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domingo, 24 de junho de 2012

UM OUTRO LADO DA COZINHA MEDITERRÂNICA



Navegando na internet encontrei um texto muito curioso que transcrevo aqui. 
Peço desculpa ao dono dele mas quando o copiei não sei o que fiz e o seu nome não ficou registado. Tentei reencontra-lo mas não consegui... mas meus parabéns, pela lembrança e texto.

             Muito se fala nos benefícios e nos sabores da cozinha mediterrânea, mas sempre o foco é no lado Europeu. Tentarei aqui, resumidamente, apresentar a cozinha mediterrânea desde o Marrocos até a Síria. Se não podemos chama-la de cozinha árabe, devemos observar que o Islamismo é um vínculo forte entre estas nações (com exceção a Israel, ainda que a comida seja muito parecida), e desconsiderá-lo seria errado, devido as semelhanças que a restrição de alguns alimentos e do álcool proporciona (ainda que haja exceções quanto ao uso do álcool - Arak). 
          Aqui no Brasil a maioria destes "árabes" são da Síria ou do Líbano, indevidamente chamados de turcos; obviamente essa confusão sendo causada pelo domínio otomano daquela região. É o que eu mais conheço, o que eu mais comi, e é portanto o que este texto prioriza.
            A refeição típica começa com o "Mezze" que necessariamente é uma "refeição social", para a família e amigos. Consiste em frutas secas e frescas, antipastos de vegetais e grãos, pães e vegetais em conservas, e por vezes contém mariscos e peixes. O pão aliás costuma substituir os talheres nesta parte da refeição. Um exemplo clássico e muito consumido é o Kibbeh Nayeh (Quibe Cru), conhecido da maioria aqui. Originalmente feito do lombo bem limpo do cordeiro, moído, e com o acréscimo de cebola ralada ou bem picada, além da salsa, cebolinha e hortelâ, estas devendo ser adicionadas pelo comensal. Ainda deve acompanhar vegetais cortados como pepinos e cenouras, azeitonas e um tipo de queijo chamado Labne (feito de iogurte, e aromatizado com alho e água de rosas).
      O azeite, obviamente, é obrigatório. Também não poderia deixar de assinalar o protagonismo do Grão de Bico e da Berinjela no Mezze, citando o Babaganoush, Hummus e Falafel, tão delicioso com a coalhada seca e o pão sírio. O Mezze também é parte da cozinha grega, tendo a mesma finalidade, com pratos diferentes.
            Quanto às proteínas, o cordeiro e o cabrito tem destaque absoluto. Os peixes e frutos do mar também são amplamente consumidos, mas suas preparações costumam ser mais simples, o que é bem óbvio já que o Mediterrâneo lhes proporciona o que há de mais fresco (não tanto para a Síria e Líbano, mas com certeza para o Marrocos e a Tunísia). Um prato principal bem conhecido para nós é a Koussa Mahshi (Abobrinha Recheada), feita com arroz de grão longo, carne de cordeiro, canela e pimenta moída, servida com um molho de tomates não tão espesso quanto "sugo italiano", mas semelhante no sabor, se não fosse o sabor marcante da canela em pó. É servida com iogurte também. Desnecessário mencionar os Charutos de Repolho e de Uva, com recheio semelhante ao da Koussa. Alías, já que escrevo direto no blog e de cabeça, lembro também dos Tajines, do Tabuleh e da Kafta... Importante também é lembrar da Harrisa, um "mix" de especiarias usado nessa faixa inteira do mediterrâneo, onde as versões mais conhecidas são a tunisiana e a libanesa.
         Por fim, os deliciosos doces, lotados de mel e açúcar. Destaco dois, o Ataief e o Muhallabeya. O primeiro é um doce simples, feito de leite, farinha e açúcar, recheado com nozes e mais açúcar e algumas gotas de água de flor de laranjeira. O segundo é mais elaborado: trata-se de um pudim, com a presença marcante do Mastic, ingrediente vindo do Almiscareiro, presente em inúmeras preparações síriolibanesas. E não podemos esquecer do café, aromatizado com cardamomo (hel). 
            Finalizando, post só para dar uma idéia de que consumimos muitas vezes a cozinha mediterrânea "árabe" sem saber. E assim como a irmã européia, é saborosa e nutritiva, e injustamente não estudada. 

Referências:
The Cook's Book (Organizado por Jill Norman - Cozinha do oriente Médio por Greg Malouf)
Apostila da Anhembi Morumbi
La Cocina Mediterrânea - Delicias de Tunéz
CIA's Professional Chef
CIA's Garde Manger

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O QUE É ISSO DE GASTRONOMIAS, CULINÁRIAS OU ENFIM AS TAIS COMIDAS OU DIETAS MEDITERRÂNICAS?


              Meus queridos amigos, para começar, este tipo de cozinha é a que nasceu na Região do Mediterrâneo. O que muitos esquecem é que compreende não só os Países da Europa mas também da Ásia e África. Vale lembrar, que e apesar de não serem banhados pelo Mar Mediterrâneo, Portugal, na Europa e Jordânia, na Ásia são considerados Países Mediterrâneos, não só pela sua proximidade geográfica, mas sobretudo pelas suas características climáticas e culturais. Ora todas essas terras, partilham uma longa história, em que intervieram vários povos e um clima muito especial, o que permitiu o nascimento e o desenvolvimento de uma culinária incrivelmente rica.
            A base da dieta Mediterrânea, são o vinho tinto, o azeite e o pão. Contudo os legumes, variados, encabeçam a lista que passa pela carne de porco e borrego, pelo peixe e marisco, ervas e especiarias, pelo leite e pelo queijo. Mas como seria natural cada povo enraizou diversas variantes. Por exemplo em Portugal, a trilogia do tomate, cebola e alho, que deixa tão caraterístico o sabor dos pratos Portugueses.
            Importante referir que a cozinha Mediterrânea é sazonal, o que quer dizer que respeita o ciclo dos alimentos durante as estações do ano. Outra caraterística extremamente interessante é a diversidade, pois ela é multicultural, visto que abarca uma infinidade de influências, características destes povos que sofreram várias ocupações. È denominada de natural pois respeita os alimentos, não os modificando ao acaso, mas sim na procura de novos sabores, diferentes combinações e composições de uma forma artística e inovadora. É então cada vez mais considerada uma cozinha saudável pela variedade de ingredientes, cores, sabores e texturas, com respeito pela tradição, gosto pela inovação e uma natural tendência para o improviso.