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sexta-feira, 21 de maio de 2010

PEIXE COM BROCOLIS E PURÉ DE BATATA

Os peixes gordos (como a sardinha, o atum, o salmão, a cavala, a truta, o arenque, as anchovas, as enguias, etc.) são ricos em vitaminas lipossolúveis como as vitaminas A, D, E e K, e contêm elevados teores de iodo, um mineral essencial ao bom funcionamento da tiróide. Claro que os peixes gordos têm cerca do dobro das calorias dos peixes magros. Esta diferença deve-se ao elevado teor de gordura desaconselhados a pessoas que sofrem de problemas cardiovasculares, a gordura presente no peixe é muito saudável e benéfica para o coração.
Me perdoem meus queridos leitores, minha insistência no tema dos benefícios da ingestão de peixe. Sei que não é ingrediente barato, mas sempre deve escolher conforme a época do ano e safra aquele que é mais em conta.
Aqui vai uma pequena receita para ajudar na ingestão da famigerada vitamina D.

PEIXE COM BROCOLIS E PURÉ DE BATATA

INGREDIENTES

1 kg de peixe desfiado.
2 pimentões, 1 amarelo e outro vermelho ( mas se não tiverem façam com 2 verdes)
3 cebolas
cheiro verde
pimenta vermelha a gosto.
1 kg de batata.
1 maço de brocolis.
queijo ralado

MODO DE PREPARO
1. Fazer o pure de batatas, resevar.
2. Cozer o peixe em água e sal. Deixar arrefecer e retirar todas as espinhas. Desfiar e reserve.
3. Colocar o azeite, as cebolas, os pimentões e o peixe.
4. Refogar por uns 5 mimutos.
5. Colocar no refratário o peixe regar com azeite, colocar por cima o brocolis depois o puré.
6. Levar ao forno pra gratinar.

Rendimento: 6 porções

Bom, o negócio então é comer peixe, ou quem sabe, um lanche com leite, sanduíche com ovos e, principalmente, tomar um solzinho.
Bom apetite !

BENEFICIOS DA VITAMINA D

Olá queridos amigos.

Nestes tempos de inverno, pelo menos aqui no hemisfério sul, em que o inverno está chegando e o número de horas de sol diminui consideravelmente ( lembrar que estou no sul ) é necessário lembrar que é imprescindível aquelas horinhas sob o astro rei e seus maravilhosos raios. Nem que seja num pequeno passeio na fim do dia, ou quem sabe à hora de almoço. Vão já entender o porquê !


A vitamina D tem sido a estrela dos estudos científicos. É vital para regular a pressão arterial, isso se dá porque a Vitamina D é a principal responsável pelo controle do enrijecimento das artérias que eleva a pressão nas mulheres. É essencial para a manutenção do metabolismo do cálcio, que atua no desenvolvimento ósseo e assim combatendo a osteoporose. Tanto que, em falta, pode levar ao raquitismo infantil, deformidade nos ossos e à baixa estatura. Os adultos com deficiência desta vitamina sofrem com a osteomalácia, doença caracterizada pelo amolecimento dos ossos e deformidade. A vitamina D também fortalece nosso sistema auto-imune e atua na secreção de insulina.
A deficiência do nutriente também está associada à depressão. Também associam alguns estudos que a deficiência da vitamina pode levar à obesidade e ao diabetes.
Mas de que forma se pode obter a vitamina D?
Ela é encontrada em alimentos ou produzido pelo corpo quando expostos à luz ultravioleta do sol. O sol é uma fonte significativa de vitamina D porque os raios ultravioleta do sol desencadeiam a síntese de vitamina D na pele.
Uma maneira boa de manter níveis adequados dessa vitamina é tomar sol de 10 a 15 minutos duas vezes ao dia, pois a luz solar é uma das principais fontes de absorção do nutriente. O responsável por esse estímulo é ninguém menos que o raio UVB. Em outras palavras, apesar de perigoso em doses exageradas, o UVB é sim necessário à saúde. Em algumas épocas a exposição aos raios solares é menor, o que desfavorece a síntese de vitamina D. Desta forma, é importante para pessoas com limitação de exposição ao sol incluir boas fontes de Vitamina D na dieta.
Essa vitamina é armazenada no fígado, dessa forma esse órgão é uma das principais fontes de vitamina D. É uma vitamina lipossolúvel, quer dizer que necessita de gordura para ser absorvida, assim muito cuidado com as dietas que suprimem gorduras em excesso. Pode ser encontrada em alguns alimentos como manteiga, gema de ovo, óleo de fígado de bacalhau, alguns peixes e nata mas a maioria contem pequenas quantidades dessa vitamina, por isso torna-se necessária a exposição solar (em horários adequados, de 7 as 9 h da manhã) para uma melhor absorção da vitamina D.
A partir dos cinquenta anos de idade, tanto homens como mulheres devem aumentar os níveis de vitamina D. Em idosos, a deficiência de vitamina D pode ser responsável por enfraquecimento ósseo, levando a um aumento do número de quedas devido ao desequilíbrio na postura corporal. Nessa fase da vida, deve-se aumentar a quantidade ingerida de vitamina D, mesmo que seja através de complementos sob orientação médica, para que se possa ser evitar uma possível diminuição de força muscular.

