na boca, não?

Mas, antes de começar a babar, vale pensar no seguinte: há quanto tempo a berinjela está na sua casa? Comprada uns três, quatro dias atrás, ficou envelhecendo ali dentro da geladeira (sem contar o tempo entre a colheita e a chegada ao supermercado) e não é mais aquela beldade que chamou sua atenção na seção de hortifrútis. Como é um alimento vivo, mesmo refrigerada a berinjela continuou se desenvolvendo com o passar dos dias e acabou perdendo boa parte dos nutrientes, vitaminas e sais minerais que estavam no ponto certo quando ela foi colhida.
Moral da história:
Se deixarmos os alimentos fazendo aniversário na geladeira, na hora de comê-los eles já não fornecem o melhor de si. Então, a saída para mantê-los vigorosos para a próxima refeição é o congelamento.
Talvez seja difícil para alguns aceitar, mas é o melhor método que existe para preservar as características de um alimento que não vai ser consumido logo após a compra. “O processo congela a parte líquida de legumes, vegetais, carnes, aves, peixes e outros alimentos, e também os micro-organismos e bactérias que há neles, que são os responsáveis pela contaminação e apodrecimento da comida”, explica o engenheiro de alimentos da Associação Brasileira de Engenharia de Alimentos, Gumercindo Silva. Na prática, significa o seguinte: quando resfriadas a baixas temperaturas como a do freezer (-18 °C), bactérias e micro-organismos param de se desenvolver e não estragam o alimento. O congelamento serve tanto para manter as qualidades nutricionais como para evitar que a comida deteriore e vá parar no lixo mesmo antes de ter sido devidamente consumida em seu lar. Outro ponto a favor é que dá para congelar praticamente tudo e a técnica nem é tão trabalhosa.
Descongela fácil 
Comida congelada pode ser um ótimo aliado na cozinha quando se pensa em praticidade e saúde. À noite, enquanto você toma banho, a torta esquenta no forno. Ou aquele arroz com legumes pode ser colocado direto no microondas e servido direto, simples assim. E é bem melhor do que aquela cenoura meio murcha que estava na geladeira e não dava ser aproveitada numa salada e acabou indo para a sopa. Ela, coitada, já estava velhinha e só encheu sua barriga, não adicionou muitas vitaminas ou nutrientes à sua refeição."

domingo, 3 de abril de 2011

VINHO , alimento funcional

O vinho pode ser considerado um alimento funcional, o que quer dizer que é aquele que possui substâncias boas ao organismo podendo evitar doenças.

Da uva associada ao álcool decorrente da fermentação do mosto, obtem-se o vinho. Classicamente, o vinho é definido como uma bebida resultante da fermentação alcoólica do mosto (suco) de uva, contendo geralmente de 10 a 15 % de álcool, podendo alcançar até cerca de 20% no caso dos chamados vinhos fortificados ( vinho do Porto, Jerez e outros).
Suas propriedades medicinais hoje são consideradas inclusive por cardiologistas, que têm recomendado a bebida com frequência, principalmente para as pessoas com idade acima da faixa etária de 30 anos quando o risco de doenças cardiovasculares aumenta. O vinho pode ser responsável pela elevação das lipoproteínas de alta densidade (HDL) no sangue, o que na linguagem popular significa o "bom colesterol", além de diminuir a agregação das plaquetas nas paredes internas dos vasos sanguíneos, associados aos dois efeitos do produto o resultado será sempre benéfico à proteção do aparelho cardiovascular.

Mas é importante salientar que o VINHO só tem capacidade terapêutica quando administrado na dose certa. Qualquer quantidade a mais o tornará prejudicial tendo em vista ser alcoólico. O álcool em excesso prejudica o organismo, roubando elementos nutritivos a serem absorvidos, além de promover sua dependência cujos danos são desastrosos, tanto psicologicamente, quanto socialmente. Uma pessoa é saudável quando tem um equilíbrio físico, mental e social.

segunda-feira, 14 de março de 2011

BACALHAU, O “FIEL” AMIGO

Está chegando a Páscoa e então todo o mundo fica se lembrando do.... Bacalhau. Vamos então conhecer um pouco sobre ele.

A história do bacalhau é milenar. Existem registros de fábricas para processamento do Bacalhau na Islândia e na Noruega desde o Século IX. Os Vikings são considerados os pioneiros na descoberta do cod gadus morhua, espécie que era farta nos mares que navegavam. Como não tinham sal, apenas secavam o peixe ao ar livre, até que perdesse quase a quinta parte de seu peso e endurecesse como uma tábua de madeira, para ser consumido aos pedaços nas longas viagens que faziam pelos oceanos.

Mas deve-se aos bascos, povo que habitava as duas vertentes dos Pirineus Ocidentais, do lado da Espanha e da França, o comércio do bacalhau. Os bascos conheciam o sal e existem registros de que já no ano 1000, realizavam o comércio do bacalhau curado, salgado e seco. Foi na costa da Espanha, portanto, que o bacalhau começou a ser salgado e depois seco nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado.

O bacalhau foi uma revolução na alimentação, pois na época os alimentos estragavam pela precária conservação e tinham sua comercialização limitada ( a geladeira surgiu no século XX). O método de salgar e secar o alimento, além de garantir a sua perfeita conservação mantinha todos os nutrientes além de apurar seu paladar. A carne do bacalhau ainda facilitava a sua conservação salgada e seca, devido ao baixíssimo teor de gordura e à alta concentração de proteínas.

Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens, que levavam às vezes mais de 3 meses de travessia pelo Atlântico.

Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova ( Canadá ), que foi descoberta em 1497. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.

