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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

VINHO VERDE

Nas minhas conversas com meus amigos e clientes aqui no meu querido Ora Pois reparo todos os dias que existe muita confusão sobre " O Vinho Verde", vamos ver se  consigo elocidar um pouco sobre este tema?
Espero que apreciem.... aqui vai Ora Pois ....


Para os menos familiarizados com os aspectos legais e técnicos é preciso esclarecer que o Vinho Verde é uma Denominação de Origem assim como Champagne, Cognac, Barolo, Chianti, Porto entre outras.

A região estende-se desde as proximidades da cidade do Porto até o extremo norte do país, no vale do rio Minho, na fronteira com a Espanha. A leste é banhada pelo oceano Atlântico, e é cortada ainda pelos rios Lima, Cavado, Ave e Douro.
           Não há uma explicação definitiva para o seu nome - Vinhos Verdes - havendo duas mais prováveis:
           Uma, menos aceita, seria decorrente da exuberância da vegetação que confere à região intensa coloração verde na primavera e verão, estações em que há o crescimento e maturação das vinhas. A outra, mais aceita, relaciona o nome ao fato de que as uvas amadurecem mais precocemente nessa região o que poderia sugerir que as mesmas à época da colheita ainda estivessem verdes. Além disso, as uvas apresentam alto teor de acidez, o que lhes confere uma característica de imaturidade.

            A região produz o Vinho Regional do Minho e vinhos da DOC Vinhos Verdes que se caracterizam por baixo teor alcoólico e pela acidez elevada que lhes confere grande frescor. São vinhos ligeiros, refrescantes e sobretudo os brancos, ideais para serem tomados no calor brasileiro. São contudo muito "frágeis" e, portanto devem ser tomados jovens, com no máximo um ou dois anos de vida: um aspecto crítico, pois alguns vinhos da região não trazem o ano da safra no rótulo.
           Um dos produtos da sua fermentação é o ácido carbónico, que faz com que o Vinho Verde fiquem com a chamada ”agulha”, algo parecido com a sensação de bolhas na boca. O resultado é um Vinho com grande Frescor e uma sensação “gasosa”.

Os melhores vinhos são, sem dúvida, os brancos, alguns dos quais bastante elegantes, especialmente os Alvarinhos, elaborados com a uva que lhes dá o nome, também cultivada do outro lado da fronteira na Galícia (Espanha), com o nome de Albariño.

Dados de Produção dos Vinhos Verdes

Variedades Tintas:
Azal, Borraçal, Brancelho Espadeiro, Padeiro de Basto, Pedral, Rabo de Ovelha e Vinhão

Variedades Brancas:
Alvarinho, Arinto (Pedernã), Avesso, Batoca, Loureiro e Trajadura



História

Desde o tempo dos romanos cultivam-se vinhas com suas características próprias nesta região, existindo desde 1216 documentos relacionados ao plantio e posse de vinhedos. A região foi delimitada em 1908 e demarcada oficialmente em 1929.


O Vinho Verde é feito com uvas vindimadas ainda verdes


Uma pergunta muito comum, mesmo entre alguns apreciadores informados, mas sem qualquer fundamento.
Vinho Verde é o nome de uma região portuguesa, tal como as regiões do Douro, Ribatejo ou Bairrada. A região ganhou o nome de Vinho Verde por ser a região mais verde e húmida de Portugal, o Minho. Pela mesma razão, a região de turismo chama-se Costa Verde. Como seria de esperar, os vinhos provenientes da região do Vinho Verde são elaborados com uvas maduras, tal como nas restantes regiões portuguesas.” 
 in, Jornal de Notícias, Sábado, 22 de Setembro de 2007

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O QUE É SENSIBILIDADE AO GLÚTEN ?

