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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

MITOS E VERDADES PARA DIABÉTICOS



Nos últimos 50 anos, o Brasil apresentou aumento da expectativa de vida, redução da mortalidade infantil, diminuição do número de nascimentos, aumento da população urbana e do poder aquisitivo. Estas alterações levaram a redução da mortalidade por doenças infecciosas e aumento das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes, hipertensão e obesidade.
Também resultante de mudança de fatores econômicos, demográficos e culturais ocorridos nas últimas décadas, foram observados mudanças do estado nutricional, devido às modificações do estilo de vida, alteração da qualidade da dieta e inatividade física. Essa inadequação alimentar é uma das principais causas de risco a saúde. Surgiram com essas mudanças diversas dúvidas e mitos sobre a alimentação de pacientes com diabetes.
Os mitos estão sempre presentes no imaginário da população, especialmente quando se fala em problemas crônicos, como o diabetes. No entanto, a falta de orientação e informação correta pode levar a pessoa a cometer alguns enganos. Por isso, as dúvidas devem ser tiradas com médicos e nutricionistas. Saber a verdade sobre o diabetes é fundamental para o bom controle da glicemia. Sendo assim aqui vão as verdades sobre alguns dos mitos mais freqüentes.

MITOS E VERDADES
1. MITO: As pessoas com diabetes não podem comer beterraba.
VERDADE: As pessoas com diabetes podem consumir beterraba, pois é classificado como vegetal contendo boa fonte de fibras, vitaminas e minerais e poderá fazer parte da dieta, elaborada pelo nutricionista.

2. MITO: As frutas como banana, uva, caqui, manga e melancia, devem ser excluídas da alimentação das pessoas com diabetes, pois aumentam muito o açúcar no sangue.
VERDADE: As frutas são ricas em vitaminas, minerais e fibras e contêm o açúcar natural (frutose e glicose). Quando consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo de um dia de alimentação, não prejudicam a saúde da pessoa que tem diabetes, entretanto se consumidas em excesso qualquer fruta poderá aumentar a glicemia.

3. MITO: Fruta faz bem a saúde e por isso pode-se comer a vontade
VERDADE: A fruta possui diversos nutrientes, incluindo a frutose e glicose que em excesso poderão aumentar a glicemia.

4. MITO: As pessoas com diabetes devem comer pão somente dormido ou amanhecido ou torrado porque não faz mal para o diabetes
VERDADE: O pão francês é um alimento que faz parte da dieta do brasileiro, constituindo uma importante fonte de carboidrato na alimentação. O carboidrato é o nutriente que mais afeta sua glicemia, pois quase 100% é convertido em glicose (açúcar). Assim não importa a forma de preparo ou de consumo do pão, um pão francês de aproximadamente 50g terá sempre 28g de carboidrato, estando ele torrado ou dormido. Portanto consuma a quantidade orientada pelo seu nutricionista e da forma que mais gostar.

6. MITO: Para diminuir o carboidrato do arroz, basta lavá-lo continuamente.
VERDADE: Lavar o arroz ou qualquer outro alimento não diminui o conteúdo de carboidrato do mesmo.

7. MITO: A pipoca é um alimento perigoso para as pessoas com diabetes
VERDADE: A pipoca é um alimento de baixo custo, rico em fibras, contribuindo com a saciedade e melhores níveis de glicemia e colesterol- alimento rico em fibra, logo um ponto positivo para redução de glicemia e de colesterol. Por ser fonte de carboidrato deve ser substituído pelo pão, onde: 01 xícara de milho pipoca estourada equivale a ½ Pão francês ou 01 fatia de Pão forma.

8. MITO: A pessoa com diabetes não pode comer pão francês, cuscuz ou tapioca, tem que trocar tudo por biscoitos tipo água e sal ou “cream cracker”.
VERDADE: As pessoas com diabetes podem comer pão francês, cuscuz e tapioca, devendo estes alimentos ser inseridos em um plano alimentar saudável. Não é recomendável utilizar apenas um tipo de alimento, pois haverá menor proporção de nutrientes e risco de monotonia.

