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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MEXILHÕES


No Brasil, os mexilhões não são a paixão nacional, como a feijoada, mas também não são tão renegados, podem ser fácilmente encontrados nas mesas dos restaurantes, servidos em vinagrete, principalmente nas famosas praias do litoral catarinense. Na Bélgica, os mexilhões possuem status de prato nacional e são servidos com batatas fritas. Na França, são cozidos em vinho branco com cebola, alho e ervas. Na Espanha é um dos ingredientes da famosa paella, prato forte do país.

Em Portugal é tanto usado em petiscos como também nos mais requintados pratos, o mexilhão contribui para a variabilidade da cozinha portuguesa.

Mesmo sendo comercializados com facilidade, os mexilhões, segundo os médicos, ainda não são consumidos como deveriam. Para os especialistas, o ideal é que fizessem parte da dieta cotidiana da população, já que são ricos em vitaminas A e C e minerais como cálcio e ferro, importantíssimos para o desenvolvimento humano. E para completar as qualidades deste molusco é um alimento de baixo colesterol, baixa gordura. O teor de gordura é reduzido (inferior a %) o que faz com o que tenha um baixo valor calórico. O mexilhão destaca-se pelas suas proteínas de elevada qualidade. Uma porção com cerca de 300 gramas de mexilhões limpos e fervidos em água e sal corresponde a mais ou menos 81 calorias somente. Do seu teor em minerais, o mais abundante é o iodo, embora também seja uma fonte razoável de ferro e cálcio. As vitaminas são predominantemente do grupo B, destacando-se o ácido fólico.

AMÊNDOA

A semente do fruto da amendoeira é aquilo a que nos referimos como amêndoa. É de cor creme, coberta por uma pele fina acastanhada e envolvida numa casca dura. É rica em gorduras e vitaminas do complexo B, além de alguns minerais como fósforo, cálcio e ferro. Cientistas do Departamento de Metabolismo do City of Hope National Medical Center, nos Estados Unidos, descobriram que a amêndoa pode ajudar a emagrecer. A explicação estaria nas gorduras monoinsaturadas (ou do bem), responsáveis por manter o nível de açúcar no sangue estável, ajudando a converter os estoques de gordura corporal em energia. Outra vantagem é o de funcionar como moderador de apetite e consumida antes da refeição, contribui para que a sensação de saciedade apareça mais rápido e dure mais tempo. Cinco ou seis unidades por dia são suficientes.

As amêndoas são classificadas em duas categorias: doces (Prunus amygdalu var. dulcis) e amarga (Prunus amygdalu var. amara).

As amêndoas doces são a variedade comestível. Têm uma forma oval, uma textura normalmente maleável e um sabor maravilhosamente amanteigado. Estão disponíveis no mercado ainda dentro da casca ou a casca retirada. Quando descascadas estão disponíveis inteiras, cortadas ou em pedaços, quer na sua forma natural, com a pele, ou peladas com a pele retirada.

As amêndoas amargas são usadas para fazer óleo de amêndoa que é utilizado como agente de condimento para alimentos e licores. De outra forma não são comestíveis pois contêm naturalmente substâncias tóxicas, os quais são removidos quando se fabrica o óleo de amêndoas.

Valores Nutricionais

Porção: 100 g
Kcal: 640.4
HC: 19.6
PTN: 18.6
LIP: 54.1
Colesterol: 0
Fibras: 7.2

LENDA DAS AMENDOEIRAS EM FLOR

Apesar de parecer que a nutrição nada tem a ver com a estória que se segue, não podem esquecer que essa disciplina estuda e fala sobre tudo o que tem a ver com a alimentação humana e como tal da cultura que envolve esse ato humano que é, o COMER. espero que gostem.
e assim começam todas as estórias.