        A sensibilidade ao glúten consiste em uma condição clínica em que os indivíduos apresentam alguns sinais e sintomas após a ingestão de alimentos que contenham glúten, como dor abdominal, fadiga, dores de cabeça, dentre outros.
        Diferentemente da doença celíaca e da alergia ao trigo, a sensibilidade ao glúten não envolve mecanismos alérgicos e por isso seus sintomas são menos graves. Na sensibilidade ao glúten, os pacientes são incapazes de tolerar o glúten e desenvolvem uma reação adversa que normalmente não leva a danos no intestino delgado. A boa notícia é que os indivíduos podem apresentar melhora significativa com a exclusão do glúten da dieta. 

         O glúten está presente em alimentos como trigo, aveia, centeio, cevada e malte.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

COMIDA CONGELADA

Desmestificando
          Existe um grande preconceito contra a comida congelada. Vamos lá entender um pouco sobre esta forma de apresentar os alimentos ou até já os pratos prontos.
Existe uma associação direta entre a expressão “comida de qualidade” e alimento fresco ou uma refeição que acaba de sair do fogão para a mesa. Difícil pensar em outra forma de comer bem que não seja aquela de abrir a geladeira, pegar uma berinjela e fazê-la ao forno, recheada com queijo e carne moída – de repente, deu até água na boca, não?

Mas, antes de começar a babar, vale pensar no seguinte: há quanto tempo a berinjela está na sua casa? Comprada uns três, quatro dias atrás, ficou envelhecendo ali dentro da geladeira (sem contar o tempo entre a colheita e a chegada ao supermercado) e não é mais aquela beldade que chamou sua atenção na seção de hortifrútis. Como é um alimento vivo, mesmo refrigerada a berinjela continuou se desenvolvendo com o passar dos dias e acabou perdendo boa parte dos nutrientes, vitaminas e sais minerais que estavam no ponto certo quando ela foi colhida.
Moral da história:
Se deixarmos os alimentos fazendo aniversário na geladeira, na hora de comê-los eles já não fornecem o melhor de si. Então, a saída para mantê-los vigorosos para a próxima refeição é o congelamento.
Talvez seja difícil para alguns aceitar, mas é o melhor método que existe para preservar as características de um alimento que não vai ser consumido logo após a compra. “O processo congela a parte líquida de legumes, vegetais, carnes, aves, peixes e outros alimentos, e também os micro-organismos e bactérias que há neles, que são os responsáveis pela contaminação e apodrecimento da comida”, explica o engenheiro de alimentos da Associação Brasileira de Engenharia de Alimentos, Gumercindo Silva. Na prática, significa o seguinte: quando resfriadas a baixas temperaturas como a do freezer (-18 °C), bactérias e micro-organismos param de se desenvolver e não estragam o alimento. O congelamento serve tanto para manter as qualidades nutricionais como para evitar que a comida deteriore e vá parar no lixo mesmo antes de ter sido devidamente consumida em seu lar. Outro ponto a favor é que dá para congelar praticamente tudo e a técnica nem é tão trabalhosa.
Descongela fácil 
Comida congelada pode ser um ótimo aliado na cozinha quando se pensa em praticidade e saúde. À noite, enquanto você toma banho, a torta esquenta no forno. Ou aquele arroz com legumes pode ser colocado direto no microondas e servido direto, simples assim. E é bem melhor do que aquela cenoura meio murcha que estava na geladeira e não dava ser aproveitada numa salada e acabou indo para a sopa. Ela, coitada, já estava velhinha e só encheu sua barriga, não adicionou muitas vitaminas ou nutrientes à sua refeição."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dieta mediterrânea como prevenção de doenças

A dieta mediterrânea vem a cada dia ganhando mais pontos, por se tratar de uma       ” cultura gastronômica” contendo ingredientes  considerados benéficos à saúde.
Utiliza alimentos que, além de saborosos, são funcionais e previnem problemas de saúde, principalmente os cardíacos. Os pilares que sustentam os benefícios da dieta mediterrânea são: o azeite de oliva, o trigo, as verduras e os legumes. E são vários os estudos que atestam que os seus adeptos correm menos riscos de contrair doenças como síndrome metabólica, problemas cardíacos ou cancros no aparelho digestivo.

