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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ALCACHOFRA


HISTÓRIA
A alcachofra cujo nome botânico é Cynara scolymus L., é uma flor imatura, pertencente à mesma família das margaridas e dos girassóis, a família das Compostas (Compositae). É uma planta vivaz, com folhas compostas pinatifidas e espinhosas, sendo as superiores bem menores que as da base. As suas flores púrpuras reunidas em um grande capítulo envolvido por grandes brácteas que são a parte comestível da inflorescência. Provavelmente originária do mediterrâneo, hoje abundantemente cultivada nas regiões Atlânticas com invernos suaves. Conta-se que ela saiu do jardim e foi para a mesa na época do Império Romano, quando suas propriedades nutritivas e medicinais foram descobertas e a alcachofra passou a ser privilégio apenas da mesa de nobres e reis, recebeu dos médicos árabes medievais o nome de al-Kharsaf. O nome genérico Cynara vem do latim canina, que se referem a semelhança dos espinhos que a envolvem com os dentes de um cachorro. Considerada uma iguaria exótica, esta hortaliça parece ter sido feita para ser deliciada a cada pétala e não para ser devorada. Embora dela consumamos apenas a parte carnuda das "pétalas" e o "fundo" da flor, depois de retirados os espinhos. Esse trabalho é compensador, se levarmos em conta suas excelentes propriedades nutritivas e medicinais: a cada 100g comestíveis, encontramos boas doses de vitaminas do complexo B, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. A lista de suas qualidades terapêuticas também é digna de registro. Para começar, o sabor amargo estimula as secreções digestivas. A água do cozimento da alcachofra é um verdadeiro chá de efeito diurético, estimulante da vesícula biliar e ativador da digestão.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
A alcachofra por conter uma substância denominada de cinarina provoca o aumento da secreção biliar, confere o amargor característico e é responsável pelo aumento da secreção gástrica. Abaixa a taxa de colesterol de maneira significativa e é utilizada para casos de hiperlipidemia e ateromatose no interior dos tecidos adipóides.
A alcachofra não dissolve os cálculos biliares, mas diminui as cólicas, exercendo um efeito preventivo em pessoas predispostas a desenvolverem litíase (pedras).
Na uremia, a cinarina melhora a excreção da amômia por provocar um aumento da produção de ácido úrico pelo epitélio renal. A ação diurética auxilia a eliminação de uréia e de substâncias tóxicas decorrentes do metabolismo celular desenvolvendo sua ação depurativa.

INDICAÇÕES DE USO DA ALCACHOFRA
Pelas razões acima referidas o seu uso é internacionalmente aprovado para uso como medicação para o fígado e vesícula.
A alcachofra é indicada nas afecções hepatobiliares e na eliminação de uréia e colesterol. Ela também alivia os males gástricos e renais. É coadjuvante nos regimes de emagrecimento, sendo empregada também em casos de hipertensão. Ensaios clínicos efetuados em humanos com o suco de suas folhas e os botões florais, ambos contendo cinarina, provocaram abaixamento acentuado dos níveis de colesterol total, colesterol LDL e triglicerídeos, enquanto aumentaram o colesterol HDL, o bom colesterol.
Mas quando se fala em alcachofra é preciso esclarecer alguns enganos. Acima no texto as palavras pétalas e fundo aparecem entre aspas. Isso porque o que se chama de "flor" na planta é, na verdade, uma inflorescência. A flor é constituída por um capítulo de grandes dimensões do qual consumimos apenas o receptáculo carnudo – chamado "fundo ou coração da alcachofra". As partes chamadas impropriamente de pétalas são as brácteas da planta. Vale a pena lembrar que as alcachofras sempre tiveram suas propriedades reconhecidas. Na Antigüidade, elas já eram utilizadas pelos médicos no preparo de medicamentos contra a febre, doenças do fígado, reumatismo e até como antidepressivo. Mas convém contar uma passagem não tão gloriosa desta planta: ao que parece, por volta do século XVI, o consumo da alcachofra na França chegou a ser proibido para mulheres. É que a esposa do rei Henrique II, a italiana Catarina de Médicis, adorava alcachofras e corria a fama de que a iguaria era um poderoso afrodisíaco. O comportamento da esposa do rei não devia ser muito exemplar, pois, juntando uma coisa com a outra, acharam que as damas não deviam comer alcachofras e viram por bem, proibir o consumo apenas pelas mulheres.