No Brasil, o bacalhau começou a ter seu consumo estimulado pelos comerciantes portugueses e caiu no gosto popular. Atualmente, e ainda que seu preço seja bastante salgado e o calendário religioso não seja mais tão severo, a tradição do bacalhau nas datas religiosas permanece.

O bacalhau é um peixe de água salgada, fonte de proteína e pobre em gorduras e calorias. O seu componente funcional como de outros peixes, é o ácido graxo ômega-3. Vários estudos têm demonstrado que a sua ingestão regular tem efeito favorável sobre os níveis de triglicerídeos, a pressão arterial, os mecanismos de coagulação e o ritmo cardíaco, agindo também na prevenção de câncer colônico e na redução da incidência de aterosclerose. O ácido graxo ômega-3 pode ser encontrado na cavala, no salmão, na sardinha, no arenque, na truta e no bacalhau.

A cada 100 g, oferece :
130 kcal
29 g de proteína
0,7 g de lipídios
19,7 g de minerais
225 mg de cálcio
617 mg de fósforo
2,8 mg de ferro
0,07 mg de vitamina B1
0,11 mg de vitamina B2

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

LENDA DAS AMENDOEIRAS EM FLOR

Apesar de parecer que a nutrição nada tem a ver com a estória que se segue, não podem esquecer que essa disciplina estuda e fala sobre tudo o que tem a ver com a alimentação humana e como tal da cultura que envolve esse ato humano que é, o COMER. espero que gostem.
e assim começam todas as estórias.

Era uma vez, há muitos e muitos séculos, antes de Portugal existir e quando o Al-Gharb pertencia aos árabes, reinava em Chelb, a futura Silves, o famoso e jovem rei Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota.
Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade, conquistou-lhe
progressivamente a confiança e um dia confessou-lhe o seu amor e pediu-lhe para ser sua mulher. Foram felizes durante algum tempo, mas um dia a bela princesa do Norte caiu doente sem razão aparente. Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo desesperado rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. A solução estava ao alcance do rei mouro, pois bastaria mandar plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras que quando florissem as suas brancas flores dariam à princesa a ilusão da neve e ela ficaria curada da sua saudade. Na Primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo e a princesa sentiu que as suas forças regressavam ao ver aquela visão indiscritível das flores brancas que se estendiam sob o seu olhar.
O rei mouro e a princesa viveram longos anos de um intenso amor esperando ansiosos, ano após ano, a Primavera que trazia o maravilhoso espectáculo das amendoeiras em flor.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O que é INTOLERÂNCIA À LACTOSE ?

Intolerância à lactose é a incapacidade de digerir a lactose, resultado da deficiência ou ausência da enzima intestinal chamada lactase. Esta enzima possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples,para a sua melhor absorção. Este problema ocorre em cerca de 25% dos brasileiros.

Como se desenvolve?
Na superfície mucosa do intestino delgado há células que produzem, estocam e liberam uma enzima digestiva (fermento) chamada lactase, responsável pela digestão da lactose. Quando esta é mal absorvida passa a ser fermentada pela flora intestinal, produzindo gás e ácidos orgânicos, o que resulta na assim chamada diarréia osmótica, com grande perda intestinal dos líquidos orgânicos.

Há três tipos de intolerância à lactose, que são decorrentes de diferentes processos:
1) deficiência congênita da enzima; é um defeito genético muito raro, no qual a criança nasce sem a capacidade de produzir lactase. Como o leite materno possui lactose, a criança é acometida logo após o nascimento.
2) diminuição enzimática secundária a doenças intestinais; é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarréia persistente, pois há morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas.
3) deficiência primária ou ontogenética. Estatisticamente, este tipo é o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).
O que se sente?
É variável de pessoa a pessoa e de acordo com a quantidade ingerida.
Devido a deficiência, a lactose não digerida continua dentro do intestino e chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido láctico e gases (gás carbônico e o hidrogênio, que é usado nos testes de determinação de intolerância à lactose). A presença de lactose e destes compostos nas fezes no intestino grosso aumenta a pressão osmótica (retenção de água no intestino), causando diarréia ácida e gasosa, flatulência excessiva (excesso de gases), cólicas e aumento do volume abdominal.
Os sintomas mais comuns são náusea, dores abdominais, diarréia ácida e abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Em muitos casos pode ocorrer somente dor e/ou distensão abdominal, sem diarréia. Os sintomas podem levar de alguns minutos até muitas horas para aparecer. A peristaltase, ou seja, o movimento muscular que empurra o alimento ao longo do estômago pode influenciar o tempo para o aparecimento dos sintomas. Apesar de os problemas não serem perigosos, eles podem ser bastante desconfortáveis.
Os pacientes percebem então um aumento de ruídos abdominais, notam que a barriga fica inchada e que eliminam mais gases. Quando a dose de leite ou derivados é maior surge diarréia líquida, acompanhada de cólicas. A queixa de ardência anal e assadura. Isto acontece porque a acidez fecal passa a ser intensa (pH 6,0).
Entretanto a maioria dos pacientes que só tem intolerância a lactose, normalmente não tem evidências de desnutrição, nem mesmo grande perda de peso. Quando isso ocorre, pode haver a associação da intolerância com outras doenças gastrointestinais.