O consumo do azeite, um ácido gorduroso monoinsaturado, normaliza a taxa de colesterol no sangue, e, assim, inibe a formação de placas de gordura nas cavidades arteriais, o que reduz o risco de aparecimento de alguma doença cardiovascular.


 O tomate considerado um alimento “Classe A”, possui valor calórico baixíssimo (cerca de 5%), e é benéfico para prevenir o câncer devido às concentrações de licopeno em sua composição, que é liberado quando cozido.

O alho e a cebola também são exemplos de alimentos “classe A”.

          O vinho tinto, também traz benefícios se ingerido de forma moderada. A bebida, de acordo com enólogos e cientistas, possui altas concentrações de tanino e revesterol, substâncias flavonóides que reduzem a taxa de oxidação do colesterol e o risco de incidência de doenças cardiovasculares.






A Consagração da Culinária Mediterrânea

Sabia que em 2010 a culinária mediterrânea,
foi declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade ?

É a primeira vez que o modo de comer de uma sociedade é oficialmente protegido para assegurar a continuidade das suas tradições. Com objetivo de proteger as culturas e tradições populares, assim como os lugares e monumentos do mundo, o título, coordenado pela Unesco (Organização das Nações para Educação, Ciência e Cultura), foi também concedido às cozinhas francesa e mexicana.

Esses três primeiros patrimônios imateriais da sociedade ligados à comida abrem caminho para que outros países se candidatem à lista de preservação de sua culinária. A iniciativa mostra que, assim como a dança, a arte e a música, os saberes culinários de determinadas regiões são tradições que merecem ser salvaguardas.

A história da Dieta Mediterrânea tem mais de nove mil anos de existência. Ao longo de muitos séculos, os povos mediterrâneos consolidaram hábitos próprios, que levavam à mesa o estilo de vida de diferentes culturas e países. Ibéricos, celtas, gregos, romanos, bárbaros e árabes, todos contribuíram para estabelecer a atual trilogia mediterrânea do azeite, pão e vinho. O trio se mantém vivo até hoje e de fato representa os produtos básicos da agricultura da região. Ela é centrada em uma pirâmide de alimentos considerados essenciais para a manutenção de uma vida saudável, tem uma dieta alimentar centrada em grãos, azeitonas e azeite de oliva, leguminosas, hortaliças, frutas e vinhos, com alho, queijo e cebolas, peixe, aves e ovos fazendo o seu papel. Com freqüência são as especiarias e ervas que identificam as cozinhas individuais dentro do Mediterrâneo – manjerona, alho, canela e azeite de oliva significam Grécia, enquanto cominho, pimenta caiena, páprica, canela, limão e algumas vezes coentro identificam Marrocos

Esta forma de cozinhar, a mediterrânea é sazonal, respeitando o ciclo dos alimentos durate a estação do ano. É uma cozinha saudável pela variedade de ingredientes, cores, sabores e texturas, com respeito pela tradição, gosto pela inovação e uma natural tendência para o improviso. Uma das principais características desta cozinha é o refogado, amplamente divulgado por Portugueses e Espanhóis nas suas conquistas.

Contudo hoje envolve três continentes – Europa, Ásia e África, vários países e centenas de ilhas. Espanha, Turquia, Grécia, Itália, Israel, Marrocos, França, Egito e muitos outros- cada cultura tem seus próprios e únicos pratos e ingredientes, e reunidos formam a rica cozinha conhecida mundialmente como Mediterrânea.