CONTRA-INDICAÇÕES DO USO DA ALCACHOFRA
Não deve ser administrada durante a amamentação, nem em casos de fermentação intestinal.
INTERESSANTE
As alcachofras foram levadas para o Brasil pelos imigrantes europeus, há cerca de 100 anos. Nativa do sul da Europa e norte da África é uma planta de clima temperado a frio (média de 20 graus C) e áreas úmidas. Em regiões quentes vegeta bem, mas não forma os botões florais comestíveis.
De agosto a novembro, estamos em plena época de colheita da alcachofra. É quando a encontramos com ótima qualidade e melhores preços. São quatro as variedades mais encontradas no mercado: Violeta de Proença, Roxa de São Roque, Verde Lion e Verde Grande da Bretanha.
A maioria dos nutricionistas concorda: o ideal é consumir a alcachofra no mesmo dia da compra, pois ela começa a perder suas qualidades logo depois de colhida. Na hora da compra, recomenda-se escolher as que apresentarem talo longo e inflorescência firme e bem arroxeada. Para os apreciadores desta flor comestível, os "espinhos" só devem ser retirados após o cozimento - é quando chegamos ao gran finale da iguaria: o famoso fundo da alcachofra. Outro detalhe: recomenda-se consumir a planta logo após o cozimento ou preparo, para melhor aproveitamento de suas propriedades medicinais e nutricionais.

DICAS PARA PREPARAR A ALCACHOFRA:
1. Corte o talo perto da base e lave a alcachofra em água corrente abrindo bem as pétalas para que a água penetre.
2. Deixe de molho em água com sal e algumas gotas de limão ou vinagre para não escurecer.
3. No cozimento, use panelas esmaltadas ou em aço inoxidável. As panelas de alumínio escurecem a alcachofra.
4. O tempo médio de cozimento é de aproximadamente 40 minutos, dependendo do tamanho e idade da alcachofra. Em panela de pressão o tempo cai para uns 20 minutos.
5. Para saber se a alcachofra está cozida, é só puxar uma folha: se ela se soltar com facilidade é porque está no ponto.
6. No cozimento, evite o excesso de água: coloque o suficiente para cobrir metade da alcachofra.
7. Os talos das alcachofras também podem e devem ser aproveitados. Para isso, é só retirar a parte fibrosa que os envolve, descascando-os com uma faca. Depois, deixe os talos mergulhados em água com limão ou vinagre durante alguns minutos e leve para cozinhar por 30 minutos ou 15 minutos em panela de pressão.

ALCACHOFRA DOS NOBRES
Ingredientes
6 alcachofras grandes
8 xícaras (chá) de água com sal
1/2 xícara (chá) de azeite
2 colheres (sopa) de suco de limão
1/2 limão
2 colheres (sopa) de vinagre,
salsa picada,
2 colheres (chá) de mostarda
sal a gosto.

Modo de Fazer
Corte as pontas das pétalas de 6 alcachofras grandes, deixando-as todas com a mesma altura. Retire as pétalas mais duras e esfregue as partes cortadas com limão. Ponha para ferver 8 xícaras (chá) de água com sal e coloque as alcachofras, junto com metade de um limão. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns 30 minutos. Escorra e deixe esfriar.
Retire, cuidadosamente com uma colherinha, a parte fibrosa central de cada alcachofra, isto é, os "espinhos". Retire também todas as pétalas, cubra os fundos com papel alumínio e leve à geladeira. Enquanto isso misture num recipiente 1/2 xícara (chá) de azeite, 2 colheres (sopa) de suco de limão, 2 colheres (sopa) de vinagre, salsa picada, 2 colheres (chá) de mostarda e sal a gosto. Retire os fundos das alcachofras da geladeira e arrume-os numa travessa, sobre as pétalas reservadas. Espalhe por cima o molho preparado e leve novamente à geladeira, até a hora de servir.