Como diagnosticar
?
A intolerância à lactose pode ser diagnosticada por três testes:
1. Teste de tolerância. Consiste em fornecer lactose pura ao paciente e
durante as horas seguintes, amostras de sangue indicam os níveis de glicose. Se a pessoa for tolerante à lactose, a concentração de glicose no sangue aumenta, e se for intolerante ela aumenta muito pouco ou não aumenta. Este teste não é usado em crianças muito novas, pois a grande carga de lactose pode causar diarréia e desidratação, acarretando sérios problemas .
2. Monitoração da quantidade de hidrogênio nos gases exalados pela
respiração, após a ingestão da lactose. O hidrogênio é produzido na fermentação da lactose pelas bactérias quando ela chega ao intestino grosso, onde não deveria chegar. O hidrogênio é absorvido pelo intestino, transportado pela corrente sangüínea até os pulmões e, então, exalado pelo ar expirado. Se o paciente consumir leite, por exemplo, e a concentração de hidrogênio do ar exalado aumentar, isto indica que a lactose não foi propriamente digerida. Este teste, assim como o de tolerância à lactose, não é usado em crianças muito novas pelo mesmo motivo. Alguns medicamentos e alimentos, além de cigarro, podem interferir no teste.
3. Teste de acidez das fezes. Detecta os ácidos produzidos pela má digestão
da lactose. Este teste é útil em crianças muito novas e pode fornecer alguma idéia se a criança é intolerante à lactose.
E que tratamento ?
Não há tratamento para aumentar a capacidade de produzir lactase, mas os sintomas podem ser controlados pela dieta. Nos casos em que o leite é essencial, como nos recém-nascidos com as formas congênita ou secundária da doença, a opção é o uso de leite de soja, que não tem lactose. Mas a maioria dos jovens e adultos não precisa evitar a lactose completamente. As pessoas possuem diferentes níveis de intolerância à lactose.
As pessoas com esta intolerância não necessitam de uma dieta extremamente rigorosa, basta que se tenha alguns cuidados básicos sobre o que se deve comer. Se os sintomas forem devidos só à não digestão da lactose: substituição do leite por iogurtes e queijo e/ou a ingestão de cápsulas de lactase podem resolver o problema. Assim o controle da dieta para as pessoas intolerantes depende de se experimentar os limites que cada um suporta, usando a tentativa e erro. Para aquelas pessoas que reagem a pouca quantidade de lactose, é possível encontrar no mercado leite cuja lactose foi hidrolisada (quebrada) industrialmente. Já existe no mercado brasileiro leite UHT hidrolisado, ou com baixo teor de lactose, sendo produzido por diversas empresas. Este tipo de leite é semelhante ao leite UHT, com sabor normal, contendo todos os nutrientes do leite, apesar de ser um pouco mais doce. Já existe também o leite hidrolisado em pó. Curiosamente, os iogurtes, mesmo quando ingeridos em grande quantidade, não causam sintomas, já que as bactérias presentes nas suas fórmulas (lactobacilos) produzem lactase suficiente para a digestão da lactose.

Alimentos Proibidos
• Leite de vaca, queijos, manteiga, requeijão e demais derivados de leite;
• Preparações à base de leite (bolo, pudins, cremes, entre outros...);
• Bolachas, biscoitos que possuem leite em sua composição.

Alimentos Permitidos
• Carnes em geral;
• Margarina, geléias;
• Todas as leguminosas (feijão, vagem, lentilha...);
• Arroz e cereais em geral;
• Todas as verduras e legumes;
• Leite de soja e de arroz, queijo tipo tofu;
• Pães e bolachas que não contenham leite em sua composição.

DEVO LEMBRAR QUE ESTA ORIENTAÇÃO DIETÉTICA NÃO SUBSTITUI O ACOMPANHAMENTO PELO MÉDICO E NUTRICIONISTA

quarta-feira, 12 de maio de 2010

SOBRE A LINHAÇA DOURADA


Um amigo meu me perguntou sobre a linhaça Dourada.
Para ele e para todos vocês aí vai minha resposta, espero que seja útil, ora pois...


Existem dois tipos principais de linhaça: a escura, mais cultivada, e a dourada, mais popular. Por ser um alimento típico de climas mais frios, a linhaça dourada é mais rara no Brasil.
A diferença entre ambas é mínima: a farinha obtida da semente dourada, por exemplo, é levemente mais suave que a primeira. A semente da linhaça é considerada um alimento funcional. É fonte rica em proteínas, carboidratos, vitaminas, fibras e ácidos graxos poli-insaturados, como o Ômega 3 e o Ômega 6, vitaminas B1, B2, C e E. Esses nutrientes permitem que sejam reduzidas as doenças do climatério, além de ser um ótimo anti-inflamatório natural. Há melhora em quadros de eczema atópico, dermatite, neuropatia diabética, dor no peito, síndrome pré-menstrual, artrite reumatoide, pressão alta e inflamações de maneira geral.
Ajuda na redução de peso e colabora no
tratamento de várias doenças.

Quais os benefícios da Linhaça dourada ?
A linhaça dourada ajuda na eliminação do colesterol e diminuindo a ocorrência de gastrite, amigdalite, meningite e várias outras doenças. Batida junto a sucos, garante uma boa dose de disposição para começar o dia. Outras
receitas possíveis são acrescentar a linhaça dourada no consumo de frutas, leite, bolos e muito mais. Mas é necessário ter cuidado, apesar de benéfica, ainda não é aconselhado o consumo excessivo da linhaça dourada. Uma colher por dia. Parece pouco, mas ela pode fazer toda a diferença no seu bem-estar.
É indicado ingerir uma colher de linhaça pela manhã ou à tarde. Por possuir uma casca dura e difícil de ser digerida, aconselha-se que bata a semente no liquidificador antes de ingeri-la.

Qual a maneira mais saudável de consumir a linhaça?

