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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Qual a posição da Organização Mundial da Saúde sobre o aleitamento materno?


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida do bebê. mas infelizmente, menos de 40% das crianças menores de seis meses são amamentadas exclusivamente. Após esta idade, outros alimentos devem complementar a amamentação até a criança completar dois anos de idade ou mais.
O ideal é que o aleitamento materno comece em menos de uma hora após o nascimento do bebê. Deve ser ofertado sempre que o bebê desejar mamar, durante o dia ou à noite.
Seguem abaixo algumas vantagens da amamentação, elaboradas e publicadas pela OMS, em suas campanhas de saúde:

Benefício para a saúde do bebê:
O leite materno é o alimento ideal para recém-nascidos e bebês pois fornece todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. É seguro, pronto para o consumo e sem custo. Contém anticorpos que protegem os bebês das doenças comuns da infância, como diarreia e pneumonia – as duas principais causas primárias de mortalidade infantil.

Benefício para a saúde da mãe:
A amamentação reduz o risco de câncer de ovário e mama e ajuda a mulher a recuperar seu peso corporal, diminuindo os índices de obesidade.

Benefícios a longo prazo:
Além dos benefícios imediatos à saúde, a amamentação contribui para uma boa saúde por toda a vida. Adultos que foram amamentados têm mais chance de apresentar bons níveis de pressão sanguínea e colesterol, e menor risco para sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2. Há evidências científicas de que indivíduos amamentados tenham melhores resultados em testes de inteligência.

Por que não utilizar fórmulas infantis?
As fórmulas infantis não contêm os anticorpos encontrados no leite materno e estão ligadas a alguns riscos, como o uso de água contaminada para a diluição da fórmula. Se superdiluída, a fórmula pode causar desnutrição. Além disso, amamentações frequentes mantêm o suprimento de leite materno. Se a fórmula for utilizada e por algum motivo não puder mais ser adquirida, retornar ao leite materno pode não dar certo devido à diminuição de sua produção.

Regulamento para os substitutos do leite materno:
. os rótulos das fórmulas artificiais devem conter informações sobre os benefícios da amamentação e sobre os possíveis riscos à saúde das fórmulas;
. não deve haver promoção dos substitutos ao leite materno;
. não podem ser distribuídas amostras grátis de fórmulas a mulheres grávidas ou mães;
. não devem ser distribuídas ou subsidiadas.

Apoio às mães é essencial:
O aleitamento materno deve ser aprendido e muitas mulheres encontram dificuldades no início. Dor no mamilo e o medo de não ter leite suficiente para sustentar o bebê são comuns. A OMS recomenda o treinamento de profissionais da área da saúde para aconselhar, apoiar e encorajar estas mães à amamentação.

Trabalho e amamentação:
A OMS recomenda que as mães devam ter no mínimo 16 semanas de ausência no trabalho após o parto, para que possam descansar e amamentar seu filho. Muitas mães voltam ao trabalho e abandonam a amamentação exclusiva antes dos seis meses por não terem tempo suficiente, local adequado para amamentar ou para estocar seu leite no trabalho. As mulheres precisam de um local seguro e higiênico perto de seu posto de trabalho para continuarem com a prática de amamentação.

Referência (s)World Health Organization. 10 facts on breastfeeding. Disponível em: http://www.who.int/features/factfiles/breastfeeding/en/index.html. Acessado em: 04/08/2009.

sábado, 11 de julho de 2009

CONSENSO SOBRE ALIMENTÇÃO COMPLEMENTAR EM CRIANÇAS

Foi redigido um documento consensual pela Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN), sobre as recomendações de escolha da alimentação complementar da criança, que se inicia após os seis meses de amamentação exclusiva; a relação da alimentação complementar com o crescimento e desenvolvimentos neurológico e psicológico da criança; assim como com alergias e certas patologias como doenças cardiovasculares, doença celíacc, diabetes mellitus tipo 1, entre outras


Esta posição escrita sobre alimentação complementar resume evidência de efeitos na saúde de alimentos complementares. Incide em lactentes saudáveis na Europa. Depois de analisar os conhecimentos atuais e práticas, temos formulou estas conclusões:

* Exclusivo completo ou a amamentar durante cerca de 6 meses, é desejável, uma meta.
* Suplementação alimentar (ou seja, alimentos sólidos e líquidos diferente do leite materno ou fórmula infantil e de acompanhamento, fórmula) não devem ser introduzidas antes de 17 semanas e não mais tarde do que 26 semanas.

Não há provas científicas convincentes de que evitar ou atrasar a introdução de potencialmente alergénicos, alimentos como peixes e ovos, reduz alergias, quer em lactentes consideradas em risco aumentado para o desenvolvimento de alergias ou em aqueles que não são considerados de maior risco. Durante a complementaridade período de alimentação,> 90% das necessidades de ferro de um amamentados infantil devem ser cumpridas pelos alimentos complementares, que deve proporcionar suficiente ferro biodisponível.
O leite de vaca é uma pobre fonte de ferro e não deve ser utilizado como principal alimento antes de beber 12 meses, embora pequenas quantidades podem ser adicionadas para complementar alimentos. É prudente evitar tanto precoce (< 4 meses) e tardia (≥ 7 meses)a introdução de glúten e ir introduzindo o glúten gradualmente, enquanto a criança ainda é amamentada, na medida em que diminuirá o risco de doença celíaca, diabetesmellitus tipo 1, e alergia ao trigo. Lactentes e crianças de tenra idade que recebem uma dieta vegetariana devem receber uma quantidade suficiente (500 ml) de leite materno ou fórmula e os produtos lácteos. Bebés, crianças e jovens não devem ser alimentados com uma dieta vegana. JPGN 46:99-110, 2008.
http://www.nutritotal.com.br/diretrizes/files/161--ConsensoAlimentacaoComplementar.pdf

ESPGHAN - Hospital São Paulo, Universidade de Milão, em Itália (Departamento Pediático), Universidade de Pecs, Hungria, (Instituto de Saúde), London, UK, Hospital Necker Enfants-Malades, Universidade de Paris Descartes, Paris, France, Hospital Pediátrico,Universidade Médica de Zagreb, Croacia, Dr von Hauner Children’s Hospital, Universidade de Munique, Alemanha, Departamento de Ciências Humanas e Nutrição, Universidade de Copenhagen, Dinamarca, Escola Universitaria de Ciencias da Saúde, na Universidade de Zaragoza, Espanha, Leeds General Infirmary, Inglaterra, CHR Citadelle, Universidade de Liege, Belgica, Mereyer Children’s Hospital of Haifa, Ruth and Bruce Rappaport School of Medicine, Technion, Israel, Medical University of Warsaw, Polônia.,University of Lille, França, e Erasmus MC/Sophia Children’s Hospital, Roterdão, Holanda.