Claro, meus caros amigos do belo país do Brasil, vocês estão também ligados fortemente a esta forma de alimentação levada pelos Europeus.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mais uma "pitada" de cultura gastronómica Portuguesa

 No seguimento do meu artigo anterior, achei que ficaram alguns aspetos da gastronomia Portuguesa a serem comentados.
Como é fácil entender a culinária portuguesa, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências mediterrânicas ( a chamada “dieta mediterrânica”) e também atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente.
  Para quem não sabe, a base da gastronomia mediterrânica, assenta na trilogia do pão, vinho e azeite,  e esta repete-se em todo o território  Português, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos.
Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias  e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adoptados como produtos essenciais. É importante lembrar  que a variedade de pratos regionais se verifica mesmo em áreas restritas, e duas cidades vizinhas podem apresentar, sob o mesmo nome, pratos que podem diferir bastante na forma de confecção, ainda que partilhem a mesma receita de base. As generalizações nem sempre estão correctas, pois as diversas culinárias regionais variam muito na mesma região.
Sempre lembro, que apesar de pequenino em espaço físico, Portugal se torna gigantesco em termos gastronómicos. Uns poucos 10 ou 20 kilometros podem fazer imensa diferença no que respeita a "comida Lusa".
Para aguçar o apetite a esse meu belo país, suas gentes, terras e comidas ...aqui fica uma "pitada" ...ora pois.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O QUE SE COME LÁ PELAS TERRAS DE PORTUGAL ?



Rústicicidade é uma das característica da culinária portuguesa. Realmente não é uma culinária como a Francesa, que se aprensenta bela ao olhar de todos. É, contudo bastante marcante no seu paladar e variada, pois é formada a partir de tradições e ingredientes dos diferentes locais.

Alguns pratos da gastronomia portuguesa têm como base as especiarias trazidas para o país pelos navegadores dos Descobrimentos. Pimenta, canela, noz moscada, caril foram alguns dos ingredientes que ajudam hoje a compor os deliciosos pratos das vastas ementa gastronômica.

Uma refeição típica, em Portugal, começa pelas entradas. As mais simples constituídas pelo pão e manteiga e outras, pelas azeitonas (condimentadas com azeite, alho e orégano, ou simples) enchidos assados, queijos de ovelha ou de cabra, saladas de polvo, de ovas, de orelha de porco, presunto.

Segue-se a sopa, cuja a variedade é infindável. Sopas de legumes, de tomate, do “cozido” de marisco, ou algumas das mais famosas: a “açorda alentejana”; composta de pão; alho, coentro, azeite, ovo “escalfado” e água a ferver ou o nacional “caldo verde”, feito de legumes, batata, e acompanhado por chouriço. Na grande maioria dos restaurantes localizados à beira mar, faz-se a sopa de peixe, uma iguaria à base de vários peixes. Existem no entanto e também sopas que funcionam como refeições. É o caso da “SOPA DE PEDRA”, que mistura carnes e batatas no caldo da “SOPA DE CAÇÃO”, especialidade que se encontra normalmente no Alentejo: postas de cação servidas com caldo e pão.

Peixe é uma constante na gastronomia portuguesa. Não esqueçam que a costa marítima Portuguesa é bem extensa. Um grande ênfase para as sardinhas, nos meses de verão e para o bacalhau antes presença constante, hoje nem pensar, em qualquer altura do ano, embora hoje mais utilizado no Natal, principalmente na zona Norte. Mas o mar tem muito mais variedades e algumas das espécies de peixe são saborosas. A mais comum é a pescada, que normalmente é cozida, acompanhadas com legumes e batatas, mas linguado, salmão, truta, e tamboril poderão aparecer sob várias formas e qualquer uma delas bem apetitosas.

Do mar vem também o marisco, aconselhado a não ser consumido em meses que não tenham no seu nome a letra “r”, a verdade é que mesmo no pino do verão que se tornam mais apetecíveis, mexilhões, ameijoas, cadelinhas, berbigão, camarão, lagosta, santola e sapateira, apenas para nomear alguns.