ALGUMAS SUGESTÕES PARA TORNAR A SUA ALIMENTAÇÃO RICA EM CÁLCIO:
· Um iogurte, um copo de leite ou uma sandes de queijo são snacks nutritivos e ricos em cálcio.
· Adicione leite às sopas cremosas: torna-as mais saborosas e ricas em cálcio
· Sopas ricas em cálcio: caldo verde, sopa de nabiças, sopa de espinafres e sopa de agriões.
· Nos molhos para as saladas utilize iogurte natural, simples ou misturado com maionese magra
· Jaquinzinhos e petingas assadas, de escabeche ou de conserva: saborosos e ricos em cálcio (e se puder não se esqueça de comer as espinhas)
· Faça pratos de carne, peixe ou vegetais com molho branco (use leite e corte nas natas).
· Use queijo parmesão ralado em todos os pratos de massas.
· Misture queijo ralado nas massas e nos recheios das quiches e tartes salgadas.
· Costuma ter fome no intervalo das refeições? Porque não comer uns frutos secos (nozes, figos ou alperces) ou um quadrado de queijo?
· Sobremesas tradicionais portuguesas ricas em cálcio: leite creme, arroz doce e aletria.
· Sugestões para sobremesas ou lanches ricos em cálcio: gelados de leite e salada de frutas com iogurte.
· Acha que algumas destas sugestões podem engordar? Então utilize os lacticínios na versão meio-gorda ou magra, modere a sua ingestão de outros alimentos mais calóricos.

OUTROS CUIDADOS ALIMENTARES PARA PREVENIR A OSTEOPOROSE:
· Não consuma bebidas alcoólicas em excesso. O álcool é prejudicial para o fígado, para os ossos e favorece as quedas.
· Consuma com moderação as bebidas ricas em cafeína (p.ex. café, refrigerantes de cola, bebidas energéticas). A cafeína em excesso aumenta a excreção de cálcio na urina.
· Não consuma mais proteínas (carne, peixe, ovos e leguminosas) do que as recomendadas na pirâmide alimentar. Mas, se tem mais de 65 anos ou se teve uma fractura recente deve ingerir a dose máxima recomendada.
· Reduza o sal da sua dieta. Para além de ser bom para os seus ossos será ainda melhor para o seu coração.
· A vitamina D também é importante para ter ossos saudáveis. Parte da vitamina D de que necessitamos é fabricada pela nossa pele através da exposição solar e outra parte provêm da alimentação (p.ex. lacticínios). Se tem mais de 65 anos, se sai muito pouco de casa e não apanha sol (embora 30 minutos por dia de exposição solar o seja suficiente) deve ter mais cuidado com a alimentação ou falar com o seu médico para saber se precisa de um suplemento de vitamina D, principalmente nos meses de Outono e Inverno.

sábado, 20 de março de 2010

OS EFEITOS DO CONSUMO DE PEIXES E CARNES NA DEMÊNCIA


Como quase todo o mundo sabe, o que comemos influencia nossa saúde. Ora o consumo de peixes que além de serem excelentes fontes de proteínas e outros nutrientes como vitamina D e selénio contêm também um tipo especifico de gordura o omega-3 que comprovadamente pode reduzir o risco de desenvolver doenças coronárias e diversos outros problemas.