Era uma vez, há muitos e muitos séculos, antes de Portugal existir e quando o Al-Gharb pertencia aos árabes, reinava em Chelb, a futura Silves, o famoso e jovem rei Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota.
Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade, conquistou-lhe
progressivamente a confiança e um dia confessou-lhe o seu amor e pediu-lhe para ser sua mulher. Foram felizes durante algum tempo, mas um dia a bela princesa do Norte caiu doente sem razão aparente. Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo desesperado rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. A solução estava ao alcance do rei mouro, pois bastaria mandar plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras que quando florissem as suas brancas flores dariam à princesa a ilusão da neve e ela ficaria curada da sua saudade. Na Primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo e a princesa sentiu que as suas forças regressavam ao ver aquela visão indiscritível das flores brancas que se estendiam sob o seu olhar.
O rei mouro e a princesa viveram longos anos de um intenso amor esperando ansiosos, ano após ano, a Primavera que trazia o maravilhoso espectáculo das amendoeiras em flor.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ENXAQUECA E A ALIMENTAÇÃO


Me enviaram esta matéria, que achei deveras interessante, para quem tem contato com este problema. Espero que gostem.



A enxaqueca, aquela dor de cabeça recorrente, é uma doença neurológica, multifatorial, caracterizada por sintomas que incluem crises de dor, fotofobia, fonofobia, naúsea e vômito. Alguns alimentos são conhecidos por desencadea-la. Sendo assim, as estratégias nutricionais mais efetivas para o seu tratamento se baseiam na identificação de componentes alimentares causadores desse problema.
Nas bebidas encontramos: chocolate e cacau, bebidas alcoolicas e cafeina.
Nas frutas: figos, uva passa, papais, abacate, ameixas vermelhas, bananas maduras e frutas cítricas.
Nas hortaliças: a vagem, cebola, alho, conservas e cogumelos.
As leguminosas: Ervilha e molho de soja.
Carnes: carnes curadas, peixe salgado, peixe em conserva, patés e caviar.
Nos lácteos: leite e derivados fermentados, queijos amarelos e azuis.
Outros alimentos como: Oleoginosas, glutamato monossódico, amaciantes de carne, aspartame, levedura, alimentos fermentados, marinados ou em conserva e ovos.

O efeito desses alimentos como desencadeadores de crises de enxaqueca, varia de acordo com a sensibilidade de cada indivíduo. Assim, para identificar e considerar um alimento desencadeante deve-se levar em consideração os seguintes critérios, de acordo com a Associação Britânica de Estudo da Cefaléia:
• A enxaqueca inicia-se após 6 horas do consumo;
• O efeito ocorre repetidamente;
• A exclusão do alimento na dieta leva à melhora.

A identificação do alimento pode ser facilmente identificada por alguns indivíduos e, nestes casos, o alimento deve ser excluído da alimentação por algumas semanas. Nos casos em que vários alimentos possam estar envolvidos, deve consultar um nutricionista e este deve instituir uma dieta de eliminação e reintrodução de maneira cuidadosa para que não haja desequilíbrio alimentar.

Um outro fator que pode desencadear a enxaqueca é a hipoglicemia, devendo-se, desta forma, evitar longos períodos em jejum, através do fracionamento das refeições.

Autor(a):Rita de Cássia Borges de Castro
Data: 11/02/2011
Revista nutritotal

domingo, 23 de janeiro de 2011

O FAMOSO CALDO VERDE

Sendo uma tarefa quase impossível e completamente irrelevante a fixação no tempo e local das origens deste caldo, posso sem qualquer dúvida colocá-la no topo da lista das sopas Portuguesas. Se juntam ás batatas das descobertas, às couves das lusas hortas, ligando-as numa untuosa composição que é um deleite para os sentidos. Se acolhe como acompanhantes o azeite virgem dos olivais, os enchidos que se fazem de Norte a Sul e a broa de milho nortenho evocando assim os homens e mulheres Portugueses, resquícios anacrónicos de um tempo menos cosmopolita e tão mais ligado à terra.


Vamos lá ao caldo propriamente dito. Não se pode poupar nas batatas, adoptando-se como critério cerca de 250 gramas por cada litro de água. Levam-se então ao fogo, após ao descasque prévio, com uma mão-cheia de sal grosso. Após cozedura, usando o mix ( passe-vite ou varinha mágica, para os Portugueses ) desfaçam-se as batatas.
Chega então a hora da couve. O caldo verde é feito de couve cortada muito fina. Há uma diferença substancial de largura de fio de couve entre o corte feito à mão e o corte de máquina (corte hoje em dia feita em desconhecidas fabriquetas fornecedoras de hipermercados, mas no passado em máquinas presentes bem à vista dos clientes em todas as bancas de legumes nos antigos mercados). Acrescentando-se, após intensas lavagens, ao caldo anterior a ferver em cachão (fortemente). Esperam-se dois a três minutos no máximo, mantendo a panela destapada. Retire-se do fogo. Só então se acrescenta 100 ml de azeite por litro de água empregue no início. Mexa-se bem. Esperam-se uns minutos que se aproveita para organizar as fatias de broa e do enchido que serão o contraponto a uma experiência inesquecível.
Sirva-se então, em malgas de barro.