9. MITO: Para reduzir o carboidrato do pão basta deixá-lo fora da geladeira por de 1-2 dias e assim a pessoa com diabetes poderá comer á vontade sem que a glicemia se altere.
VERDADE: O pão ou qualquer outro cereal fermentado na geladeira ou fora desta, não tem seu teor carboidrato reduzido. Portanto procure seguir as recomendações do seu nutricionista em relação a quantidade e forma de consumo dos alimentos.

10. MITO: Todas as pessoas com diabetes devem seguir uma dieta para “diabetes”, com restrição de calorias, para atingir melhor controle glicêmico
VERDADE: Não existe uma dieta específica para quem tem diabetes, pois as necessidades nutricionais destas pessoas são semelhantes à da população em geral. O plano alimentar, elaborado pelo nutricionista especialista deve considerar a avaliação do estado nutricional para definição das calorias, macro e micro nutrientes, baseados nas necessidades individuais, objetivos de tratamento, utilizando parâmetros semelhantes aos do público em geral.

11. MITO: Comer antes de dormir engorda, principalmente se for carboidrato.
VERDADE: A quantidade de calorias ingeridas é que faz com que o peso se eleve. Se o consumo de energia for maior que o gasto, aí sim haverá ganho de peso.

12. MITO: Diabético não pode comer arroz e feijão
VERDADE: “Diabético pode comer arroz e feijão.” Durante muitos anos, algumas crenças foram criadas sobre a ingestão de arroz e feijão. Alguns diziam “engorda”, outros que “diabético não pode comer”, porém, sabemos hoje que principalmente o feijão é um dos alimentos mais ricos em fibras solúveis, além do amido resistente (outro tipo de fibra) e faz parte do hábito alimentar do brasileiro. A presença desse tipo de fibra torna a digestão mais lenta, importantíssimo para menor elevação da glicose no sangue. Outro aspecto relevante é a saciedade que o feijão proporciona resultado desse mesmo processo de digestão.

13. MITO: Produtos “Diet” são feitos para diabéticos e podem ser consumidos a vontade.
VERDADE: De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) pode ser chamado de alimento diet aquele que é isento de algum nutriente, nem sempre ele é isento de carboidrato, pode ser em gordura ou sódio por exemplo. Podemos citar como exemplo o chocolate, algumas marcas apresentam maior teor de gorduras e pouca ou nenhuma diferença em carboidrato, ou seja, nem sempre o chocolate diet é a melhor escolha. Para boas escolhas sempre devemos comparar os rótulos dos alimentos, em caso de dúvidas sempre consulte um nutricionista
http://nutricao.diabetes.org.br/mitos-e-verdades

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Açorda à Alentejana

A açorda à alentejana é uma sopa típica do Alentejo – ao contrário da maioria das sopas, esta não é cozinhada, sendo basicamente constituída por pão acompanhado de um ovo escalfado e água quente temperada.


Ingredientes:

1 molho de coentros
3 dentes de alho
1 colher de sopa de sal grosso
1 dl de azeite
1,5 l de água a ferver
300 g de pão caseiro (duro)
4 ovos
azeitonas pretas

Confeção:
Esmague os coentros num almofariz com os dentes de alho e o sal grosso até obter uma pasta. Coloque-a em um recipiente, regue com o azeite e escaldando com a água a ferver. Mexa bem junte o pão cortado em fatias e os ovos previamente escalfados. Sirva com azeitonas.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O que comeremos amanhã?