No seguimento desta ideia pesquizadores fizeram um trabalho constatando que quanto maior o consumo de peixes, menor a incidência de demência em idosos da América Latina, China e Índia, enquanto que o consumo de carne, mostrou resultados opostos.
Esta pesquisa, teve duração de quatro anos e foi realizada com aproximadamente 15 mil idosos (≥ 65 anos), residentes nas áreas rurais e urbanas do Peru, México, China e Índia e apenas nas áreas urbanas de Cuba, República Dominicana e Venezuela. Onde os participantes responderam a uma entrevista em sua própria residência, sobre suas características sócio-demográficas, estado de saúde (com exame físico e neurológico para diagnóstico de demência, presença de doenças crônicas e hábito de fumar), hábitos alimentares (com perguntas padronizadas sobre o consumo semanal de peixes e carnes).
Após análise dos resultados, foi possível verificar que houve maior prevalência de indivíduos com hipertensão e doenças cardiovasculares nos centros mais desenvolvidos da América Latina, particularmente em Cuba. Contrariamente, o Peru apresentou os índices mais baixos de hipertensão. O país também continha menos fumantes, já em Cuba, na Índia e na China, o hábito de fumar era mais comum entre as pessoas mais velhas.
Dentre toda a amostra, houve 1340 casos de demência. A prevalência da doença variou de 6,3% a 11,7%, sendo os maiores valores encontrados nos países da América Latina. O consumo diário de peixes foi maior entre os idosos da Venezuela (50,4%) e China (29,1%), e menores entre os participantes da Índia (7,6%) e República Dominicana (7,9%). Com relação ao consumo diário de carne, os menores valores foram da Venezuela (15,1%) e os maiores da República Dominicana (54,8%), China (54,4%), Peru (38,9%) e Cuba (36,8%).
Aqueles com maiores nível educacional e poder aquisitivo relataram consumir mais carne e peixe, em todos os países analisados. Não houve associação entre o consumo de peixe ou carne com história de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 1 e 2, hábito de fumar ou depressão.
Em todos os países, exceto Índia, houve uma associação inversa entre o consumo de peixes e a incidência de demência (mas não com o grau da doença). O consumo de outros alimentos componentes da dieta não interferiu nos resultados. “Este foi o primeiro estudo com resultados significativos sobre a menor prevalência de demência entre aqueles com maior consumo de peixes em uma amostra populacional de cinco países da América Latina, China e Índia”, dizem os autores, uma vez que as evidências sobre este efeito protetor dos peixes era limitado aos países desenvolvidos.
A associação direta entre o consumo de carne e presença de demência só foi presente entre a população idosa de Cuba e do Peru. Em Cuba ainda houve uma associação significativa entre a gravidade da doença e a quantidade de carne consumida entre as pessoas com demência.
“Não tivemos informações sobre os tipos de peixe e carne consumidos, tamanho das porções e nem a respeito do método de preparo. Estes fatores poderiam ser bastante relevantes. Embora os resultados do estudo sejam válidos, não devem ser generalizados à população mundial, somente para aqueles grupos populacionais com hábitos dietéticos e de vida similares aos dos países estudados”, concluem os autores.


Autor(a): Iara Waitzberg Lewinski
Referência(s)Albanese E, Dangour AD, Uauy R, Acosta D, Guerra M, Guerra SSG, et al. Dietary fish and meat intake and dementia in Latin America, China and India: a 10/66 Dementia Research Group population-based study. Am J Clin Nutr. 2009;90:392-400.