ORA POIS


Meus queridos amigos Finalmente abri meu Bistrô.
Não fiz contudo a inauguração oficial, pois faltam umas coisinhas eheheheh
Mas já estou servindo na hora de almoço. Sejam benvindos ás comidas tipicas, populares Portuguesas. Conheçam como realmente os Portugueses comem lá na terrinha. Em breve começarei a comercializar também as mesmas comidas na forma de congelados. Assim poderão se deliciar com toda a familia, das delicias Lusas.
Entre os pratos:
sopas e cremes, carnes, peixes e saladas. Sem esquecer as saborosas sobremesas.

Menú dos congelados

SOPAS E CREMES
caldo verde
creme especial de ervilhas
creme de nabos
puré de cenoura
sopa de feijão com repolho
sopa de cebola light
sopa de abobrinha light

ACOMPANHAMENTOS
arroz de cenoura
arroz de ervilha
arroz de tomate
azeitonas portuguesas temperadas

CARNES
carne na forma alentejana
costelas de cabrito à minha moda
coelho em de vinha d'alho
macarrão à Portuguesa
frango com ervilhas
rojões à minha moda

PEIXES E FRUTOS DO MAR
arroz de lulas
arroz de polvo
empadão de bacalhau
caldeirada pescada è Porto

PETISCOS
pipis
rissois de camarão
rissois de frango
rissois de carne
pataniscas de bacalhau
croquetes
bolinhos de bacalhau
peixinhos da horta

SALADAS
(resfriadas)
salada de grão-de-bico com bacalhau
salada de feijão frade com atum
salada russa
salada verde

SOBREMESAS
(resfriadas)
leite creme com canela
leite creme com maçã
arroz doce
aletria
rabanadas
maça assada
salada de frutas

Fico aguardando vossa visita:
Av. Manoel Ribas, 1005
Mercês
CURITIBA
tel (41) 3930-8813

IMPORTANTE: Para já não vou poder fornecer o serviço de delivery.

A SALSA


A salsa, salsinha ou perrexil é uma planta herbácea bienal, podendo-se também cultivar como anual. Forma uma roseta empenachada de folhas muito divididas, a salsa pode alcançar 15 cm de altura e possui talos floríferos que podem chegar a exceder 60 cm com pequenas flores verdes amareladas.
O cultivo da salsa faz-se há mais de trezentos anos, sendo uma das plantas aromáticas mais populares da gastronomia mundial.

É originária da Europa e é uma das ervas com propriedades terapêuticas menos reconhecidas. Ela contém mais vitamina C do que qualquer outro vegetal da nossa culinária (166mg por 100g). Isso é três vezes mais que a laranja. A salsa contém também ferro (5.5mg /100g), magnésio (2.7mg / 100g), cálcio (245mg / 100g) e potássio (1mg / 100g) .Ela contém sete vezes mais vitamina A do que a cenoura e é mais nutritiva do que diversas outras verduras.

É um poderoso diurético, curando a retenção de água no organismo, sendo recomendada para pedra nos rins, reumatismo e cólica menstrual. Sua alta concentração de vitamina C ajuda na absorção de ferro. O suco de salsa, sendo uma bebida natural, pode ser tomado misturado com outros sucos, 3 vezes ao dia. É rica em vitaminas A, B1, B2, C e D, isto se consumida crua, já que o seu cozimento elimina parte dos seus componentes vitamínicos. Os sais minerais encontrados são cálcio, potássio, fósforo, enxofre, magnésio e ferro e é também rica em flavonóides que se destacam pelas suas propriedades antioxidantes que ajudam a retardar o envelhecimento das células.

Cada 100 gramas de salsa contém cerca de 43 kcal.