Mas apesar de ser conhecido pelo seu peixe, Portugal é também país de carne e a variedade gastronômica que se apresenta é bastante considerável. Porco, vaca, pato, coelho, borrego, frango, são algumas das opções. Do porco vem os enchidos (chouriços, morcelas são algumas dos exemplos), as costelas, os presuntos e muito mais. De todos os pratos feitos à base de porco é o “Leitão assado”, o mais conhecido. Os amantes da carne de vaca encontram aqui o que na maior parte dos países se oferece, bifes, grelhados ou fritos. Frango é sem dúvida dos alimentos mais baratos. Na maior parte dos restaurantes aparece assado num churrasco, normalmente em carvão ou em caril, estufado confeccionar em caril, estufado, ou refogado.

E claro, a doçaria é bastante variada, consistindo em mousse de chocolate ou caramelo, pudim, flã, molotoff ou de ovos, doces de ovos, bolo de bolacha e muitos doces típicos... que contarei numa outra hora..ora pois....

O MILHO, o rei nas nossas 24 horas !


O menu desta manhã inclui uma taça de corn-flakes, uma torrada com margarina e marmelada ou goiabada, e uma xícara (chávena) de café. Pois bem, das várias coisas que comemos ou bebemos no café-da-manhã, são provenientes do milho, como o amido do milho, açúcar do milho, farinha de milho, etc. O pão pode ter amido, açúcar e dextrosa (glicose), como ingredientes. A marmelada costuma ter açúcar de milho. O chá e o café instantâneo também costumam ter na sua composição um subproduto do milho : a maltodextrina. A margarina também pode ter milho. Os bolos feitos em casa, assim como outras sobremesas, são feitos com leveduras derivadas do milho.

Milho no óleo, legumes em conserva, margarina, mostarda, maionese, ketchup, a frutose de muitas sobremesas, iogurtes (açúcar do milho para adoçar), congelados, gelados. A carne e os ovos que consumimos, são provenientes de animais que foram alimentados com rações em que a sua composição em milho é em elevada percentagem principalmente em glúten.

Quase todas as bebidas gaseificadas utilizam edulcorantes obtidos do milho. As cervejas sem álcool substituíram o amido extraído da cevada pelo o do milho, para conseguirem formulas mais ligeiras. As crianças comem guloseimas que levam milho: barras de caramelo ou chocolate, pastilha elástica, batatas fritas e um grande número de aperitivos feitos á base de milho.

Quanto às nossas roupas e nossos sapatos. As graxas dos sapatos incluem compostos derivados de milho. Nas parede, o gesso , leva amido de milho para ganhar aderência.

O óleo de milho é utilizado nas pinturas e vernizes. A cola dos papeis pintados é feita de amido e dextrina de milho. Uma parede de cimento pode ter água de milho na sua composição.

Nos carros, eles também precisam de milho! As cabeças dos cilindros, os pneus e o líquido do limpa pára-brisas, contêm milho na sua composição. A bateria do carro também.

Já se utilizam papéis feitos à base de milho. Os lápis de cera e o giz, são fabricados com derivados deste cereal.

Cerca de 85 tipos diferentes de antibióticos utilizam milho na sua composição. A fina capa que cobre as aspirinas e outros analgésicos é feitas de amido de milho. As garrafas com as soluções intravenosas que muitos pacientes necessitam, contêm dextrosa. A água em que se processa industrialmente o milho, também se utiliza para fabricar alguns antibióticos e fármacos.

As crianças quando vestem moletons (fatos de treino ) com desenhos cheios de cor, estes necessitam de milho para que se mantenham as cores vivas e haja aderência à roupa. Brincam em cima de tapetes que têm fibras tratadas com milho.

Ao jantar, utilizamos recipientes de plástico e de papel que têm na sua composição fibras de milho, que são muito mais ecológicos do que outros plásticos industriais. Quando comemos uma pizza, o molho de tomate tem amido.

Pois é, nem imaginavam ..ora pois.....

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MOMENTO

"Onde estão os pratos veneráveis do Portugal Português, o pato com macarrão do século XVIII, a almôndega indigesta e divina do tempo das Descobertas ou essa maravilhosa cabidela de frango, petisco dilecto de D. João IV...