Evite a compra ou consumo da linhaça pré-moída, também chamada de farinha de linhaça, pois certamente estará em algum grau oxidada. E, quanto mais oxidada maior a chance de forte flatulência, enxaqueca e diarréia. Esta farinha também pode ser uma fraude, sendo proveniente do subproduto da extração do óleo, ou seja, uma farinha desengordurada = sem ômega-3. O certo é consumir a semente de linhaça crua, integral, previamente hidratada e triturada somente na hora do seu consumo. O indicado é ingerir até 2 colheres de sopa/dia. de farinha de linhaça diárias inseridas na alimentação normal, para adultos, para crianças até 12 anos é de 1 colher de sobremesa/dia.

Quanto ao preço da Linhaça dourada ?
O preço também é um fator diferencial. Nesse ponto, entra em cena a popularidade alcançada pela linhaça dourada, somada ao seu
sabor. Dessa forma, o consumidor desse tipo de linhaça paga mais caro.

sábado, 10 de abril de 2010

CONSUMO DE FRUTAS NO BRASIL É BAIXO


Embora o Brasil seja um grande produtor mundial de frutas e hortaliças, com grande abundância de variedades nas diferentes regiões do país, o brasileiro ainda é um péssimo consumidor destes alimentos, priorizando outros de inferior valor nutricional, tais como biscoitos, salgadinhos e refrigerantes.
O péssimo resultado deste hábito é o crescente número de obesos, com aumento do risco de diversas doenças relacionadas ao excesso de peso e sedentarismo, como as cardiovasculares.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário mínimo para um adulto deve ser de cinco porções, ou 400 gramas de frutas e legumes. No Brasil, a ingestão não chega a um terço destes valores. Segundo a mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), frutas, verduras e legumes correspondem a apenas 2,3% das calorias totais ingeridas pela população.
No estudo, da amostra de cerca de 10 mil famílias, foram levantadas informações sobre o perfil de consumo e os determinantes do não-consumo. Segundo os pesquisadores, um dos motivos para o não consumo destes artigos é o preço dos alimentos. A falta de hábito e de tempo para o preparo também pesou na hora da escolha.
Um novo estudo sobre o tema já está sendo finalizado, e os valores não são nada animadores. Parece que o triste cenário encontrado nas últimas três décadas do século 20, em que houve um declínio no consumo de alimentos básicos, tais como cereais, frutas e hortaliças na cidade de São Paulo, deve se manter.
Diante deste futuro sombrio, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com outras instituições, desenvolve, desde 2007, um projeto para subsidiar ações em comunidades atendidas pelo Programa de Saúde da Família (PSF), para incentivar a população a consumir mais frutas, legumes e verduras. O grupo elaborou, por exemplo, uma série de livretos e cartilhas, disponíveis gratuitamente no site da Embrapa, para incentivar o consumo de vegetais, com recomendações nutricionais, quantidades a serem ingeridas e dicas de receitas. O material é também voltado a profissionais das áreas de nutrição e educação, pois oferece sugestões de como trabalhar o tema para estimular a alimentação saudável. Os textos seguem as diretrizes do Ministério da Saúde e orientam, entre outros aspectos, sobre o consumo de sal, gordura e açúcar, bem como alertam para a importância da prática regular de atividade física.

Referência(s)Autor):
Chico Damaso. Pesquisa de Orçamentos Familiares – IBGE. Disponível em http://www.ibge.gov.br. Acessada em 24/03/2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

ENCHER O PRATO DE VITAMINA A PARA CONTROLAR A GULA


A vitamina A é um micronutriente que participa de diversos processos vitais. Desempenha papel essencial na visão, no crescimento, desenvolvimento do osso, desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial, processo imunológico e reprodução. Aproximadamente 90% desta vitamina no organismo, é armazenada no fígado e o remanescente é armazenado nos depósitos de gordura, pulmões e rins.
Um dos sintomas iniciais de deficiência em vitamina A é a cegueira noturna, ou uma capacidade diminuída para ver na penumbra e a deficiência grave produz cegueira parcial ou total, uma doença chamada xeroftalmia. O surgimento de lesões na pele tem também sido utilizado como um indicador inicial de um estado inadequado de vitamina A. Esta deficiência é de longe a mais generalizada e a mais grave nas crianças, especialmente nos países pobres. É a principal causa de cegueira na infância e, combinada com outros fatores, tais como uma má nutrição proteico-calórica e a crescente ocorrência de infecções, é associada a elevadas taxas de mortalidade infantil. Nas crianças com xeroftalmia são comuns os problemas associados, tais como crescimento sub-desenvolvido, doenças respiratórias, doenças parasitárias e infecciosas. Existem também doenças que podem induzir a deficiência de vitamina A, mais especificamente as doenças hepáticas e gastro-intestinais, as quais interferem com a absorção e utilização da vitamina A.
Estudos realizados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam como a Vitamina A a mais nova aliada contra a obesidade e a sua relação com a leptina, o chamado hormônio da saciedade. A falta desta vitamina diminui a produção deste hormónio, causando ataques de gula. Também, quando os níveis de vitamina A estão abaixo da necessidade do organismo, as células de gordura (adipócitos) se multiplicam com maior facilidade. Mas o pior, é que elas não só aumentam de quantidade, mas também de tamanho, provocando aumento de gordura localizada no corpo.
Encontramos a vitamina A em alimentos de origem animal, vegetais de folhas verde escuro e frutas de tons amarelos e alaranjados como:
fígado, manteiga, leite, gema de ovos, sardinha, queijos gordurosos, óleo de fígado de bacalhau, abacate, acelga, caju, pêssego, mamão, escarola, melão, cenoura, folha de brócolis, batata-doce, couve, espinafre, abóbora, tomate, manga. Os beta-carotenos (pró-vitamina A) são liposolúveis (solúveis em gorduras), portanto a absorção de vitamina A é melhorada se estes alimentos forem ingeridos juntamente com gorduras (como óleos vegetais).
Porém, recomenda-se cautela no uso de vitamina A, pois em excesso é prejudicial ao organismo.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

