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domingo, 24 de junho de 2012

PEQUENA HISTÓRIA DO PÃO NO BRASIL


              Segundo o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre, o Brasil conheceu o pão no século XIX. 
              Antes da introdução do pão na dieta do brasileiro o que se comia, nos tempos coloniais, era biju de tapioca no almoço e, no jantar, farofa, pirão escaldado ou massa de farinha de mandioca feita no caldo de peixe ou de carne.
            Um cronista francês, L. F. Tollenare, viajando pelo interior pernambucano em 1816, registrou que não era comum o uso do pão, sendo, por outro lado, prodigiosa a cultura do trigo principalmente em Campina Grande, Paraíba.
            No início da fabricação de pão no Brasil obedecia-se a uma espécie de ritual próprio, com cerimónias, cruzes nas massas, salmos para fazê-los crescer, afofar e dourar a crosta, principalmente quando eram assados em casa. Embora bastante vinculada aos imigrantes portugueses, a atividade da panificação no Brasil se expandiu com os imigrantes italianos. Os pioneiros da indústria de panificação surgiram em Minas Gerais. Nos grandes centros proliferaram as padarias típicas, sendo que na cidade de São Paulo até hoje existem em alguns bairros, como por exemplo, no Bixiga (“apelido” do bairro Bela Vista, onde inicialmente se fixaram muitos dos imigrantes italianos), padarias que fabricam pães italianos muito apreciados.
            No Brasil, como no resto do mundo, a produção de trigo se expandiu no rastro da urbanização. Na década de 50, incentivado pela importação do trigo norte-americano, houve um grande impulso à indústria de derivados do trigo, fortalecendo ainda mais o hábito de consumo.
            Em novembro de 2000, em Nova York, a UIB – International Union of Bakers and Bakers- Confectioners (União Internacional de Padeiros e Afins) instituiu, oficialmente, o dia 16 de outubro como o Dia Internacional do Pão. A iniciativa teve como objetivo valorizar o produto mais popular nas mesas de todo o mundo, lembrando de sua importância na composição da alimentação diária.
            Pela origem, vários tipos de pães são característicos de seus países de origem e suas tradições culinárias, como:

Pão tradicional português 
feito com a mesma massa do pão francês, comum no Brasil, de 500 gramas, tem como característica duas bolas nas extremidades, feitas com as mãos. Recebe três cortes profundos, sendo um no centro e dois aos lados. Para dar uma maior abertura, sobre o corte coloca-se um pouco de margarina e farinha de trigo;

Pão árabe, sírio ou pita
pão geralmente redondo, fino;

Pão italiano 
geralmente redondo ou em formato de bengala, de casca dura, bastante
aerado por maior adição de água e pela temperatura mais alta do assamento.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O QUE É ISSO DE GASTRONOMIAS, CULINÁRIAS OU ENFIM AS TAIS COMIDAS OU DIETAS MEDITERRÂNICAS?


              Meus queridos amigos, para começar, este tipo de cozinha é a que nasceu na Região do Mediterrâneo. O que muitos esquecem é que compreende não só os Países da Europa mas também da Ásia e África. Vale lembrar, que e apesar de não serem banhados pelo Mar Mediterrâneo, Portugal, na Europa e Jordânia, na Ásia são considerados Países Mediterrâneos, não só pela sua proximidade geográfica, mas sobretudo pelas suas características climáticas e culturais. Ora todas essas terras, partilham uma longa história, em que intervieram vários povos e um clima muito especial, o que permitiu o nascimento e o desenvolvimento de uma culinária incrivelmente rica.
            A base da dieta Mediterrânea, são o vinho tinto, o azeite e o pão. Contudo os legumes, variados, encabeçam a lista que passa pela carne de porco e borrego, pelo peixe e marisco, ervas e especiarias, pelo leite e pelo queijo. Mas como seria natural cada povo enraizou diversas variantes. Por exemplo em Portugal, a trilogia do tomate, cebola e alho, que deixa tão caraterístico o sabor dos pratos Portugueses.
            Importante referir que a cozinha Mediterrânea é sazonal, o que quer dizer que respeita o ciclo dos alimentos durante as estações do ano. Outra caraterística extremamente interessante é a diversidade, pois ela é multicultural, visto que abarca uma infinidade de influências, características destes povos que sofreram várias ocupações. È denominada de natural pois respeita os alimentos, não os modificando ao acaso, mas sim na procura de novos sabores, diferentes combinações e composições de uma forma artística e inovadora. É então cada vez mais considerada uma cozinha saudável pela variedade de ingredientes, cores, sabores e texturas, com respeito pela tradição, gosto pela inovação e uma natural tendência para o improviso.
                   
         

quinta-feira, 14 de abril de 2011

“FATIA DE MULHER PARIDA”

Rabanada – História e Receita

A rabanada, foi inventada pelos portugueses a partir da ideia de aproveitar os restos de pão duro.

Como conta a lenda. Era uma vez…

Uma mulher pobre, sem ter quase nada para comer, precisava alimentar seu filho recém nascido. Seus únicos alimentos eram restos de pão dormido molhados com leite que ela adoçava e passava em ovos para depois fritar. A mulher comia então esta mistura e teve tanto leite que quando a criança nasceu amamentou seu filho e ainda sobrou para amamentar outras crianças. Dessa forma, a rabanada acabou virando símbolo de prosperidade e fartura, sendo servida nas festas de fim de ano.

Assim é também conhecida por “fatia de mulher parida”. Por esta herança portuguesa, sobretudo no nordeste brasileiro, nos meios rurais e mais pobres, estas fatias ainda são dadas às mulheres que acabam de ser mães, pois se acredita que este alimento rico em ovo, açúcar, leite e pão alimenta bem a mãe e faz criar mais leite para alimentar o bebê. Em Portugal, a rabanada faz parte do jantar das famílias no dia 24 de Dezembro, véspera do Natal. No Brasil, a rabanada também é conhecida como “fatia parida” ou “fatia dourada”.