                                                 
Eça de Queirós*

*José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de Novembro de 1845 — Paris, 16 de Agosto de 1900) é um dos mais importantes escritores lusos. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de "Os Maias" e "O crime do Padre Amaro"; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pescadinhas Fritas com Manteiga e Limão

Uma receita bem fácil. Não esquecer que as pescadinhas a que me refiro são médias para pequenas, de uma carne branca.
Bom apetite

Ingredientes:
  • 4 pescadinhas
  • 1 colher (chá) de alecrim
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 colher (chá) de pimenta preta moída
  • 25 g de farinha
  • 1 dl de óleo
  • 50 g de manteiga
  • sumo de 1 limão
  • 2 colheres (sopa) de salsa picada
Preparação:

Lavar os peixes e secar com papel absorvente. Polvilhar por dentro com o alecrim e por fora com sal e a pimenta.
Envolver bem as pescadinhas na farinha, sacudindo-as para retirar o excesso.
Levar ao fogo moderadamente forteem  uma frigideira grande com o óleo, deixando aquecer durante 1 minuto. Mergulhar as pescadinhas cuidadosamente no óleo e deixear fritar até ficarem douradas.
Retirar as pescadinhas para uma travessa previamente aquecida.
Escorrer o óleo da frigideira e voltar a coloca-la no fogo brando com a manteiga, o suco de limão e a salsa. Deixe ferver durante 30 segundos, rapando com uma colher de pau.
Jogar o molho sobre o peixe e servir.


O QUE SE COME DE VARIEDADE DE PEIXE EM PORTUGAL

Sempre me perguntam que género de peixes usamos em Portugal. Ora aqui vai uma pequena resenha.
Atum
A cor da sua carne varia, conforme as espécies, entre o branco e o rosado, mas gorda e muito rica em vitaminas,. Pode ser cozinhado em fresco, mas é mais frequente o seu consumo em salgado ou em conserva em azeite.
Bacalhau
Peixe de mar de carne branca que em Portugal, é quase só usado salgado. Desta forma tem de proceder ao dessalgamento. Mas pode também ser consumido fresco ou fumado.Tem muito valor nutritivo, é de fácil digestão. Pode dizer-se que é o símbolo da gastronomia portuguesa. Marca presença em datas festivas, como o Natal, e pode ser servido de muitas formas. O bacalhau é distinguido em: Bacalhau Miúdo ( até 500 gramas), Bacalhau Corrente ( 0,5 a 1 quilo ), Bacalhau Crescido ( 1 a 2 quilos ), Bacalhau Especial ( + de 3 quilos ), Bacalhau Graúdo ( 2 a 3 quilos ).
Carapau
Peixe de mar muito frequente na alimentação portuguesa, frito ou grelhado, podemos falar em churrasco português. Quando atinge maiores dimensões, tem o nome de chicarro e a sua carne perde a delicadeza, mas as espinhas ficam muito melhor para se encontrarem eheheheh
Cherne
Peixe de carne branca, levemente gorda, pode ser grelhado ou cozido num bom caldo aromatizado. É idêntico ao pargo, mas o seu sabor é muito superior.
Dourada
Embora magra, a sua carne é provida de um enorme poder nutritivo. Pertencem a esta família, embora de qualidade inferior, o sargo, o pargo e as bogas.
 Espadarte
A sua carne é gorda, muito consistente e perfumada. A sua preparação é muito idêntica à do atum. É muito frequente servir-se fumado.
 Garoupa
Têm grande importância para a pesca e algumas espécies são inclusivamente criadas em instalações apropriadas, em zonas costeiras.
São habitantes dos oceanos tropicais e sub-tropicais e vivem geralmente em fundos coralinos ou rochosos, onde têm o hábito de esconderem. São predadores activos - a maior parte tem uma boca grande e dentes aguçados, por vezes, mesmo no céu-da-boca. Algumas espécies atingem tamanhos enormes - até 2,40 m e mais de 300 kg de peso. Muitas têm cores brilhantes e padrões de coloração muito especiais.
As garoupas são peixes muito apreciados na culinária, devido à sua carne magra e branca, firme, com espinhas fáceis de retirar e um sabor especial, cozinha-se de maneira idêntica à pescada. A carne de garoupa é, no entanto, mais rija e menos saborosa.
Linguado
Todo o mundo conhece este peixe. Sabor delicado e carne branca. Pessoalmente acho que ele é super valorizado.
 Peixe-espada
De carne branca, magra e muito delicada, é muito saboroso quando fresco. Serve-se quase sempre frito ou grelhado.
 Sardinha
Pequeno peixe de escamas, de coloração prateada. Sua carne tem três destinos diferentes: uma parte é comercializada fresca, outra é destinada à indústria de enlatados e outra para a fabricação de farinha de peixe.
Hoje em dia não é mais possível encontrar a pequenina que normalmente em Portugal se consumia simplesmente frita com as tripa e inteiras.
Hoje em dia cada vez mais caras, são consumidas fritas ou de churrasco com pimentões assados.
 Solha
É um peixe de carne branca, macia e úmida e de sabor delicado.
Se encontram nos supermercados, filetes de solha e solha inteira, tanto fresca quanto  congelada de óptima. Muito versátil, resulta muito bem simplesmente cozida, assada, grelhada ou frita.
 Tamboril
Quase ninguém por aqui ouviu falar. Peixe-sapo alguns dos litoral conhecem, mas desprezam. Talvez pela feiúra, talvez por desconhecer o processo de preparação.
Pergunte para um português e sinta a reação imediata de água na boca. É um dos principais pescados dos que vão à mesa daquele país. E que ganha outros nomes conforme o idioma, mas está sempre presente na galeria de primeira linha da gastronomia: rape (Espanha), lotte (França) monkfish (Inglaterra e EUA) e rana pescatrice (Itália), só para citar alguns.
É uma carne de consistência firme, que lembra em quase tudo a da lagosta.