Qual é o futuro da nossa alimentação?
Não devemos repetir o erro de Berthelot, que havia predito que, no ano 2000, a humanidade iria se alimentar de pílulas nitrogenadas, enganou-se por dois motivos. Os seres humanos são organismos vivos, dotados de um aparato sensorial moldado pela evolução biológica, que tem por finalidade captar os gostos, ou seja, as sensações sintéticas que compreendem a detecção dos odores (antes e durante a preensão do alimento, quando as moléculas sobem em direção aos receptores olfativos pelas vias retronasais), a detecção dos sabores (convém salientar que a teoria dos quatro sabores é errônea, assim como o "mapa dos receptores" da língua), a detecção das temperaturas, das consistências, das sensações trigeminais (como fresco e picante), entre outros. Recentemente, descobriu-se que a língua também tem receptores para o "gorduroso".
Todo esse aparato sensorial é vital, no sentido literal da palavra, tendo ele contribuído para o êxito da nossa espécie porque permitiu que reconhecêssemos presas e escapássemos de predadores. A percepção dos sabores é particularmente importante porque o amargo é associado aos alcalóides presentes nos vegetais das florestas em que nossos ancestrais primatas não-humanos viveram, ao passo que o doce é associado à energia "química" presente nos açúcares. O apetite é um estado fisiológico importante porque nos leva a comer, e mesmo o "prazer" de comer, que está codificado nos nossos organismos, é essencial do ponto de vista biológico, pois contribui para nos incitar a comer certos alimentos em vez de outros (entretanto não se trata de uma garantia de segurança alimentar a curto e médio prazos). Em suma, Berthelot omitiu que o apetite e a saciedade não são da alçada da química, mas sim da fisiologia.
Ele também se esqueceu de calcular que, com a matéria mais energética (as gorduras), nós precisaríamos de 300 gramas de pílulas por dia aproximadamente. Para integrar o nitrogênio necessário para o nosso organismo, uma massa ainda maior seria necessária (Pascal, 2003). De que adiantaria, então, consumirmos pílulas se o volume final acabaria sendo o mesmo que o de alimentos (vegetais e animais) com os quais evoluímos? Por fim, Berthelot não compreendeu que nossos alimentos não são só energia, mas são também cultura. O fato, por exemplo, de os ocidentais sentirem náusea diante de um fumegante cérebro de macaco recém-aberto ou sentirem aversão ao odor de durião (Durio zibethinus), fruto de uma árvore da família das bombáceas), enquanto os orientais têm nojo de queijos franceses como o munster ou o époisses, ou ainda, sem ir muito longe da França, o fato de os ingleses passarem mal só de pensar em coxas de rã constituem evidências de que o componente cultural da alimentação não deve ser negligenciado. A consideração desses dados talvez explique em parte o sucesso da cozinha molecular: com Nicholas Kurti (1908-1998), nós quisemos colocar a química e a física a serviço da cozinha, em vez de tentar suplantá-la.
Fonte: Nutriçao em Pauta

Consumo alimentar da população brasileira: enfoque em vitaminas e minerais

A alimentação balanceada e adequada fornece as vitaminas e minerais em quantidade suficiente para o bom funcionamento e desenvolvimento dos indivíduos, colaborando na prevenção de doenças e melhor qualidade de vida. Os micronutrientes possuem então funções de grande importância para o organismo, auxiliando inclusive na absorção e alguns nutrientes.
O consumo adequado de frutas e verduras pode melhorar o estado nutricional em relação ao ferro, devido a quantidade de vitamina C existente nesses alimentos. A vitamina C melhora a absorção desse mineral.
Estudo recente avaliou o consumo desses alimentos e sua influência em relação ao estado de menopausa em mulheres. Os resultados mostraram que o consumo adequado de frutas e verduras melhora os níveis séricos desse mineral no organismo, contribuindo para o bom estado nutricional.
Outro estudo analisou a disponibilidade de nutrientes selecionados com propriedades antioxidantes e de alguns compostos para as famílias moradoras nas áreas rurais e urbanas do Brasil. Entre os resultados, destaca-se reduzida disponibilidade média de vitamina C, vitamina E, ferro, cobre e selênio em algumas regiões. Os domicílios brasileiros dispõem em média de quantidade reduzida de beta-caroteno e licopeno. O conteúdo disponível de cálcio e de zinco revelou-se aquém do desejado. Os resultados apontam para o fato de que tendo em vista a reduzida disponibilidade média de nutrientes e a importância de vitaminas e minerais para a saúde, torna urgente a busca de estratégias que promovam o acesso da população brasileira à alimentação saudável.
Os estudos evidenciam a necessidade na melhora na qualidade do consumo alimentar, principalmete em relação a micronutrientes importantes ao bom funcionamento do organismo. Sendo assim, orientações nutricionais que informem a importância do consumo alimentar e informação sobre fontes alimentares dos nutrientes são de extrema importância para que a população tenha acesso a alimentação balanceada.