Alcachofras à Romana
Ingredientes

4 alcachofras
água
1 limão
1/2 pãozinho amanhecido e ralado
salsa picada
óleo que baste
sal a gosto

Modo de Fazer
Retire os talos de 4 alcachofras, limpe-as e corte a ponta das folhas. Coloque-as em uma vasilha com água, sal e limão e reserve. Misture 1/2 pãozinho amanhecido e ralado com salsa picada e sal a gosto. Escorra as alcachofras, achate-as um pouco no centro, para formar uma cavidade entre as pétalas e recheie com a mistura. Leve as alcachofras ao fogo, em uma panela com um pouco de água e óleo. Tampe e deixe cozinhar até que as pétalas se soltem facilmente.

http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A16alcachofra2.htm

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Receitas para a hora do lanche

Para ajudar na tarefa deliciosa de criar lanches para a escola, sugiro algumas receitas fáceis e práticas.

Sanduíche Surpresa

Ingredientes
• 1 colher de chá de maionese light
• 1 colher de sopa de milho verde
• 1 colher de chá de salsa picada
• 2 fatias de pão integral
• 1 Folha de alface
• 3 fatias de peito de peru defumado

Modo de Preparo
Misture a maionese com o milho e a salsa. Reserve. Sobre uma fatia do pão integral, recheie com 1 folha de alface, 3 fatias de peito de peru e a mistura reservada. Feche o sanduíche com a outra fatia. Sirva a seguir.

Tempo de preparo: 10 minutos
Rendimento: 1 sanduíche
Energia: 332 Cal

Sanduíche Amarelinho

Ingredientes
• 2 ovos cozidos, picados bem finos
• 2 colheres de sopa de cenoura ralada
• 1/4 de colher (chá) de sal
• 1 pitada de pimenta
• 1 colher de chá de maionese light
• 1 pão francês

Modo de Preparo
Misture bem todos os ingredientes. Coloque nos pães e sirva.

Tempo de preparo: 20 minutos
Rendimento: 1 sanduíche
Energia: 211/porção

Sanduba Legal

Ingredientes
• 1/2 cenoura ralada (no ralo fino)
• 1 colher de chá de maionese light
• Sal a gosto
• 2 fatias de pão integral
• 2 colheres de sopa de agrião
• 1 fatia de queijo fresco (tipo Minas)

Modo de Preparo
Misture a cenoura, a maionese e o sal. Passe nas fatias de pão e recheie com agrião e queijo. Feche o sanduíche.

Tempo de preparo: 10 minutos
Rendimento: 1 sanduíche
Energia: 285 Cal

Sanduíche Caipira
Ingredientes
• Fatias de pão de forma cortadas em 4 pedaços
• 1 lata de milho verde escorrido
• 1 xícara de maionese
• 1/2 xícara de salsa batidinha
• 1/2 cebola batidinha
• Sal e pimenta a gosto
• Rodelinhas de tomate e alface cortada para decoração

Modo de Preparo
Passe uma camada fina de maionese nas fatias de pão. Misture o milho com 1 xícara de maionese, cebola e salsa. Use sal e pimenta a gosto. Coloque um pouco de alface sobre as fatias e uma colherada da mistura de milho e maionese. Decore com o resto da maionese e 1 rodelinha de tomate.

Tempo de preparo: 10 minutos
Rendimento: 6 sanduíches
Energia: 213/ porção

Sanduíche Tropical

Ingredientes
• 1 pão sírio (50g)
• 50 g de peito de frango cozido desfiado
• 2 colheres de sopa de ricota
• 1 pitada de cheiro verde
• 1 colher de chá de maionese light
• 1 folha de alface
• 2 colheres de sopa de cenoura crua
• 2 colheres de sopa de abacaxi fresco picado

Modo de Preparo
Cozinhar o peito de frango com uma pitada de sal até ficar bem macio. Após o cozimento, desfiar o frango. Misturar o frango coma ricota, o cheiro verde, a maionese light, a cenoura e o abacaxi. Abrir o pão sírio em duas metades, deitar uma folha de alface sobre uma metade de pão sírio e
passar o recheio por cima. Cobrir uma com a outra folha de alface e fechar com a outra metade do pão sírio.

Tempo de preparo: 40 minutos
Rendimento: 1 porção
Energia: 283 Cal

NUTRICIONISTA EDUCADOR


O surgimento da profissão de nutricionista no Brasil foi fortemente influenciado pelos médicos. A busca pela consolidação do espaço profissional dentro desse cenário influenciou a formação do nutricionista, sua atuação e a busca pela ampliação de fronteiras, valorizando a necessidade de capacitação técnica. Porém, deixou em segundo plano a necessidade de valorização do envolvimento do cliente na tomada de decisão de seu tratamento e de sua capacitação para o auto-cuidado.