É contudo uma excelente sobremesa, experimente.

RABANADA

ingredientes

- 1/4 de litro de leite
- 3/4 de xícara (de chá) de açúcar
- 5 ovos
- 1/4 quilo de manteiga ou óleo.
- 12 fatias de pão amanhecido

Modo de preparo

- Aqueça o leite com o açúcar .
- Bata os ovos como se fosse fazer um omeleta.
- Mergulhe as fatias de pão no leite. Deixe umedecer bem mas sem amolecer demais.
- Passe as fatias no ovo batido.
- Aqueça a manteiga (2 a 3 colheres de sopa de cada vez) em uma frigideira. Quando estiver quente, frite 3 a 4 fatias de pão de cada vez. Doure os dois lados e coloque-as em um papel toalha.
- Passe as fatias de pão em açúcar, canela.

quinta-feira, 25 de março de 2010

FERMENTOS E FERMENTAÇÃO


Não seria uma surpresa se disséssemos que o fermento é o ingrediente mais importante na fabricação do pão. O fermento, ou "fermento biológico" como é mais conhecido, nada mais é do que uma grande quantidade de células de Saccharomyces cerevisae, um grupo de leveduras muito utilizado na fabricação de bebidas alcoólicas, pães, bolos, biscoitos, etc, é o elemento básico no processo de fermentação de massas. É um microorganismo de célula única, está vivo e tem as mesmas funções de qualquer ser vivo, respira, se alimenta e excreta. A reprodução é através da decomposição da ação de microorganismos, dos fungos. Esta decomposição é fermentação. Na massa estes microorganismos atuam transformando estruturas complexas em estruturas mais simples.

O fermento (leveduras) ataca os açúcares da massa, transformando-os em dióxido de carbono (CO2) que, durante o descanso da massa, faz com que esta dobre de volume, provocando o crescimento do pão.

É contudo muito importante diferenciar-se o fermento biológico (utilizado para panificação) do fermento químico, utilizado para bolos e biscoitos. No pão branco, e em muitos outros produtos similares utiliza-se exclusivamente o fermento como agente esponjante da massa.

Antes de o homem aprender a produzir fermento, eles guardavam um pouco da massa crua de cada batelada para misturar com a seguinte. Entre as bateladas, a massa azedava, ou fermentava, por ação de leveduras do ar. Quando misturadas com massa fresca, causava o crescimento de toda a massa. Massa fermentada ainda é utilizada hoje em dia para a produção do que é chamado pão de massa azeda.

Atribui-se aos antigos egípcios o descobrimento do processo de fermentação. Eles usavam este princípio por volta do ano 2600 AC. Eles foram provavelmente os primeiros a considerar a panificação como uma forma de arte. Alguns baixo-relevos encontrados em templos egípcios mostravam que eles já sabiam cultivar cereais desde 6000 AC. Eram também, grande bebedores de cerveja e aplicaram seus conhecimentos sobre o processo de fermentação para a elaboração do pão. Os gregos chamavam os egípcios de "arthophagoi", ou "comedores de pão". O primeiro testemunho escrito vem de Heródoto que, em 450 AC, escreveu "todos estão temerosos de alimentos fermentados, mas os egípcios fazem uma massa de pão fermentada".

HISTÓRIA DO PÃO


A história do pão pode ser referida por mais de 6 mil anos. Alguns historiadores mencionam que é provável que este tenha sido desenvolvido de uma massa rudimentar chamada GRUEL.
Nos primórdios da Idade da Pedra, o GRUEL já era conhecido, sendo feito com grãos triturados ou moídos com água ou leite por todas as civilizações. A partir do GRUEL, foi desenvolvido pão chato que era seco pelo ar e cozidos em pedras quentes.
No final da Idade da Pedra, o pão chato tinha o formato de disco e estes pães eram geralmente consumidos quentes, ou eram secados e armazenados. Todos os tipos de grãos podiam ser utilizados no preparo do GRUEL, mas a escolha destes grãos foi se aprimorando. Por este motivo, o pão chato foi introduzido lentamente, em localidades diferentes.
Outros tipos de grãos foram utilizados, como a cevada e o selecionamento dos grãos foram aprimorando-se. Hoje o trigo é cultivado no mundo inteiro para este propósito e o centeio também é cultivado, para produção de pães, na Europa Central e Oriental.
Trigo e centeio são também chamados de grãos de pão devido à suas aplicações adequadas à produção de produtos de panificação.
A produção de pão pressupõe o desenvolvimento de fornos e a descoberta da fermentação. Desde 1750 A.C. Existiam profissionais de panificação no Egito. Eles promoviam o crescimento de massas de trigo com o uso de levedo de cerveja e algum crescimento químico.
Em 100 A.C. o pão de massa fermentada era conhecido em grande parte do mundo. Os gregos desenvolveram a arte da panificação posteriormente, e especialmente os projetos de fornos. Padeiros gregos trouxeram a arte de panificar pães e bolos para Roma.
A partir do século XVIII, a introdução da produção industrial de levedura de panificação, foi decisiva para a tecnologia da panificação e este desenvolvimento permitiu a produção do pão como nós conhecemos atualmente. As típicas propriedades dos pães, suas formas, aparência, textura e sabor, foram originalmente produzidos manualmente e em conformidade com a qualidade dos grãos disponíveis.
Apesar de todo o desenvolvimento da panificação, 60% da população mundial (dados de 1983) ainda consomem o GRUEL e o Pão Chato.



Fonte: www.limerppan.com.br