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sexta-feira, 30 de março de 2012

PRATOS TÍPICOS DE ENTRE-DOURO-E-MINH


Província do Norte, a região conhecida como Entre-Douro-e-Minho abriga o Minho e parte do Douro. Situada entre o rio Minho, ao norte, e o rio Douro, ao sul, é o berço da nação portuguesa. Sua história remete a celtas, romanos (que ali estabeleceram as primeiras videiras ) e mouros.

Arroz de pato à moda de Braga:
É um arroz preparado  com diversas carnes. Típico da região do Minho nos meses de inverno. Este prato, de Braga, pode ser servido com gomos de laranja e alguma verdura, como rúcula. O pato é cozido em água com presunto, chouriço e orelha de porco. Neste caldo, desengordurado, será cozido o arroz (em forno), acrescido do pato e servido com as carnes e o chouriço.

Bacalhau à Gomes de Sá: 
Criação de José Luis Gomes de Sá, cozinheiro do Restaurante Lisbonense, no Porto, no começo do século XX. O bacalhau dessalgado, em lascas, é deixado em leite quente, antes de ir ao forno com batatas refogadas. É servido com rodelas de ovo cozido e azeitonas pretas.

Bacalhau à Zé do Pipo: 
Zé do Pipo foi sócio de um famoso restaurante do Porto onde foi criada esta receita. As postas de bacalhau dessalgado são cozidas no leite e cobertas com um refogado de cebola e louro (com um pouco do leite do bacalhau), maionese. Depois, são gratinadas. O acompanhamento é purê de batata. São servidas com azeitonas pretas.

Bolinhos de bacalhau: 
Moldados com a ajuda de duas colheres, os bolinhos são feitos com purê de batata e bacalhau previamente cozido e desfiado, cebola, salsinha, vinho do porto e noz-moscada. Ao preparo incorporam-se ovos inteiros, até que a massa tenha uma consistência ideal.

Caldo-verde: 
Existem várias receitas de caldo-verde que, a princípio, é uma sopa grossa de couve galega “cortada em caldo-verde” (juliana) com batatas reduzidas à consistência de purê. Enquanto o caldo de Marco de Canaveses, no distrito do Porto, leva alho, chouriço e azeite, o de Minhota, no Minho, tem cebola e é servido com brôa de milho. Rodelas de chouriço completam a composição.

Cozido minhoto: cozido farto, feito com galinha, presunto, carne de vaca, salpicão (embutido tradicional português), orelhas ou focinho defumado, couve-troncha, cenoura e batatas. O arroz pode ser servido à parte ou posto no centro da travessa, com os ingredientes do cozido em volta.

Pudim do abade de Priscos: 
Típico de Braga, foi uma das poucas receitas que o abade transmitiu. O pudim ficou conhecido quando passou a constar dos ensinamentos para o magistério feminino em Braga, no antigo Convento dos Congregados. Para essa receita, prepara-se uma calda de açúcar com limão, canela e toucinho finamente cortado. Uma vez fria, acrescentam-se gemas misturadas com vinho do Porto. O preparo então é assado em uma fôrma de pudim untada com caramelo.

Rojões (Fafe, Viana do Castelo, Vila Verde): 
Típicos do Minho, variam conforme a cidade de origem. Rojões é o nome dado à carne de porco, que serve de base ao preparo do prato. À moda do Minho, a carne é cozida com vinho e alho até dourar. Na gordura do cozimento fritam-se tripas (empanadas com farinha de milho), bolacho, fígado de porco e sangue de porco cozido (bolacho é uma espécie de pão cilíndrico feito com uma mistura de farinhas de trigo, centeio e milho, amassadas com sangue de porco). Na receita de Fafe, no distrito de Braga, lombo e costela são marinados em vinho verde antes de serem dourados e cozidos com batatinhas. Em Viana do Castelo, acrescenta-se ao refogado toucinho, cominho e páprica. Em Vila Verde (Braga), a carne é cozida com vinho verde e azeite, e as batatas são refogadas na gordura desse cozimento. O prato é acompanhado de fígado frito, bolacho, azeitonas e limão.