DIA DA CRIANÇA



Meus queridos leitores, sabiam que o Dia das Crianças no Brasil foi "inventado" por um político?
O dia 12 de Outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, em 5 de novembro de 1924. Mas a ideia surgiu de Galdino do Valle Filho, deputado federal em 1920. Mas esta não é uma data comemorada por todo o mundo. Na Índia a data é comemorada a 15 de novembro, dia 5 de maio é a vez das crianças da China e do Japão. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho e em outros países se comemoram o dia das Crianças em 20 de novembro.
A ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece o dia 12 de outubro como o dia Universal das Crianças, pois nessa data também é comemorada a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração estabelece que toda criança deve ter proteção e cuidados especiais antes e depois do nascimento. Ora um dos cuidados importantes e imprescindiveis a ter com as nossas crianças é a alimentação. Infelizmente hoje em dia é muito comum encontrar crianças com hábitos alimentares muito irregulares, consumindo grande quantidade de alimentos industrializados, gordurosos, refrigerantes, sucos artificiais excessivamente açucarados, além de abusar do sal podendo propiciar o aparecimento de doenças sérias, como diabetes, hipertensão e alguns dos tipos de câncer mais comuns no Brasil. Cabe então à família e à escola o ensinamento de práticas saudáveis no que diz respeito a alimentação. Assim com a entrada das crianças na escola é de suma importância garantir à criança energia suficiente, para lhes proporcionar maior capacidade de concentração e memória. Devem então, ser evitados longos períodos de jejum e por isso, destaca-se a importância da realização de uma merenda. O lanche na escola deve ser simples, pois representa uma refeição intermediária. Contudo, ser simples não significa ser incompleta em termos nutricionais, o lanche deve incluir um alimento do grupo dos pães, um alimento do grupo do leite e derivados e um alimento do grupo das frutas.
Desta forma, o hábito de preparar uma merenda saudável para que as crianças levem e comam na escola é uma tarefa muito importante, mas convenhamos que não é nada fácil, pois trocar guloseimas sedutoras, como bolacha recheada, bisnaga, salgadinho, bolo industrializado e chocolate, por frutas, sucos naturais, pães integrais e queijo branco.
Seguem aqui algumas opções saudáveis e saborosas que voce pode incluir no lanche do seu filho:
· Prepare um pote com diversas frutas coloridas picadas como mamão, pera, abacaxi, melão e uva, mas no caso de incluir apenas uma fruta inteira, dê preferência para banana, goiaba, maçã ou pêra, já lavadas e envoltas em papel filme.
· Esqueça os bolos recheados, com cobertura e os industrializados de qualquer tipo. Inclua o bolo simples pode acrescentar uva passas à massa. Outras opções são bolo de fubá caseiro e de cenoura, biscoito integral, bolachas de gergelim, pão francês sem miolo, recheado com geleias de preferência caseiras. Pão integral com margarina e cenoura crua ralada pode ser uma alternativa interessante. Quanto ás sanduiches prefira o pão com grãos integrais. E como sugestões de recheio, o atum desfiado, azeite, ricota e uma folha de alface, uma fatia de lagarto, tomate e alface; queijo fresco e tomate.
· Quanto ao grupo dos leites e derivados devem ter cuidado com os produtos que se estragam fora da geladeira, é importante então guardá-los em lancheira térmica.
· Não esqueça a água.




Não esquecer meus queridos leitores, se pais e escolas querem oferecer uma merenda mais saudável, devem conversar e planejar as mudanças e os hábitos alimentares aos poucos, mas nunca se esqueçam de um detalhe muito importante. Os adultos devem dar bons exemplos, valorizando a comida saudável e comer o mesmo que dão às crianças.

domingo, 20 de setembro de 2009

O brócolo, a couve-flor e a alcachofra são flores que nos habituámos a considerar comestíveis. Mas agora é a vez do paladar usufruir das propriedades das flores que achávamos só ornamentais, depois da visão, do olfacto e do tacto, do gerânio, da violeta ou da capuchinha, entre outras flores.
Assim uma das grandes sensações da primavera é a inclusão de flores comestíveis no cardápio. Elas são ricas em néctar e pólen e assim, cheias de minerais e vitaminas, pouco calóricas, devido à sua leveza e grande quantidade de água. Mas por se tratar de uma combinação muito recente, ainda são desconhecidos seus valores nutricionais.
Algumas das flores comestíveis são o amor-perfeito, o borago, a calêndula, o capuchinho ou nastúrcio e a rosa O capuchinho e o borago têm uma grande quantidade de vitamina C e garantem um prato mais colorido e com um visual atrativo. As flores comestíveis também podem ser usadas para aromatizar vinagres e azeites e enfeitar saladas, conferindo mais sabor e uma cor especial.
Mas antes que lhe passe pela cabeça fazer um piquenique com as flores do quintal da vizinha, é extremamente importante saber distinguir o "trigo do joio". Em primeiro lugar, as flores utilizadas na alimentação não são as que se compram em floristas ou garden centers, uma vez que estas são cultivadas com o recurso a produtos químicos muito prejudiciais à saúde. Uma rosa ornamental pode contemplar-se, cheirar-se e tocar-se. Ponto final. Uma rosa comestível é outra coisa completamente diferente. Adquire-se em produtores especializados, que respeitam os processos adequados ao cultivo de produtos alimentares. E pode comer-se !
Em segundo lugar, falar em "flores comestíveis" não deve servir de pressuposto para concluir que "todas as flores são comestíveis", o assunto é sério e requer muita precisão. Existem flores que apresentam princípios tóxicos na sua composição e não devem ser usadas na alimentação de forma alguma. Algumas delas são as violetas africanas, os crisântemos e o lírio, entre muitas outras.
Assim para adquirir, busque produtores especializados, que não utilizam qualquer tipo de agrotóxico ou tratamento químico na plantação. Vale ressaltar que não são as mesmas disponíveis em floriculturas.
Por isso é importante conhecer a procedência e saber as que realmente são próprias para o consumo.