No atendimento clínico ambulatorial em nutrição, campo de atuação que teve seu primeiro registro no Brasil, em 1976, o saber técnico é fundamental, mas não se basta. É preciso olhar para o outro, conhecê-lo, entendê-lo e intervir, trabalhando para que os conhecimentos façam sentido ao outro. A atuação profissional do nutricionista, que visa à mudança de hábitos alimentares de vida, precisa estar envolvida com o processo educativo, pois educação significa conduzir para um lugar diferente daquele em que se está. Sendo assim, educar é ação constitutiva do nutricionista e sempre acontece quando há relação de ensinar e aprender.

É preciso considerar que o modelo predominante de educação é o de transmissão de informações, também conhecido de ‘bancário’, porém há esforços, mesmo dentro da universidade, para romper com esse modelo. É preciso considerar que educar é ação constitutiva do nutricionista e isso tanto na relação com o cliente como na relação do professor com o aluno do curso de nutrição.

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO - 16 de outubro


Em 16 de outubro comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. Para muitos países em desenvolvimento, como o Brasil, é tempo de avaliar e buscar meios para a erradicação da fome e da pobreza.O problema vem se agravando. Para se ter uma ideia, o número de famintos teve um incremento recente de 105 milhões, passando a alcançar 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Para combater a fome, a FAO prevê a necessidade de aumentar a produção alimentícia em 70%, a fim de alimentar os cerca de 2,3 bilhões de pessoas a mais que teremos no mundo até 2050.
O Brasil, com sua diversidade climática e avançadas tecnologias do setor alimentício, é capaz de produzir uma variedade imensa de alimentos. É hoje, inclusive, um dos maiores exportadores do setor no mundo. Com isso, seria de supor que a mesa dos brasileiros fosse uma das mais fartas do mundo, inclusive em qualidade nutricional. Infelizmente, a realidade é bem diferente.A riqueza alimentar do nosso país não alcança o cardápio de boa parte da população. A principal causa é, sem dúvida, a desigualdade social. A pobreza que atinge de forma considerável a maior parte das famílias brasileiras faz com que muitas delas não consigam realizar ao menos uma refeição completa por dia. Em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, desde a década de 70 a FAO realiza em diversos países debates que ajudam a intensificar a divulgação de novas medidas para combater a fome no mundo. No Brasil, diversos eventos serão realizados para comemorar a Semana Mundial da Alimentação, de 11 a 17 de outubro, abordando o tema “Alcançar a Segurança Alimentar em Época de Crise”.Projetos contra a fomeAprovada por unanimidade no Senado, a Proposta de Emenda Constitucional 047/2003, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares, foi aprovada em dois turnos no Senado e por unanimidade em Comissão Especial. Ela inclui a alimentação entre os direitos sociais de todos os brasileiros. A matéria segue agora para votação em plenário, em dia a ser definida pela Mesa Diretora da Casa. Pelo regimento, ela precisa ser votada em dois turnos e necessita de 308 votos em cada turno, dentre os 513 deputados federais.Outras iniciativas, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), tem sido a criação de programas sociais como o Fome Zero e o Bolsa Família, que garantem o acesso à alimentação básica e auxiliam na redução da fome no país.
É importante salientar que para gerar soluções de combate a fome é fundamental que a luta seja coletiva, envolvendo sociedade, organizações não governamentais (ONGS), empresas públicas e privadas, enfim, todos que de alguma forma possam ajudar a minimizar o problema.
A alimentação saudável com qualidade e quantidade suficientes garante maior qualidade de vida e dignidade e faz parte do direito à vida de todo cidadão.