Rabanadas 
Fatia de pão, que depois de molhada em leite, vinho (no Minho usa-se vinho verde tinto ou branco) ou calda de açúcar, é passada por ovos e frita. As rabanadas fazem parte das receitas tradicionais natalinas em Portugal. A receita das rabanadas antigas leva canela, casca de limão, vinho verde, mel. Prepara-se uma calda com água, manteiga, canela, limão e sal em que as fatias de pão são mergulhadas (fora do fogo). Em seguida, são passadas no ovo e fritas. O vinho é misturado ao mel e fervido antes dessa calda ser colocada sobre as rabanadas, que devem ser comidas no dia seguinte. As rabanadas douradas ou “filgadas” levam leite e vinho do Porto. As fatias-de-paridas e as rabanadas minhotas são molhadas com leite e passadas no ovo antes de serem fritas (as primeiras são servidas polvilhadas com açúcar e canela; as segundas, vão em uma calda de água com açúcar — reduzida e perfumada com canela — e, depois, são reservadas).

Sarrabulho: 
É um guisado feito com miúdos de porco ou de cabrito, ligado com sangue e geralmente temperado com cominho. Nas papas de sarrabulho, usa-se tradicionalmente restos de pão ou farinha de milho. É um prato tradicional do norte de Portugal. Existem variantes em função do lugar de origem. A cidade de Viana do Castelo é famosa por seu arroz de sarrabulho, em que o arroz é cozido com diversas carnes de vaca, porco, chouriço, previamente cozidas e desfiadas e sangue. O sarrabulho à moda de Sandim do Douro leva carne e sangue, fígado e miúdos de porco e é servido polvilhado com cebolas picadas cruas. Costuma ser precedido das papas de sarrabulho, receita em que presunto magro e o fígado de porco são cozidos com abóbora na água. Em seguida, colocam-se no caldo nabiça (também conhecida como nabo-bravo) picadas e acrescenta-se a carne, a farinha de milho aos poucos, e o sangue até formar papas, servidas em uma tigela povilhadas com cominho. O sarrabulho do Porto leva tripas enfarinhadas, além de vinho branco, e é servido com batatinhas douradas na gordura da carne ou acompanhado por arroz.

Tripas à moda do Porto: 
Segundo uma das lendas, a origem deste prato decorre de fatos históricos que teriam levado os habitantes do Porto a enviar toda a carne da cidade para alimentar tropas, restando para eles apenas os miúdos. É por causa dele que os portuenses são chamados “tripeiros”, apelido do qual se orgulham. Tripas de vitela, carne de porco e de frango e feijão-manteiga (com cenoura) são cozidos separadamente e, depois, refogados e polvilhados com cominho ou salsa.

Toucinho-do-céu: 
Especialidade de Guimarães, cidade frequentemente referida como o "berço da nação", pois foi aqui que, em 1128, Portugal declarou sua independência dos espanhóis. O toucinho-do-céu é um bolo de ovos e amêndoas, originado no convento de Santa Clara, fundado no século XVI. As amêndoas descascadas e raladas são cozidas em uma calda de água com açúcar e doce de chila. Em seguida, acrescentam-se as gemas e as claras, misturadas sem bater. Uma vez frio, o preparo é colocado em uma fôrma untada, levado ao forno, e apresentado polvilhado com açúcar de confeiteiro. O doce é também servido em porções individuais.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

“FATIA DE MULHER PARIDA”

Rabanada – História e Receita

A rabanada, foi inventada pelos portugueses a partir da ideia de aproveitar os restos de pão duro.

Como conta a lenda. Era uma vez…

Uma mulher pobre, sem ter quase nada para comer, precisava alimentar seu filho recém nascido. Seus únicos alimentos eram restos de pão dormido molhados com leite que ela adoçava e passava em ovos para depois fritar. A mulher comia então esta mistura e teve tanto leite que quando a criança nasceu amamentou seu filho e ainda sobrou para amamentar outras crianças. Dessa forma, a rabanada acabou virando símbolo de prosperidade e fartura, sendo servida nas festas de fim de ano.