FLORES COMESTIVEIS

· Agave americana - Planta das américas Central e do Sul. Sua florescência demora entre 10 e 20 anos (antigamente acreditavam que esse tempo seria de 100 anos). Cultivada no México desde 1561, suas flores são ingeridas com tortilhas. Sua seiva é fermentada e obtém-se o pulque, bebida da qual, destilada, origina-se a tequila ou o mescal.
· Allium schoenoprasum - É a popular cebolinha, ou, como chamam os ingleses, chives, usada em salada.
· Aloysia citriodora Palau ou verbena-limão - Originária do Chile e da Argentina.Suas flores são muito usadas para aromatizar vinhos, recheios, aves, conservas e sobremesas, além do seu uso nos licores franceses.
· Althaea rósea - De origem chinesa, é também chamada de rosa-de-Jericó. Suas flores são grandes, e suas cores podem ser branca, amarela, vermelha ou cor de vinho. Usadas em saladas, e a cor de vinho para escurecer o vinho.
· Amor-Perfeito - É nativo da Europa e Ásia Ocidental. Tem textura aveludada e é refrescante. Boa para saladas ou aromatizar vinagres. Além de lhe serem atribuídas propriedades diuréticas, é muito requisitado para saladas e sobremesas.
· Anethum graveolens - Conhecido também como endro ou aneto, e os ingleses chamam de drill. Suas flores são usadas em picles de pepino ou de couve-flor.
· Anthemis tinctoria, ou camomila amarela - Vinda do sul e centro da Europa, sua floração ocorre entre julho e outubro, na Europa.
· Averrhoa carambola ou carambola - Suas flores são usadas em saladas; seu fruto é também conhecido como “fruto-estrela”, pois, quando cortado transversalmente, tem formato de uma estrela. Podemos fazer suco para beber. Seu suco é bom para tirar manchas das mãos e de roupas. No Brasil, foi introduzida no estado de Pernambuco, em 1817, pois os portugueses a trouxeram da Índia, e sua origem provável é africana. De seu fruto verde fazem-se picles.
· Bauhinia purpúrea - Suas flores são grandes, a coloração é vermelha ou rósea, e são usadas em saladas, especialmente as de peixe como o atum.
· Borago - As pétalas formam uma estrela de 5 pontas, de cor violeta. Boa para saladas e aromatizar vinagres. Oriunda do norte de África, é secularmente conhecida por possuir efeitos benéficos sobre o corpo e a mente. Deve ser sempre utilizada fresca, uma vez que perde as suas propriedades depois de seca, e marca presença frequente em saladas ou em bolos e sobremesas. É secularmente conhecida por possuir efeitos benéficos sobre o corpo e a mente.
· Borago officinalis ou borragem - As flores, quando frescas, têm um tom azul e, quando mais velhas, passam para rosadas; sua origem é da Ásia ou do Mediterrâneo. Usadas em saladas, formam um prato multicor e, segundo dizem, o sabor é de pepino. Os antigos acreditavam que tinham um efeito mágico sobre o corpo e a mente, tornando o homem alegre e feliz.
· Calendula officinalis - É a popular calêndula, originária do centro e sul da Europa e da Ásia, era cultivada nas hortas, desidratada e utilizada como corante em caldos, queijos amarelos, manteiga e bolos, já desde a Idade Média. Suas pétalas podem ser misturadas ao arroz, ao peixe, à sopa, aos queijos, iogurtes e omeletes, dando uma coloração como a do açafrão; usada também como corante de manteiga e queijo. As suas pétalas são utilizadas frescas em saladas, em crepes ou no arroz, em substituição do açafrão. De sabor ligeiramente amargo, lembrando o açafrão. As pétalas dão um tom dourado aos alimentos. Com sabor picante e apimentado, é também muito usada como corante culinário.
· Crocus sativus - É o açafrão verdadeiro, uma planta caríssima, pois, para termos 1 quilo, precisamos de 100 mil flores. Usado há séculos em molhos, arroz e aves.
· Curcubita pepo Duchesne - É a nossa conhecida abóbora, também conhecidas como flor de cambuquira. Podemos comer suas flores fritas, empanadas em ovo e farinha, ou ainda recheada de queijo forte, ou ainda em sopa, especialmente a de milho. Pode ser até recheada acompanhando pratos salgados e fica incrível em risotos e saladas.
· Dianthus cayophyllus - É a nossa conhecida cravina. Suas flores podem ser digeridas em saladas, torta de frutas, sanduíches, e ainda para aromatizar vinagres, geléias, açúcar e vinho. Quando açucaradas, podemos enfeitar bolos. Seu corante é muito usado em confeitaria. As pétalas são comestíveis e tem um sabor apimentado do tipo cravo-da-índia. Deve retirar-se a parte branca e amarga da base da pétala. As pétalas desta planta são um dos ingredientes secretos do célebre licor francês Chartreuse.
· Helianthus annuus, ou girassol - Os botões florais são cozidos, servidos como aspargos, e suas flores em saladas. Apenas as pétalas do Girassol são comestíveis. O pólen pode causar reacções alérgicas a indivíduos susceptíveis. As pétalas têm um sabor agri-doce. O sabor amargo pode reduzir-se passando ligeiramente as pétalas por vapor de água.
· Myrtus communis - É a murta, e suas pétalas podem ser usadas em salada de fruta.
· Nastúrcio - Sua origem é peruana, sendo levada para a Espanha no século XVI. Suas cores vão do amarelo ao vermelho. Seu sabor lembra o agrião. Muito utilizadas em saladas. A capuchinha, ou flor de nastúrcio, muito decorativa, de gosto levemente picante e rica em vitamina C, combina na perfeição com saladas. Nativa do Peru, foi introduzida na Europa no final do século XVI e hoje é cultivada em todo o mundo.
· Pelargonium capitatum, ou gerânio - Muito usado em saladas.
· Rosa - Muito tradicional na cozinha árabe, onde a essência de rosas é muito utilizada; Em cremes e mousses, combinadas com suco de frutas. Normalmente é feita uma infusão primeiro para concentrar o sabor. Em limonadas e sucos de laranja, para dar um toque exótico. As pétalas de rosa há muito que são usadas em infusões e conservas. São ingredientes de eleição para sobremesas e conferem um sabor suave e muito agradável a pratos fritos, como a tempura de pétalas de rosas, uma entrada deliciosa e rica em vitaminas.
· Tabebuia heptapyla - É o ipê-rosa ou piúva. A flor cor-de-rosa é comestível. Planta da Mata Atlântica e floresce de junho a setembro.
· Tabebuia impetiginosa ou ipê-roxo - Como o ipê-rosa, também suas flores são comestíveis. Floresce de maio a setembro e é originário da Mata Atlântica.
· Tropaealum majus - Também conhecida como chaguinha ou capuchinho. De flores vistosas, nas cores amarela e vermelha. Começaram a ser usadas no Oriente; flores, folhas e semente têm gosto apimentado.
· Viola odorata - Violeta verdadeira (não é a violeta-africana, encontrada nas floriculturas). Quando fresca, é usada em saladas; cristalizada, usada para decoração de bolos, pudins e sorvetes.
· Amor Perfeito - Planta de flor comestível ou com pétalas ou flores comestíveis. As pétalas têm um sabor adocicado suave e a flor completa um sabor mais vegetal e ligeiramente ácido
· Camomila - Planta de flor comestível ou com pétalas ou flores comestíveis. Consumida em chás, a Camomila tem pétalas comestíveis de sabor identico a maçãs doces. Apenas as pétalas destas flores são comestíveis. O pólen pode causar alergias a indivíduos susceptíveis.
· Gerânio ou Sardinheira - Planta de flor comestível ou com pétalas ou flores comestíveis. As pétalas dos pelargónios têm um sabor que é quase sempre idêntico ao odor das suas folhas e varia do limão ao mentolado.
· Violetas - Planta de flor comestível ou com flores ou pétalas comestíveis! As pétalas das violetas têm um sabor doce e perfumado e podem ser consumidas frescas ou cristalizadas em açúcar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Qual a posição da Organização Mundial da Saúde sobre o aleitamento materno?


