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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Todos os peixes são ricos em ómega 3, a gordura que faz bem ao coração?

Os peixes de água doce e salgada são considerados fontes de proteínas na nossa alimentação. Porém, as espécies de origem marinha apresentam maior quantidade de ácidos graxos ômega 3 do que os de água doce. Isso acontece, pois os peixes de água salgada se alimentam de fitoplâncton marinhos que contém esses ácidos graxos, já os animais de água doce são mais ricos em ômega 6, pois, estes se alimentam de crustáceos, larvas, além de fitoplâncton de água doce.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CONSUMO DE ÁCIDOS GRAXOS DURANTE A GRAVIDEZ INFLUENCIA A ADIPOSIDADE INFANTIL

Foi publicado na revista The American Journal of Clinical Nutrition o resultado de um estudo que teve como objetivo avaliar a associação entre as quantidades de ácidos graxos ômega-3 e ómega-6 presentes na dieta materna e suas concentrações sanguíneas com a adiposidade infantil em crianças de até 3 anos de idade. Os resultados sugeriram então, que a maior ingestão de fontes dos ácidos graxos ômega-3 durante o pré-natal estão associados com menor adiposidade na infância.

Entretanto vale salientar que estudos anteriores haviam constatado que maior ingestão de ácidos graxos ômega-3 poderia estar associada com menores taxas de obesidade e melhor desenvolvimento neurocognitivo. Estudos posteriores deverão fornecer evidências adicionais sobre a contribuição destes ácidos graxos na prevenção de desfechos relacionados com a adiposidade na infância.


Autor(a): Rita de Cássia Borges de Castro - 23/03/2011

quarta-feira, 12 de maio de 2010

SOBRE A LINHAÇA DOURADA


Um amigo meu me perguntou sobre a linhaça Dourada.
Para ele e para todos vocês aí vai minha resposta, espero que seja útil, ora pois...


Existem dois tipos principais de linhaça: a escura, mais cultivada, e a dourada, mais popular. Por ser um alimento típico de climas mais frios, a linhaça dourada é mais rara no Brasil.
A diferença entre ambas é mínima: a farinha obtida da semente dourada, por exemplo, é levemente mais suave que a primeira. A semente da linhaça é considerada um alimento funcional. É fonte rica em proteínas, carboidratos, vitaminas, fibras e ácidos graxos poli-insaturados, como o Ômega 3 e o Ômega 6, vitaminas B1, B2, C e E. Esses nutrientes permitem que sejam reduzidas as doenças do climatério, além de ser um ótimo anti-inflamatório natural. Há melhora em quadros de eczema atópico, dermatite, neuropatia diabética, dor no peito, síndrome pré-menstrual, artrite reumatoide, pressão alta e inflamações de maneira geral.
Ajuda na redução de peso e colabora no
tratamento de várias doenças.

Quais os benefícios da Linhaça dourada ?
A linhaça dourada ajuda na eliminação do colesterol e diminuindo a ocorrência de gastrite, amigdalite, meningite e várias outras doenças. Batida junto a sucos, garante uma boa dose de disposição para começar o dia. Outras
receitas possíveis são acrescentar a linhaça dourada no consumo de frutas, leite, bolos e muito mais. Mas é necessário ter cuidado, apesar de benéfica, ainda não é aconselhado o consumo excessivo da linhaça dourada. Uma colher por dia. Parece pouco, mas ela pode fazer toda a diferença no seu bem-estar.
É indicado ingerir uma colher de linhaça pela manhã ou à tarde. Por possuir uma casca dura e difícil de ser digerida, aconselha-se que bata a semente no liquidificador antes de ingeri-la.

Qual a maneira mais saudável de consumir a linhaça?

Evite a compra ou consumo da linhaça pré-moída, também chamada de farinha de linhaça, pois certamente estará em algum grau oxidada. E, quanto mais oxidada maior a chance de forte flatulência, enxaqueca e diarréia. Esta farinha também pode ser uma fraude, sendo proveniente do subproduto da extração do óleo, ou seja, uma farinha desengordurada = sem ômega-3. O certo é consumir a semente de linhaça crua, integral, previamente hidratada e triturada somente na hora do seu consumo. O indicado é ingerir até 2 colheres de sopa/dia. de farinha de linhaça diárias inseridas na alimentação normal, para adultos, para crianças até 12 anos é de 1 colher de sobremesa/dia.