Alguns benefícios proporcionados pela salsa:

Evita formação de pedras nos rins, estimulante e diurético, calmante, alivia o mau hálito, ajuda a combater a hemorragia nasal, ajuda na digestão, indicada para aliviar dores e irritações de picadas de insetos, indicada nos casos de retenção de líquidos e distúrbios mestruais, promove o enriquecimento da pele, indicado no tratamento de inflamações das vias urinárias, combate a formação de gases e a fermentação intestinal. Previne o câncer, devido à alta concentração de antioxidantes ajuda a curar a rouquidão, purifica o sangue, boa para inflamação dos olhos, trata acne juvenil e clareia sardas, expectorante, auxilia no tratamento de hipertensão.

Curiosidades sobre a salsa

Esfregar salsa picada nas mãos, ajuda a eliminar o cheiro do alho. A salsa pode ser encontrada fresca ou seca (desidratada), embora quando seca perca seu aroma. Pode ser cultivada próximo de roseiras para as ajudar a crescer com saúde e aroma.

O período de safra é de Maio a Fevereiro. Para fazer seu armazenamento basta que a lave bem e a coloque em uma vasilha fechada ou em sacos para alimentos e a guarde na geladeira por no máximo uma semana. Contudo as folhas podem ser mantidas no congelador, e seu uso é recomendado na culinária diária, pois além de saudáveis, dão óptimo sabor a qualquer receita.

SALSA AMIGA DOS RINS


Os anos passam e nossos rins vão filtrando nosso sangue para remover o sal e outros intoxicantes que entram no organismo. Com o tempo, o sal se acumula e precisamos de uma limpeza.

Como fazer isso?

De um modo simples e barato:

Há muitos anos a salsa é reconhecida como o melhor tratamento de limpeza dos rins. Pegue então um maço de salsa e lave bem. Corte bem picadinho e ponha em uma vasilha com água limpa. Ferva por 10 minutos e deixe esfriar. Coe, ponha em uma jarra com tampa e guarde na geladeira.

Beba um copo todos os dias, e você vai perceber que o sal e outros venenos acumulados nos rins saem na urina.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O que é INTOLERÂNCIA À LACTOSE ?

Intolerância à lactose é a incapacidade de digerir a lactose, resultado da deficiência ou ausência da enzima intestinal chamada lactase. Esta enzima possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples,para a sua melhor absorção. Este problema ocorre em cerca de 25% dos brasileiros.

Como se desenvolve?
Na superfície mucosa do intestino delgado há células que produzem, estocam e liberam uma enzima digestiva (fermento) chamada lactase, responsável pela digestão da lactose. Quando esta é mal absorvida passa a ser fermentada pela flora intestinal, produzindo gás e ácidos orgânicos, o que resulta na assim chamada diarréia osmótica, com grande perda intestinal dos líquidos orgânicos.

Há três tipos de intolerância à lactose, que são decorrentes de diferentes processos:
1) deficiência congênita da enzima; é um defeito genético muito raro, no qual a criança nasce sem a capacidade de produzir lactase. Como o leite materno possui lactose, a criança é acometida logo após o nascimento.
2) diminuição enzimática secundária a doenças intestinais; é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarréia persistente, pois há morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas.
3) deficiência primária ou ontogenética. Estatisticamente, este tipo é o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).
O que se sente?
É variável de pessoa a pessoa e de acordo com a quantidade ingerida.
Devido a deficiência, a lactose não digerida continua dentro do intestino e chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido láctico e gases (gás carbônico e o hidrogênio, que é usado nos testes de determinação de intolerância à lactose). A presença de lactose e destes compostos nas fezes no intestino grosso aumenta a pressão osmótica (retenção de água no intestino), causando diarréia ácida e gasosa, flatulência excessiva (excesso de gases), cólicas e aumento do volume abdominal.
Os sintomas mais comuns são náusea, dores abdominais, diarréia ácida e abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Em muitos casos pode ocorrer somente dor e/ou distensão abdominal, sem diarréia. Os sintomas podem levar de alguns minutos até muitas horas para aparecer. A peristaltase, ou seja, o movimento muscular que empurra o alimento ao longo do estômago pode influenciar o tempo para o aparecimento dos sintomas. Apesar de os problemas não serem perigosos, eles podem ser bastante desconfortáveis.
Os pacientes percebem então um aumento de ruídos abdominais, notam que a barriga fica inchada e que eliminam mais gases. Quando a dose de leite ou derivados é maior surge diarréia líquida, acompanhada de cólicas. A queixa de ardência anal e assadura. Isto acontece porque a acidez fecal passa a ser intensa (pH 6,0).
Entretanto a maioria dos pacientes que só tem intolerância a lactose, normalmente não tem evidências de desnutrição, nem mesmo grande perda de peso. Quando isso ocorre, pode haver a associação da intolerância com outras doenças gastrointestinais.