DIA DA CRIANÇA



Meus queridos leitores, sabiam que o Dia das Crianças no Brasil foi "inventado" por um político?
O dia 12 de Outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, em 5 de novembro de 1924. Mas a ideia surgiu de Galdino do Valle Filho, deputado federal em 1920. Mas esta não é uma data comemorada por todo o mundo. Na Índia a data é comemorada a 15 de novembro, dia 5 de maio é a vez das crianças da China e do Japão. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho e em outros países se comemoram o dia das Crianças em 20 de novembro.
A ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece o dia 12 de outubro como o dia Universal das Crianças, pois nessa data também é comemorada a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração estabelece que toda criança deve ter proteção e cuidados especiais antes e depois do nascimento. Ora um dos cuidados importantes e imprescindiveis a ter com as nossas crianças é a alimentação. Infelizmente hoje em dia é muito comum encontrar crianças com hábitos alimentares muito irregulares, consumindo grande quantidade de alimentos industrializados, gordurosos, refrigerantes, sucos artificiais excessivamente açucarados, além de abusar do sal podendo propiciar o aparecimento de doenças sérias, como diabetes, hipertensão e alguns dos tipos de câncer mais comuns no Brasil. Cabe então à família e à escola o ensinamento de práticas saudáveis no que diz respeito a alimentação. Assim com a entrada das crianças na escola é de suma importância garantir à criança energia suficiente, para lhes proporcionar maior capacidade de concentração e memória. Devem então, ser evitados longos períodos de jejum e por isso, destaca-se a importância da realização de uma merenda. O lanche na escola deve ser simples, pois representa uma refeição intermediária. Contudo, ser simples não significa ser incompleta em termos nutricionais, o lanche deve incluir um alimento do grupo dos pães, um alimento do grupo do leite e derivados e um alimento do grupo das frutas.
Desta forma, o hábito de preparar uma merenda saudável para que as crianças levem e comam na escola é uma tarefa muito importante, mas convenhamos que não é nada fácil, pois trocar guloseimas sedutoras, como bolacha recheada, bisnaga, salgadinho, bolo industrializado e chocolate, por frutas, sucos naturais, pães integrais e queijo branco.
Seguem aqui algumas opções saudáveis e saborosas que voce pode incluir no lanche do seu filho:
· Prepare um pote com diversas frutas coloridas picadas como mamão, pera, abacaxi, melão e uva, mas no caso de incluir apenas uma fruta inteira, dê preferência para banana, goiaba, maçã ou pêra, já lavadas e envoltas em papel filme.
· Esqueça os bolos recheados, com cobertura e os industrializados de qualquer tipo. Inclua o bolo simples pode acrescentar uva passas à massa. Outras opções são bolo de fubá caseiro e de cenoura, biscoito integral, bolachas de gergelim, pão francês sem miolo, recheado com geleias de preferência caseiras. Pão integral com margarina e cenoura crua ralada pode ser uma alternativa interessante. Quanto ás sanduiches prefira o pão com grãos integrais. E como sugestões de recheio, o atum desfiado, azeite, ricota e uma folha de alface, uma fatia de lagarto, tomate e alface; queijo fresco e tomate.
· Quanto ao grupo dos leites e derivados devem ter cuidado com os produtos que se estragam fora da geladeira, é importante então guardá-los em lancheira térmica.
· Não esqueça a água.




Não esquecer meus queridos leitores, se pais e escolas querem oferecer uma merenda mais saudável, devem conversar e planejar as mudanças e os hábitos alimentares aos poucos, mas nunca se esqueçam de um detalhe muito importante. Os adultos devem dar bons exemplos, valorizando a comida saudável e comer o mesmo que dão às crianças.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