Fonte: Nutriçao em Pauta

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A busca do homem por uma alimentação equilibrada é antiga, mas é recente a preocupação por uma alimentação segura, saudável e integrada ao meio ambiente sustentável. Cada vez mais pessoas se conscientizam da importância da alimentação balanceada para o equilíbrio não apenas orgânico, mas também emocional e espiritual, resultando em mais saúde e qualidade de vida em qualquer idade.
Mas são muitos os caminhos propostos para se atingir a alimentação ideal e maior ainda a quantidade de nomes que envolve. Os quais nem sempre conseguimos entender exatamente ao que se referem.
Assim trago alguns dos principais termos relacionados ao vasto universo da alimentação atual espero que vá ajudá-los a entender melhor tudo isso. Ora pois....!

ALIMENTO

Substância ou mistura de substâncias, no estado sólido, líquido, pastoso ou qualquer outra forma adequada, destinadas a fornecer ao organismo humano os elementos normais à sua formação, manutenção e desenvolvimento.

ALIMENTAÇÃO

São hábitos, padrões ou dietas alimentares que refletem a adaptação dos diferentes povos do mundo às condições sócio-econômicas, geográficas e culturais em determinado período.

As disciplinas que se relacionam com a alimentação são:
A dietética, um ramo da medicina que estuda quais os alimentos mais apropriados para melhorar a vida das pessoas;
A
nutrição, um ramo da biologia e também da medicina que estuda as características dos alimentos e os processos biológicos que eles sofrem ou provocam;

A culinária, que se ocupa da forma como os alimentos são utilizados nas várias culturas humanas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"Comer fora". A escolha?!



COMO CONHECER O TIPO DE REFEIÇÃO QUE NOS ESTÁ SENDO SERVIDA QUANDO COMEMOS FORA?

A finalidade dos serviços de alimentação não é simplesmente oferecer uma comida gostosa, mas também uma comida segura do ponto de vista higiênico-sanitário para que, dessa forma, a refeição servida propicie saúde para quem se alimenta.
As refeições que nos são servidas podem ser classificadas de três formas:
boa, aparentemente boa ou má.
A refeição boa é aquela que proporciona saúde, força e disposição. Ela deve fornecer nutrientes necessários para a nutrição do organismo e deve estar livre de contaminação.
A refeição aparentemente boa é aquela refeição cuja aparência, aroma e sabor parecem bons, mas CUIDADO ela está contaminada e você não sabe! Esta refeição proporcionará mau estar, indisposição e doença, podendo até mesmo causar a morte do indivíduo.
A refeição má é aquela cuja aparência, aroma e sabor mostram que ela está estragada e imprópria ao consumo; geralmente a pessoa percebe e não chega a comê-la. Seus efeitos para a saúde do homem são tão prejudiciais quanto os efeitos da refeição aparentemente boa.
Assim a refeição aparentemente boa torna-se a mais perigosa pois ela aparentemente, está perfeita e, no entanto, apresenta-se de alguma forma em más condições de utilização. Na prática e a "olho nú" não temos como identificá-la, no entanto, existem alguns itens observáveis que nos darão pistas, sobre se aquela refeição é confiável ou não.

Alguns itens que podem ser facilmente observáveis ao se comer fora de casa são:
· Higiene do Local
· Higiene dos Utensílios (talheres, copos, etc)
· Fardamento dos funcionários e higiene pessoal
· Observar termômetros presentes nos balcões de distribuição da comida nos self-services:
- o Balcão de Saladas (12°C)
- o Balcão Quente (65°C)
· Distribuição da comida
Esses são alguns itens práticos, cuja observação deve ser incorporada aos hábitos das pessoas para que essas façam valer seus direitos de consumidores perante os serviços de alimentação, os quais devem garantir a saúde de sua clientela, servindo-lhe comida de boa qualidade.