Como diagnosticar
?
A intolerância à lactose pode ser diagnosticada por três testes:
1. Teste de tolerância. Consiste em fornecer lactose pura ao paciente e
durante as horas seguintes, amostras de sangue indicam os níveis de glicose. Se a pessoa for tolerante à lactose, a concentração de glicose no sangue aumenta, e se for intolerante ela aumenta muito pouco ou não aumenta. Este teste não é usado em crianças muito novas, pois a grande carga de lactose pode causar diarréia e desidratação, acarretando sérios problemas .
2. Monitoração da quantidade de hidrogênio nos gases exalados pela
respiração, após a ingestão da lactose. O hidrogênio é produzido na fermentação da lactose pelas bactérias quando ela chega ao intestino grosso, onde não deveria chegar. O hidrogênio é absorvido pelo intestino, transportado pela corrente sangüínea até os pulmões e, então, exalado pelo ar expirado. Se o paciente consumir leite, por exemplo, e a concentração de hidrogênio do ar exalado aumentar, isto indica que a lactose não foi propriamente digerida. Este teste, assim como o de tolerância à lactose, não é usado em crianças muito novas pelo mesmo motivo. Alguns medicamentos e alimentos, além de cigarro, podem interferir no teste.
3. Teste de acidez das fezes. Detecta os ácidos produzidos pela má digestão
da lactose. Este teste é útil em crianças muito novas e pode fornecer alguma idéia se a criança é intolerante à lactose.
E que tratamento ?
Não há tratamento para aumentar a capacidade de produzir lactase, mas os sintomas podem ser controlados pela dieta. Nos casos em que o leite é essencial, como nos recém-nascidos com as formas congênita ou secundária da doença, a opção é o uso de leite de soja, que não tem lactose. Mas a maioria dos jovens e adultos não precisa evitar a lactose completamente. As pessoas possuem diferentes níveis de intolerância à lactose.
As pessoas com esta intolerância não necessitam de uma dieta extremamente rigorosa, basta que se tenha alguns cuidados básicos sobre o que se deve comer. Se os sintomas forem devidos só à não digestão da lactose: substituição do leite por iogurtes e queijo e/ou a ingestão de cápsulas de lactase podem resolver o problema. Assim o controle da dieta para as pessoas intolerantes depende de se experimentar os limites que cada um suporta, usando a tentativa e erro. Para aquelas pessoas que reagem a pouca quantidade de lactose, é possível encontrar no mercado leite cuja lactose foi hidrolisada (quebrada) industrialmente. Já existe no mercado brasileiro leite UHT hidrolisado, ou com baixo teor de lactose, sendo produzido por diversas empresas. Este tipo de leite é semelhante ao leite UHT, com sabor normal, contendo todos os nutrientes do leite, apesar de ser um pouco mais doce. Já existe também o leite hidrolisado em pó. Curiosamente, os iogurtes, mesmo quando ingeridos em grande quantidade, não causam sintomas, já que as bactérias presentes nas suas fórmulas (lactobacilos) produzem lactase suficiente para a digestão da lactose.

Alimentos Proibidos
• Leite de vaca, queijos, manteiga, requeijão e demais derivados de leite;
• Preparações à base de leite (bolo, pudins, cremes, entre outros...);
• Bolachas, biscoitos que possuem leite em sua composição.

Alimentos Permitidos
• Carnes em geral;
• Margarina, geléias;
• Todas as leguminosas (feijão, vagem, lentilha...);
• Arroz e cereais em geral;
• Todas as verduras e legumes;
• Leite de soja e de arroz, queijo tipo tofu;
• Pães e bolachas que não contenham leite em sua composição.