PIMENTA


Sabiam que grande parte da produção mundial da pimenta-do-reino, que insiste em aparecer nos cardápios de restaurantes sofisticados como poivre, provém do Brasil?
Apesar dos primeiros registros da pimenta-do-reino no país datarem do século XVII, sua exploração econômica somente começou na primeira metade do século 20, quando imigrantes japoneses que se fixaram no Pará plantaram algumas mudas da pimenteira. Logo o clima quente e úmido da Amazônia se mostrou propício ao cultivo da pimenta. Hoje grande parte da produção mundial se concentra no estado do Pará, levando o Brasil a ser um dos três maiores produtores do mundo.
A pimenta-do-reino é o fruto do pimenteira, uma planta trepadeira originária da Índia. A mais importante e conhecida das especiarias chegou a ser conhecida como o “ouro negro”, tamanha a sua importância séculos atrás. A pimenta era fundamental na conserva de carnes e outros alimentos, e por ter sido usada como moeda cambial em Roma, motivou os exploradores europeus a encontrar uma nova rota comercial entre a Europa e o Oriente.
Para obter a pimenta verde, as espigas são colhidas ao atingir dois terços de sua maturidade. Depois de debulhadas, são colocadas em salmoura antes de serem embaladas. A pimenta-do-reino preta também é colhida ainda verde, mas, ao contrário da primeira, é debulhada e posta ao sol para secar por um período de três a seis dias. Durante esse estágio, os grãos devem ser revolvidos para que a secagem seja feita uniformemente e sua cor escura prevaleça. Já a pimenta-do-reino branca é obtida apenas após a colheita da pimenta já madura, possuindo uma coloração amarela ou avermelhada. As espigas são postas em sacos, maceradas em tanques e depois drenadas e lavadas. São então postas ao sol para secar até alcançar suas características finais.
Mas pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Nada disso é verdade. Por incrí­vel que pareça, as pesquisas cientí­ficas mostram justamente o oposto! Muitos dos benefí­cios da pimenta estão sendo investigados neste exato momento, pela comunidade cientí­fica e farmacêutica, originando alguns dos projetos de pesquisa mais picantes deste iní­cio de terceiro milênio.
A pimenta faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser evitado. A substância quí­mica que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde. No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. Na pimenta vermelha, é a capsaicina.
A pimenta-do-reino é uma frutinha do tamanho de uma mini-ervilha, que no iní­cio é verde, depois fica vermelha e finalmente preta. A árvore que lhe dá origem recebe o nome cientí­fico de Piper nigrum. A colheita se dá enquanto as frutas estão vermelhas. Em seguida elas amadurecem, secam e se transformam nos grãos de pimenta-do-reino preta que existem à venda. A pimenta-do-reino branca é obtida através da remoção da casca preta da fruta seca. Ambas retém a piperina, porém a pimenta branca, embora tão picante quanto a preta, possui bem menos aroma.
A pimenta vermelha, existente em vários tamanhos, assim como outras pimentas (ex: tabasco, habanero, jalapeño), são frutos de árvores do gênero Capsicum, que possui origem na palavra grega kaptos, que significa morder. Afinal, quando colocamos uma dessas pimentas na boca, até parece que elas mordem, de tão ardidas que são.
As substâncias capsaicina e piperina ardem, mas são estudadas justamente pelas propriedades antidor que possuem! Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas – verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores sensí­veis na lí­ngua e na boca. Esses receptores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido, tudo isso no intuito de refrescá-lo. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano fí­sico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool! Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca. E tem mais: as substâncias picantes das pimentas (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (antiflatulência). Estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente.
Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina.
Pesquisas têm demonstrado potentes propriedades antiinflamatórias das pimentas. Um artigo publicado em março de 2003, na revista cientí­fica Cell Signalling (volume 15, número 6, páginas 299 a 306), conclui que as substâncias ativas da pimenta são candidatas promissoras para o alí­vio de doenças inflamatórias.
É importante lembrar que a enxaqueca compreende um estado inflamatório, na sua fase de dor.
A renomada British Journal of Anaesthesia publicou, em junho deste ano (2003), o trabalho, realizado no Instituto de Medicina Interna e Terapêutica da Universidade de Florença, mostrando o efeito benéfico de aplicações intranasais repetitivas de capsaicina no tratamento de enxaqueca crônica (volume 90, número 6, página 812).
A pimenta possui até propriedades anticâncer. Um editorial do renomado Jornal do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, publicado em 4 de setembro de 2002 (Volume 94, número 17, páginas 1263 a 1265), mostra que a capsaicina da pimenta vermelha é mais do que um simples tempero: ela faz com que células tumorais cometam suicí­dio!

Por isso, a dica deste mês é: o que você está esperando para apimentar a sua vida?