 Claro que tem bastantes mais , mas esta pequena resenho dá já uma noção daquilo que se consome no que diz respeito a peixes.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

LEITE CREME

RECEITA
Aqui vai a receita desta deliciosa sobremesa.

INGREDIENTES

  • 1 litro Leite
  • 150 gramas açúcar
  • 60 gramas Farinha
  • 1 casca de limão
  • 1 pau de canela
  • 3 a 4 gemas de ovo
MODO DE FAZER


Coloque o leite para ferver junto com a casca de limão e um pau de canela.
Misture bem o açúcar com a farinha e adicione progressivamente ao leite quente.
Deixe ferver durante alguns minutos, mexendo sempre, até adquirir uma consistência menos líquida.
Junte umas colheres deste creme às gemas de ovo mexidas e depois adicione-as lentamente ao creme, mexendo sempre.
Retire o pau de canela e a casca de limão e verta numa taça ou em taças individuais.
Polvilhe com açúcar e queime com um ferro quente, mas se preferir pode polvilhar apenas com canela em pó.

LEITE CREME - UMA HISTÓRIA DOCE

Embora na Europa o Leite Creme seja uma das mais famosas sobremesas, aqui no Brasil mais propriamente em Curitiba a minha experiencia de uns poucos meses no meu querido bistro, Ora Pois, veio me dar a conhecer que esse doce é realmente um desconhecido. Então para todos os meus queridos leitores aqui vai um pouco da história deste maravilhoso doce.

O leite-creme é uma das sobremesas mais famosas que se conhece. Provavelmente algo que ver com o contraste entre o frio e cremoso manjar com a crocante e quente camada de açúcar queimado. Este prato deve ser preparado com cuidado, pois é muito fácil errarmos na sua confecção.

Já nos tempos do Império Romano, se conheciam as propriedades dos ovos, eram muito bons em elaborar receitas baseadas nesse ingrediente. E pensa-se que o leite creme não tenha sido exceção. Desde então até aos nossos dias as receitas de leite-creme têm evoluído.