DEVO LEMBRAR QUE ESTA ORIENTAÇÃO DIETÉTICA NÃO SUBSTITUI O ACOMPANHAMENTO PELO MÉDICO E NUTRICIONISTA

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

MITOS E VERDADES PARA DIABÉTICOS



Nos últimos 50 anos, o Brasil apresentou aumento da expectativa de vida, redução da mortalidade infantil, diminuição do número de nascimentos, aumento da população urbana e do poder aquisitivo. Estas alterações levaram a redução da mortalidade por doenças infecciosas e aumento das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes, hipertensão e obesidade.
Também resultante de mudança de fatores econômicos, demográficos e culturais ocorridos nas últimas décadas, foram observados mudanças do estado nutricional, devido às modificações do estilo de vida, alteração da qualidade da dieta e inatividade física. Essa inadequação alimentar é uma das principais causas de risco a saúde. Surgiram com essas mudanças diversas dúvidas e mitos sobre a alimentação de pacientes com diabetes.
Os mitos estão sempre presentes no imaginário da população, especialmente quando se fala em problemas crônicos, como o diabetes. No entanto, a falta de orientação e informação correta pode levar a pessoa a cometer alguns enganos. Por isso, as dúvidas devem ser tiradas com médicos e nutricionistas. Saber a verdade sobre o diabetes é fundamental para o bom controle da glicemia. Sendo assim aqui vão as verdades sobre alguns dos mitos mais freqüentes.

MITOS E VERDADES
1. MITO: As pessoas com diabetes não podem comer beterraba.
VERDADE: As pessoas com diabetes podem consumir beterraba, pois é classificado como vegetal contendo boa fonte de fibras, vitaminas e minerais e poderá fazer parte da dieta, elaborada pelo nutricionista.

2. MITO: As frutas como banana, uva, caqui, manga e melancia, devem ser excluídas da alimentação das pessoas com diabetes, pois aumentam muito o açúcar no sangue.
VERDADE: As frutas são ricas em vitaminas, minerais e fibras e contêm o açúcar natural (frutose e glicose). Quando consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo de um dia de alimentação, não prejudicam a saúde da pessoa que tem diabetes, entretanto se consumidas em excesso qualquer fruta poderá aumentar a glicemia.

3. MITO: Fruta faz bem a saúde e por isso pode-se comer a vontade
VERDADE: A fruta possui diversos nutrientes, incluindo a frutose e glicose que em excesso poderão aumentar a glicemia.

4. MITO: As pessoas com diabetes devem comer pão somente dormido ou amanhecido ou torrado porque não faz mal para o diabetes
VERDADE: O pão francês é um alimento que faz parte da dieta do brasileiro, constituindo uma importante fonte de carboidrato na alimentação. O carboidrato é o nutriente que mais afeta sua glicemia, pois quase 100% é convertido em glicose (açúcar). Assim não importa a forma de preparo ou de consumo do pão, um pão francês de aproximadamente 50g terá sempre 28g de carboidrato, estando ele torrado ou dormido. Portanto consuma a quantidade orientada pelo seu nutricionista e da forma que mais gostar.

6. MITO: Para diminuir o carboidrato do arroz, basta lavá-lo continuamente.
VERDADE: Lavar o arroz ou qualquer outro alimento não diminui o conteúdo de carboidrato do mesmo.

7. MITO: A pipoca é um alimento perigoso para as pessoas com diabetes
VERDADE: A pipoca é um alimento de baixo custo, rico em fibras, contribuindo com a saciedade e melhores níveis de glicemia e colesterol- alimento rico em fibra, logo um ponto positivo para redução de glicemia e de colesterol. Por ser fonte de carboidrato deve ser substituído pelo pão, onde: 01 xícara de milho pipoca estourada equivale a ½ Pão francês ou 01 fatia de Pão forma.

8. MITO: A pessoa com diabetes não pode comer pão francês, cuscuz ou tapioca, tem que trocar tudo por biscoitos tipo água e sal ou “cream cracker”.
VERDADE: As pessoas com diabetes podem comer pão francês, cuscuz e tapioca, devendo estes alimentos ser inseridos em um plano alimentar saudável. Não é recomendável utilizar apenas um tipo de alimento, pois haverá menor proporção de nutrientes e risco de monotonia.