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida do bebê. mas infelizmente, menos de 40% das crianças menores de seis meses são amamentadas exclusivamente. Após esta idade, outros alimentos devem complementar a amamentação até a criança completar dois anos de idade ou mais.
O ideal é que o aleitamento materno comece em menos de uma hora após o nascimento do bebê. Deve ser ofertado sempre que o bebê desejar mamar, durante o dia ou à noite.
Seguem abaixo algumas vantagens da amamentação, elaboradas e publicadas pela OMS, em suas campanhas de saúde:

Benefício para a saúde do bebê:
O leite materno é o alimento ideal para recém-nascidos e bebês pois fornece todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. É seguro, pronto para o consumo e sem custo. Contém anticorpos que protegem os bebês das doenças comuns da infância, como diarreia e pneumonia – as duas principais causas primárias de mortalidade infantil.

Benefício para a saúde da mãe:
A amamentação reduz o risco de câncer de ovário e mama e ajuda a mulher a recuperar seu peso corporal, diminuindo os índices de obesidade.

Benefícios a longo prazo:
Além dos benefícios imediatos à saúde, a amamentação contribui para uma boa saúde por toda a vida. Adultos que foram amamentados têm mais chance de apresentar bons níveis de pressão sanguínea e colesterol, e menor risco para sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2. Há evidências científicas de que indivíduos amamentados tenham melhores resultados em testes de inteligência.

Por que não utilizar fórmulas infantis?
As fórmulas infantis não contêm os anticorpos encontrados no leite materno e estão ligadas a alguns riscos, como o uso de água contaminada para a diluição da fórmula. Se superdiluída, a fórmula pode causar desnutrição. Além disso, amamentações frequentes mantêm o suprimento de leite materno. Se a fórmula for utilizada e por algum motivo não puder mais ser adquirida, retornar ao leite materno pode não dar certo devido à diminuição de sua produção.

Regulamento para os substitutos do leite materno:
. os rótulos das fórmulas artificiais devem conter informações sobre os benefícios da amamentação e sobre os possíveis riscos à saúde das fórmulas;
. não deve haver promoção dos substitutos ao leite materno;
. não podem ser distribuídas amostras grátis de fórmulas a mulheres grávidas ou mães;
. não devem ser distribuídas ou subsidiadas.

Apoio às mães é essencial:
O aleitamento materno deve ser aprendido e muitas mulheres encontram dificuldades no início. Dor no mamilo e o medo de não ter leite suficiente para sustentar o bebê são comuns. A OMS recomenda o treinamento de profissionais da área da saúde para aconselhar, apoiar e encorajar estas mães à amamentação.

