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segunda-feira, 4 de abril de 2011

VOCÊ SABE O QUE É VINHO DO PORTO?

SABE O SIGNIFICADO DOS NOMES E SIGLAS IMPRESSOS NOS RÓTULOS E O MOTIVO DOS DIFERENTES PREÇOS DAS GARRAFAS EXPOSTAS NOS SUPERMERCADOS?

Para comprar com segurança, sabendo o que vai levar, é preciso antes conhecer um pouco desse vinho e principalmente entender seus rótulos.

O Porto é um vinho da região do Douro, em Portugal, que sofreu adição de aguardente enquanto ainda fermentava. Com a elevação alcoólica, a fermentação pára e o vinho fica doce devido ao açúcar residual (existem também vinhos secos, menos comuns). Em seguida o vinho precisa envelhecer em madeira e na garrafa. O método de envelhecimento e a idade do vinho determinam categorias (também chamadas estilos ou tipos), todas identificadas nos rótulos através de nomes específicos. Conhecer o significado desses nomes é fundamental para esclarecer todas as dúvidas.

WHITE - é o único produzido com uvas brancas e envelhecido em madeira de 2 a 3 anos, podendo ser doce ou seco. No seco (dry), a adição de aguardente é feita no final da fermentação. Nenhum dos dois melhora depois de engarrafado.

RUBY - produzido com uvas tintas, é também engarrafado após 2 a 3 anos de idade e não melhora na garrafa. O nome é também uma referência à sua cor.

TAWNY - mesmo não ostentando nenhuma data no rótulo, é um vinho mais velho e mais elegante que o Ruby. Possui uma tonalidade de topázio queimado.

TAWNY COM IDADE - com prolongado estágio em carvalho, o vinho apresenta uma cor de mogno ou "aloirada." A idade mencionada no rótulo - 10, 20, 30 ou 40 anos - é uma média das idades dos vinhos de vários anos que compõe o lote. O ano do engarrafamento também é indicado no rótulo.

TAWNY COLHEITA - vinho de uma só colheita e envelhecido em madeira no mínimo por 7 anos. Os anos da colheita e do engarrafamento são mencionados no rótulo. Pode ser consumido logo após a compra, pois à exemplo de todos os outros Tawnys, não envelhecem na garrafa.

CRUSTED - vinhos de várias colheitas, envelhecido 3 a 4 anos em madeira e depois engarrafado. Quando não filtrado, tende a formar depósito.

LBV (Late Bottled Vintage) - vinho de uma só colheita, normalmente de boa qualidade, indicada no rótulo junto com o ano do engarrafamento. Envelhecido em madeira durante 4 a 6 anos, é filtrado antes do engarrafamento para evitar a criação de depósito.

VINTAGE CHARACTER - engarrafado após o envelhecimento de 4 a 5 anos em madeira, tem a data da colheita indicada no rótulo. Não se beneficia com estágio prolongado em garrafa.

VINTAGE DE QUINTA (Single Quinta Vintage) - vinho de uma só colheita indicada no rótulo e proveniente de uma determinada quinta e produzido somente em anos excepcionais. Engarrafados com 2 anos de idade, normalmente permanecem no estoque do produtor por até 10 anos. Vendido quando pronto para consumir, podem envelhecer ainda mais tempo em garrafa.

VINTAGE - vinho de uma só colheita indicada no rótulo e de inigualável qualidade. É o vinho mais fino e raro, pois representa apenas 2% de toda a produção. Produzido com uma seleção dos melhores vinhos de um ano excepcional, representa apenas uma pequena parte da colheita. As suas opulentas características organolépticas correspondem a vinhos que não se conseguem em mais de 3 anos em cada década.

MATERIA ESCRITA POR Ennio Federico http://winexperts.terra.com.br

LENDA SOBRE O VINHO

Uma lenda grega atribui a descoberta da videira a um pastor, Estáfilo, que, ao procurar uma cabra perdida, a foi encontrar comendo parras. Colhendo os frutos dessa planta, até então desconhecida, levou-os ao seu patrão, Oinos, que deles extraiu um sumo cujo sabor melhorou com o tempo.
Por isso, em grego, a videira designa-se por staphyle, e o vinho por oinos.
A mitologia romana atribui a Saturno a introdução das primeiras videiras. Na Península Ibérica, ela era imputada a Hercules. Na Pérsia, a origem do vinho era também lendária: conta-se que um dia, quando o rei Djemchid se encontava refastelado à sombra da sua tenda, observando o treino dos seus archeiros, foi o seu olhar atraído por uma cena que se desenrolava próximo: uma grande ave contorcia-se envolvida por uma enorme serpente, que lentamente a sufocava.
O rei deu imediatamente ordem a um archeiro para que atirasse. Um tiro certeiro fez penetrar a flecha na cabeça da serpente, sem que a ave fosse atingida. Esta, liberta, voou até aos pés do soberano, e aí deixou cair umas sementes, que este mandou semear. Delas nasceu uma viçosa planta que deu frutos em abundância. O rei bebia frequentemente o sumo desses frutos.
Um dia, porém, achou-o amargo e mandou pô-lo de parte. Alguns meses mais tarde, uma bela escrava, favorita do rei, encontrando-se possuída de fortes dores de cabeça, desejou morrer. Tendo descoberto o sumo posto de parte, e supondo-o venenoso, bebeu dele. Dormiu (o que não conseguia havia muitas noites) e acordou curada e feliz.
A nova chegou aos ouvidos do rei, que promoveu o vinho à categoria de bebida do seu povo, baptizando-o Darou-é-Shah « o remédio do rei ».
Quando Cambises, descendente de Djemchid, fundou Persépolis, os viticultores plantaram vinhas em redor da cidade, as quais deram origem ao célebre vinho de Shiraz.
A vinha era objecto de enormes cuidados, e o mosto fermentava em grandes recipientes de 160 litros, os guarabares. Foi este vinho que ajudou a dar coragem aos soldados de Cambises na conquista do fabuloso Egipto!