Quanto ao preço da Linhaça dourada ?
O preço também é um fator diferencial. Nesse ponto, entra em cena a popularidade alcançada pela linhaça dourada, somada ao seu
sabor. Dessa forma, o consumidor desse tipo de linhaça paga mais caro.

sábado, 20 de março de 2010

OS EFEITOS DO CONSUMO DE PEIXES E CARNES NA DEMÊNCIA


Como quase todo o mundo sabe, o que comemos influencia nossa saúde. Ora o consumo de peixes que além de serem excelentes fontes de proteínas e outros nutrientes como vitamina D e selénio contêm também um tipo especifico de gordura o omega-3 que comprovadamente pode reduzir o risco de desenvolver doenças coronárias e diversos outros problemas.

No seguimento desta ideia pesquizadores fizeram um trabalho constatando que quanto maior o consumo de peixes, menor a incidência de demência em idosos da América Latina, China e Índia, enquanto que o consumo de carne, mostrou resultados opostos.
Esta pesquisa, teve duração de quatro anos e foi realizada com aproximadamente 15 mil idosos (≥ 65 anos), residentes nas áreas rurais e urbanas do Peru, México, China e Índia e apenas nas áreas urbanas de Cuba, República Dominicana e Venezuela. Onde os participantes responderam a uma entrevista em sua própria residência, sobre suas características sócio-demográficas, estado de saúde (com exame físico e neurológico para diagnóstico de demência, presença de doenças crônicas e hábito de fumar), hábitos alimentares (com perguntas padronizadas sobre o consumo semanal de peixes e carnes).
Após análise dos resultados, foi possível verificar que houve maior prevalência de indivíduos com hipertensão e doenças cardiovasculares nos centros mais desenvolvidos da América Latina, particularmente em Cuba. Contrariamente, o Peru apresentou os índices mais baixos de hipertensão. O país também continha menos fumantes, já em Cuba, na Índia e na China, o hábito de fumar era mais comum entre as pessoas mais velhas.
Dentre toda a amostra, houve 1340 casos de demência. A prevalência da doença variou de 6,3% a 11,7%, sendo os maiores valores encontrados nos países da América Latina. O consumo diário de peixes foi maior entre os idosos da Venezuela (50,4%) e China (29,1%), e menores entre os participantes da Índia (7,6%) e República Dominicana (7,9%). Com relação ao consumo diário de carne, os menores valores foram da Venezuela (15,1%) e os maiores da República Dominicana (54,8%), China (54,4%), Peru (38,9%) e Cuba (36,8%).
Aqueles com maiores nível educacional e poder aquisitivo relataram consumir mais carne e peixe, em todos os países analisados. Não houve associação entre o consumo de peixe ou carne com história de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 1 e 2, hábito de fumar ou depressão.
Em todos os países, exceto Índia, houve uma associação inversa entre o consumo de peixes e a incidência de demência (mas não com o grau da doença). O consumo de outros alimentos componentes da dieta não interferiu nos resultados. “Este foi o primeiro estudo com resultados significativos sobre a menor prevalência de demência entre aqueles com maior consumo de peixes em uma amostra populacional de cinco países da América Latina, China e Índia”, dizem os autores, uma vez que as evidências sobre este efeito protetor dos peixes era limitado aos países desenvolvidos.
A associação direta entre o consumo de carne e presença de demência só foi presente entre a população idosa de Cuba e do Peru. Em Cuba ainda houve uma associação significativa entre a gravidade da doença e a quantidade de carne consumida entre as pessoas com demência.
“Não tivemos informações sobre os tipos de peixe e carne consumidos, tamanho das porções e nem a respeito do método de preparo. Estes fatores poderiam ser bastante relevantes. Embora os resultados do estudo sejam válidos, não devem ser generalizados à população mundial, somente para aqueles grupos populacionais com hábitos dietéticos e de vida similares aos dos países estudados”, concluem os autores.


Autor(a): Iara Waitzberg Lewinski
Referência(s)Albanese E, Dangour AD, Uauy R, Acosta D, Guerra M, Guerra SSG, et al. Dietary fish and meat intake and dementia in Latin America, China and India: a 10/66 Dementia Research Group population-based study. Am J Clin Nutr. 2009;90:392-400.