9. MITO: Para reduzir o carboidrato do pão basta deixá-lo fora da geladeira por de 1-2 dias e assim a pessoa com diabetes poderá comer á vontade sem que a glicemia se altere.
VERDADE: O pão ou qualquer outro cereal fermentado na geladeira ou fora desta, não tem seu teor carboidrato reduzido. Portanto procure seguir as recomendações do seu nutricionista em relação a quantidade e forma de consumo dos alimentos.

10. MITO: Todas as pessoas com diabetes devem seguir uma dieta para “diabetes”, com restrição de calorias, para atingir melhor controle glicêmico
VERDADE: Não existe uma dieta específica para quem tem diabetes, pois as necessidades nutricionais destas pessoas são semelhantes à da população em geral. O plano alimentar, elaborado pelo nutricionista especialista deve considerar a avaliação do estado nutricional para definição das calorias, macro e micro nutrientes, baseados nas necessidades individuais, objetivos de tratamento, utilizando parâmetros semelhantes aos do público em geral.

11. MITO: Comer antes de dormir engorda, principalmente se for carboidrato.
VERDADE: A quantidade de calorias ingeridas é que faz com que o peso se eleve. Se o consumo de energia for maior que o gasto, aí sim haverá ganho de peso.

12. MITO: Diabético não pode comer arroz e feijão
VERDADE: “Diabético pode comer arroz e feijão.” Durante muitos anos, algumas crenças foram criadas sobre a ingestão de arroz e feijão. Alguns diziam “engorda”, outros que “diabético não pode comer”, porém, sabemos hoje que principalmente o feijão é um dos alimentos mais ricos em fibras solúveis, além do amido resistente (outro tipo de fibra) e faz parte do hábito alimentar do brasileiro. A presença desse tipo de fibra torna a digestão mais lenta, importantíssimo para menor elevação da glicose no sangue. Outro aspecto relevante é a saciedade que o feijão proporciona resultado desse mesmo processo de digestão.

13. MITO: Produtos “Diet” são feitos para diabéticos e podem ser consumidos a vontade.
VERDADE: De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) pode ser chamado de alimento diet aquele que é isento de algum nutriente, nem sempre ele é isento de carboidrato, pode ser em gordura ou sódio por exemplo. Podemos citar como exemplo o chocolate, algumas marcas apresentam maior teor de gorduras e pouca ou nenhuma diferença em carboidrato, ou seja, nem sempre o chocolate diet é a melhor escolha. Para boas escolhas sempre devemos comparar os rótulos dos alimentos, em caso de dúvidas sempre consulte um nutricionista
http://nutricao.diabetes.org.br/mitos-e-verdades

TARTE DE CAFÉ PARA DIABÉTICOS - MICROONDAS

INGREDIENTES
Para o Creme:
• 200 g de açúcar
• 5 folhas de gelatina incolor
• 350 ml de leite
• 3 ovos
• 2 gemas
• 1.1/2 colheres de sobremesa de café solúvel
• 100 ml de natas
• 1 colheres de sopa de farinha Maisena
Base:
• 200 g de bolacha Maria
• 250 ml de natas
• 2 colheres de sopa de açúcar em pó diet
• 1 colheres de sopa de manteiga
• 1 ovos
• 1 colher de sobremesa de whisky
• Cerejas, o quanto desejar
• Canela, em pó o quanto gostar

Preparação:
Aquecer o leite com as natas durante 3 minutos. Misturar o açúcar com a maisena, as gemas, os ovos e o café e mexer bem. Juntar o leite quente, envolver e levar ao micro-ondas durante quatro minutos na potência máxima. Dissolver a gelatina em água fria durante cinco minutos. Escorra-la e junta-la ao creme anterior. Mexa até dissolver por completo e deixe arrefecer.
Em seguida, prepare a base:
picar as bolachas na picadora, juntar a manteiga e o ovo. Amassar bem e forrar uma forma para tarte, previamente untada com manteiga. Reservar no freezer durante 15 minutos. Bater as natas, junte-lhes o açúcar e o whisky e bater. Envolver no creme anterior e verter na forma. Levar ao freezer durante cerca de trinta minutos.
Transferir para a geladeira e deixar solidificar por seis horas. Antes de servir, decorar com as cerejas passadas por açúcar e polvilhar com canela.