A pimenta-do-reino preta possui uma fragrância intensa, frutada, com tonalidades amadeiradas e cí­tricas. O paladar é picante e quente, com um retrogosto penetrante.
Já a pimenta branca é menos aromática, podendo apresentar tonalidades de musgo. O paladar é tão picante quanto o da pimenta preta. Tirando o picante, não sobra nenhuma outra caracterí­stica de paladar.
A pimenta não é doce, nem salgada. Porém, quando utilizada em quantidades moderadas e balanceadas, tende a realçar o sabor dos alimentos e de outros temperos. Polvilhe um pouco no peixe ou na carne antes de grelhá-la ou assá-la. Você pode até experimentar comer frutas temperadas com pimenta-do-reino! Experimente combiná-la com outros temperos, como manjericão, cardamomo, canela, cravo, coco, coentro, alho, gengibre, noz-moscada, salsinha, alecrim, tomilho, açafrão… ela combina com quase todos os tipos de comida. Mas lembre-se: utilize-a sempre de maneira muito judiciosa, pois é bem picante!
A pimenta malagueta, a pimenta dedo-de-moça, assim como outras variedades de cores diferentes mas de formato similar, podem variar muito no grau de ardência na boca. Podem ser consumidas frescas ou secas e moí­das. Constituem excelentes fontes de vitaminas A e C, e também combinam com praticamente tudo.
Entretanto algumas receitas, trazem nos ingredientes "pimenta do reino moída na hora". Acredito que nem todo mundo entenda a diferença entre a pimenta já moída e a moída na hora. Uma vez moída a pimenta do reino vai perdendo seu sabor e seu aroma, quanto mais tempo ela fica guardada já moída, maior será a quantidade que você precisará utilizar e conforme já falei sabemos que pimenta do reino em excesso não faz bem nem para o estômago nem para o
intestino. Por isso como dica faça a experiencia e use das duas maneiras e perceba a diferença: a pimenta fica muito mais presente quando moída ali, direto sobre o alimento. Sem falar que os moedores são um charme para levar à mesa para temperar saladas !

domingo, 20 de setembro de 2009

O brócolo, a couve-flor e a alcachofra são flores que nos habituámos a considerar comestíveis. Mas agora é a vez do paladar usufruir das propriedades das flores que achávamos só ornamentais, depois da visão, do olfacto e do tacto, do gerânio, da violeta ou da capuchinha, entre outras flores.
Assim uma das grandes sensações da primavera é a inclusão de flores comestíveis no cardápio. Elas são ricas em néctar e pólen e assim, cheias de minerais e vitaminas, pouco calóricas, devido à sua leveza e grande quantidade de água. Mas por se tratar de uma combinação muito recente, ainda são desconhecidos seus valores nutricionais.
Algumas das flores comestíveis são o amor-perfeito, o borago, a calêndula, o capuchinho ou nastúrcio e a rosa O capuchinho e o borago têm uma grande quantidade de vitamina C e garantem um prato mais colorido e com um visual atrativo. As flores comestíveis também podem ser usadas para aromatizar vinagres e azeites e enfeitar saladas, conferindo mais sabor e uma cor especial.
Mas antes que lhe passe pela cabeça fazer um piquenique com as flores do quintal da vizinha, é extremamente importante saber distinguir o "trigo do joio". Em primeiro lugar, as flores utilizadas na alimentação não são as que se compram em floristas ou garden centers, uma vez que estas são cultivadas com o recurso a produtos químicos muito prejudiciais à saúde. Uma rosa ornamental pode contemplar-se, cheirar-se e tocar-se. Ponto final. Uma rosa comestível é outra coisa completamente diferente. Adquire-se em produtores especializados, que respeitam os processos adequados ao cultivo de produtos alimentares. E pode comer-se !
Em segundo lugar, falar em "flores comestíveis" não deve servir de pressuposto para concluir que "todas as flores são comestíveis", o assunto é sério e requer muita precisão. Existem flores que apresentam princípios tóxicos na sua composição e não devem ser usadas na alimentação de forma alguma. Algumas delas são as violetas africanas, os crisântemos e o lírio, entre muitas outras.
Assim para adquirir, busque produtores especializados, que não utilizam qualquer tipo de agrotóxico ou tratamento químico na plantação. Vale ressaltar que não são as mesmas disponíveis em floriculturas.
Por isso é importante conhecer a procedência e saber as que realmente são próprias para o consumo.

MUITA ATENÇÃO !!


É preciso ter algum conhecimento para utilizar flores na culinária ou infusões, pois algumas são venenosas, tóxicas ou até mortais. Na dúvida não as utilize. Ou consulte algum especista em botánica.

PARA QUE SERVEM AS FLORES ?

  • Fazer Saladas de flores;

  • Decorar saladas com flores;

  • Decorar pratos com flores;

  • Repelir Insectos (Crisantemo);

  • Aromatizar Vinagres e azeites;

  • Adornar cubos de gelo com flores;

  • As pétalas de certas flores podem ser tomadas como calmantes ou até antidepressivos, e sem os efeitos colaterais que trazem os fármacos químicos.

  • Muitas flores servem tanto na alta culinária para tornar mais belos e atraentes nossos pratos como na medicina popular como tratamento para diversas moléstias como a ansiedade e a insónia.