As primeiras receitas de leite-creme datam do século XVII. Se as suas origens remontam a França, Inglaterra (Crème brulée) ou mesmo Espanha (Crema Catalana), é pouco claro. A primeira vez que se viu a receita de leite-creme foi num livro de Massaliot’s que data de 1691 em França. François Massaliot’s nasceu em Limoges em 1660 e morreu em 1733 em Paris. Ele preparou refeições para Monsieur Philippe, duque de Orleães, irmão de Luis XIV, Madame Princess Liselotte, mulher de Monsieur Philippe. Também preparou refeições para o Delfim (The Dauphin) e vários duques e marqueses. Desta forma é seguro dizer que foi um cozinheiro de sucesso.

No entanto o Trinity College de Cambridge, Inglaterra, também reclama como sua a origem do doce manjar. Eles defendem ser o primeiro produtor desta sobremesa no século XVII, onde o denominaram de “Cambridge Burnt Cream” ou “Trinity Cream” onde tinham um ferro de queimar o açucar especial, pois tinha o símbolo oficial do Trinity College.

Hoje em dia as variedades de leite-creme existentes são infindáveis. E há mesmo quem afirme que há tantas receitas de leite-creme quantas as pessoas que o confeccionam. É um prato simples mas delicioso, que é mundialmente famoso e reconhecidamente bom.
Leite-Creme... Quem não gosta?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

CORTIÇA ? AQUI ????????????

Pois é , meus queridos amigos, este meu blog, vai alargando o seu horizonte. 
Afinal da nutrição e comidas, gastronomia, cultura portuguesa porque não e também falar sobre produtos originários de Portugal.
 Claro que sabem que eu tenho já em Curitiba um pequeno Bistrô de comidas tipicas Portuguesas. Um dos meus gostos além de dar a conhecer as comidas da minha terra, também adoro conversar sobre assuntos Lusos. E aí eu acabo contando e transmitindo quase como estórias fossem as coisas Portuguesas. E como todos devem saber, as conversas são como comer cerejas...eheheheh...ninguém consegue ficar em uma só. Uma leva a outra.
Numa dessas conversas comentei sobre a cortiça. E reparei que muitos pouco ou nada sabiam sobre esse maravilhoso elemento natural que Portugal tanto utiliza. 
E querem ver?
Quando falamos em Portugal nos lembramos de comidas e bebidas, certo? Pois as bebidas como os nossos generosos vinhos precisam além do vasilhame, quase sempre de vidro, também da.... rolha ... claro.
Pois essa rolha é feita de cortiça.

MAS O QUE É A CORTIÇA ?

A cortiça é nem mais nem menos que a casca do sobreiro (Quercus Suber L). Uma árvore nobre com características muito especiais e que cresce nas regiões mediterrânicas como Espanha, Itália, França, Marrocos, Argélia e, sobretudo, Portugal, onde existem mais de 720 mil hectares de montado de sobro, bem como uma indústria corticeira de grande importância económica.
É uma árvore espantosa, de grande longevidade e com uma enorme capacidade de regeneração. Consegue viver em média 150 a 200 anos, apesar dos muitos descortiçamentos que lhe fazem ao longo da sua existência: cerca de 16 intercalados por períodos de nove anos.
            Este tecido vegetal que o Homem recolhe tão cuidadosamente - a cortiça - possui qualidades únicas, inigualáveis e que até hoje nenhum engenho humano conseguiu imitar ou ultrapassar:
  1. muito leve
  2. impermeável a líquidos e a gases
  3. elástica e compressível
  4. um excelente isolante térmico e acústico
  5. combustão lenta
  6. muito resistente ao atrito
            Mas é, acima de tudo, um material cem por cento natural, reciclável e biodegradável, três atributos imprescindíveis numa sociedade como a actual que se deseja cada vez menos poluída e amiga do ambiente