Assim é também conhecida por “fatia de mulher parida”. Por esta herança portuguesa, sobretudo no nordeste brasileiro, nos meios rurais e mais pobres, estas fatias ainda são dadas às mulheres que acabam de ser mães, pois se acredita que este alimento rico em ovo, açúcar, leite e pão alimenta bem a mãe e faz criar mais leite para alimentar o bebê. Em Portugal, a rabanada faz parte do jantar das famílias no dia 24 de Dezembro, véspera do Natal. No Brasil, a rabanada também é conhecida como “fatia parida” ou “fatia dourada”.

É contudo uma excelente sobremesa, experimente.

RABANADA

ingredientes

- 1/4 de litro de leite
- 3/4 de xícara (de chá) de açúcar
- 5 ovos
- 1/4 quilo de manteiga ou óleo.
- 12 fatias de pão amanhecido

Modo de preparo

- Aqueça o leite com o açúcar .
- Bata os ovos como se fosse fazer um omeleta.
- Mergulhe as fatias de pão no leite. Deixe umedecer bem mas sem amolecer demais.
- Passe as fatias no ovo batido.
- Aqueça a manteiga (2 a 3 colheres de sopa de cada vez) em uma frigideira. Quando estiver quente, frite 3 a 4 fatias de pão de cada vez. Doure os dois lados e coloque-as em um papel toalha.
- Passe as fatias de pão em açúcar, canela.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

MINHAS RABANADAS

Ora pois... em resposta a uma critica ( bem feita, diga-se ) sobre a receita das rabanadas , aqui vai a minha receita pessoal...eheheh ..mas meus queridos portugueses nao esqueçam que estou no Brasil, e aqui amam um leitinho condensado...eheheheh

Ingredientes
1 Cacete (baguete)para Rabanadas
1 litro de água ( há quem use leite)
2 Paus de Canela 2 Cascas de limão finas
Açúcar (não vou colocar quantidade, pois depende do gosto)
4 ovos
Canela em pó
Óleo para fritar

Preparação
Comece por levar um tacho (panela) ao lume (fogo) com a água ou o leite (o suficiente para molhar o pão todo), a casca de limão, o pau de canela e adoce a seu gosto (tem que ficar bem doce...eheheh).
Deixe ferver e desligue.
Corte o cacete ( baguete ) em fatias (grossura de 2 dedos).
Com ajuda de uma escumadeira molhe bem as fatias de pão, mas não deixe amolecer demais ou elas se desfazem.
Depois passe-as por ovo batido e frite-as em bastante óleo.Retire-as para um prato com papel absorvente.
Passe-as em seguida por açúcar e canela e coloque-as numa travessa.

Quem as provou , amou.... eheheh

Bom apetite !!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

RABANADAS

As rabanadas não podem faltar na mesa de Natal ou no café-da-manhã do dia 25.
Esta receita simples com pãozinho amanhecido faz a alegria da galera ou da moçada (dependendo do lugar onde estiver).

Ingredientes
3 pães franceses amanhecidos
2 xícaras (chá) de leite
1/2 lata de leite condensado
3 ovos
1/2 xícara (chá) de óleo para fritar
1/2 xícara (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de canela em pó
Modo de Preparo
1. Corte os pães em fatias médias. Reserve.
2. Numa tigela, coloque o leite e o leite condensado e misture com uma colher. Reserve.
3. Em outra tigela, bata os ovos com um garfo até ficar uma mistura homogênea.
4. Leve uma frigideira com óleo ao fogo para aquecer.
5. Na tigela com o leite, coloque algumas fatias de pão e deixe de molho por 1 minuto. Transfira para uma peneira e escorra o excesso do leite.
6. Passe as fatias pelos ovos batidos e coloque imediatamente na frigideira. Deixe cada lado dourar por 2 minutos. Retire as rabanadas com uma escumadeira e transfira para um prato forrado com papel-toalha. Se o óleo ficar muito sujo, passe-o por uma peneira forrada com papel-toalha.
7. Num prato fundo, misture o açúcar e a canela. Polvilhe as fatias com a mistura. Sirva a seguir