Trabalho e amamentação:
A OMS recomenda que as mães devam ter no mínimo 16 semanas de ausência no trabalho após o parto, para que possam descansar e amamentar seu filho. Muitas mães voltam ao trabalho e abandonam a amamentação exclusiva antes dos seis meses por não terem tempo suficiente, local adequado para amamentar ou para estocar seu leite no trabalho. As mulheres precisam de um local seguro e higiênico perto de seu posto de trabalho para continuarem com a prática de amamentação.

Referência (s)World Health Organization. 10 facts on breastfeeding. Disponível em: http://www.who.int/features/factfiles/breastfeeding/en/index.html. Acessado em: 04/08/2009.

CUIDADO COM OS ALIMENTOS

Queridos leitores quando hoje em dia tanto se fala sobre doenças, é importante lembrar que os alimentos podem ser grandes fontes de contaminação quando as práticas de higiene são deixadas de lado. Desta forma, realizando as nossas refeições tanto em casa quanto fora, nos encontramos sempre em perigo!!
Alguns microrganismos são encontrados nos alimentos desde a sua obtenção na agricultura ou na pecuária, mas também podem ser contaminados por manipulação incorreta, distribuição inadequados, armazenamento e/ou no seu preparo. A falta de cuidado ao manipular e armazenar os alimentos é considerado um problema grave, podendo estar o problema tanto na falta de asseio do manipulador como na maneira de higienizar ou armazenar os alimentos, sendo esta uma das causa mais comuns das toxi-infecções alimentares.
Na verdade os cuidados devem começar no momento da compra. Frutas, legumes e verduras adquiridos nas feiras e varejões ficam expostos ao ar livre durante várias horas, sofrendo as ações do tempo, da manipulação tanto do feirante quanto dos fregueses, exposição à saliva e insetos. Quanto às carnes ou peixes, estes deterioram-se com maior facilidade quando expostos na feira. Os primeiros cuidados na hora da compra é a verificação do estado geral do que será adquirido, ao existirem sinais de deterioração, por mínimos que sejam, não se deve consumir. Os locais de armazenamento devem estar sempre limpos e mantidos hieginizados. No momento da manipulação não pode se esquecer que a higiene dos alimentos começa com a própria higiene do manipulador. Lavagem de mãos deve ser o primeiro procedimento, sendo importante não manipular os alimentos quando estiver com ferimentos nas mãos ou alguma doença infecto-contagiosa. Se tiver que manipular nestas condições deverá utilizar luvas e máscara, e nunca se esqueçam, observar cuidadosamente os prazos de validade dos produtos.
É muito importante ter vários cuidados para retardar ou inibir as contaminações microbianas e a deterioração dos produtos, prevenindo, assim, contra intoxicação e infecção de origem alimentar, entre eles higienizar bem os alimentos. Existem então, alguns procedimentos, para se obter um alimento mais seguro e livre de germes, larvas e sujeiras:
Alguns cuidados para alimentos para serem consumidos crus:
1. Lave bem as frutas e hortaliças em água corrente.
2. Deixe de molho por 15 minutos em solução de água + água sanitária na proporção de 1 colher de sopa de água sanitária para cada 1 litro de água. IMPORTANTE : Nunca utilize água sanitária com perfume.
3. Escorra.
4. Deixe de molho por 10 minutos em solução de água + vinagre na proporção de 2 colheres de sopa de vinagre para cada 1 litro de água.
5. Lave de novo em agua corrente e quando falo em lavar, é lavar mesmo. Esfregue suavemente com as pontas dos dedos toda a superfície. para garantir a eliminação de microorganismos.
5. Escorra a água e pronto!
No caso dos alimentos que serão cozidos :
1. Lave bem as frutas e hortaliças em água corrente.
2. Deixe de molho por 10 minutos em solução de água + vinagre na proporção de 2 colheres de sopa de vinagre para cada 1 litro de água.
3. Escorra a água e está pronto para o preparo .

Algumas outras dicas para que possam cuidarem melhor de seus alimentos:
No mercado veja sempre a data de fabricação e a validade dos alimentos, isso permite estimar o tempo de vida do alimento;
. Evite latas aparentemente danificadas (estufadas, amassadas, com furos ou enferrujadas);
. Lave bem latas e embalagens de conservados quando chegarem do mercado e antes de as abrir. Lembre-se que deve higienizar todos os tipos de embalagens, mesmo os “copinhos” de iogurte precisam ser lavados antes de serem consumidos;
. Mantenha os alimentos protegidos de insetos e roedores;
. Cozinhe bem as carnes antes de consumi-las;
. Use água filtrada ou fervida;
. Cigarros, barba, cabelos soltos, anéis e outros adereços pessoais não combinam com a cozinha, um lugar onde a higiene deve ser total!
. Não acumule cascas ou resíduos sobre a pia a fim de evitar a presença de moscas e proliferação de microorganismos;
. Lave bem e sempre as mãos antes de tocar nos alimentos, tanto no preparo quanto para o consumo;
. Lave todos os utensílio com sabão ou detergente em água corrente, seque e guarde-os em local fechado;
. Evite utensílios que não estejam em boas condições (copos lascados, facas enferrujadas, etc.);
. Limpe regularmente o fogão, geladeira e armários;
. A lata de lixo deve estar sempre fechada, bem como ser lavada frequentemente;
. Não prepare os alimentos muito tempo antes do consumo, pois eles ficarão expostos à ação de seres prejudiciais à sua saúde;
. Quanto tiver necessidade de reutilizar alguns alimentos ou de consumir em um tempo mais longo após a preparação, reaqueça bem os alimentos previamente cozidos, para que os microorganismos existentes possam ser destruidos.