FLORES COMESTIVEIS

· Agave americana - Planta das américas Central e do Sul. Sua florescência demora entre 10 e 20 anos (antigamente acreditavam que esse tempo seria de 100 anos). Cultivada no México desde 1561, suas flores são ingeridas com tortilhas. Sua seiva é fermentada e obtém-se o pulque, bebida da qual, destilada, origina-se a tequila ou o mescal.
· Allium schoenoprasum - É a popular cebolinha, ou, como chamam os ingleses, chives, usada em salada.
· Aloysia citriodora Palau ou verbena-limão - Originária do Chile e da Argentina.Suas flores são muito usadas para aromatizar vinhos, recheios, aves, conservas e sobremesas, além do seu uso nos licores franceses.
· Althaea rósea - De origem chinesa, é também chamada de rosa-de-Jericó. Suas flores são grandes, e suas cores podem ser branca, amarela, vermelha ou cor de vinho. Usadas em saladas, e a cor de vinho para escurecer o vinho.
· Amor-Perfeito - É nativo da Europa e Ásia Ocidental. Tem textura aveludada e é refrescante. Boa para saladas ou aromatizar vinagres. Além de lhe serem atribuídas propriedades diuréticas, é muito requisitado para saladas e sobremesas.
· Anethum graveolens - Conhecido também como endro ou aneto, e os ingleses chamam de drill. Suas flores são usadas em picles de pepino ou de couve-flor.
· Anthemis tinctoria, ou camomila amarela - Vinda do sul e centro da Europa, sua floração ocorre entre julho e outubro, na Europa.
· Averrhoa carambola ou carambola - Suas flores são usadas em saladas; seu fruto é também conhecido como “fruto-estrela”, pois, quando cortado transversalmente, tem formato de uma estrela. Podemos fazer suco para beber. Seu suco é bom para tirar manchas das mãos e de roupas. No Brasil, foi introduzida no estado de Pernambuco, em 1817, pois os portugueses a trouxeram da Índia, e sua origem provável é africana. De seu fruto verde fazem-se picles.
· Bauhinia purpúrea - Suas flores são grandes, a coloração é vermelha ou rósea, e são usadas em saladas, especialmente as de peixe como o atum.
· Borago - As pétalas formam uma estrela de 5 pontas, de cor violeta. Boa para saladas e aromatizar vinagres. Oriunda do norte de África, é secularmente conhecida por possuir efeitos benéficos sobre o corpo e a mente. Deve ser sempre utilizada fresca, uma vez que perde as suas propriedades depois de seca, e marca presença frequente em saladas ou em bolos e sobremesas. É secularmente conhecida por possuir efeitos benéficos sobre o corpo e a mente.
· Borago officinalis ou borragem - As flores, quando frescas, têm um tom azul e, quando mais velhas, passam para rosadas; sua origem é da Ásia ou do Mediterrâneo. Usadas em saladas, formam um prato multicor e, segundo dizem, o sabor é de pepino. Os antigos acreditavam que tinham um efeito mágico sobre o corpo e a mente, tornando o homem alegre e feliz.
· Calendula officinalis - É a popular calêndula, originária do centro e sul da Europa e da Ásia, era cultivada nas hortas, desidratada e utilizada como corante em caldos, queijos amarelos, manteiga e bolos, já desde a Idade Média. Suas pétalas podem ser misturadas ao arroz, ao peixe, à sopa, aos queijos, iogurtes e omeletes, dando uma coloração como a do açafrão; usada também como corante de manteiga e queijo. As suas pétalas são utilizadas frescas em saladas, em crepes ou no arroz, em substituição do açafrão. De sabor ligeiramente amargo, lembrando o açafrão. As pétalas dão um tom dourado aos alimentos. Com sabor picante e apimentado, é também muito usada como corante culinário.
· Crocus sativus - É o açafrão verdadeiro, uma planta caríssima, pois, para termos 1 quilo, precisamos de 100 mil flores. Usado há séculos em molhos, arroz e aves.
· Curcubita pepo Duchesne - É a nossa conhecida abóbora, também conhecidas como flor de cambuquira. Podemos comer suas flores fritas, empanadas em ovo e farinha, ou ainda recheada de queijo forte, ou ainda em sopa, especialmente a de milho. Pode ser até recheada acompanhando pratos salgados e fica incrível em risotos e saladas.
· Dianthus cayophyllus - É a nossa conhecida cravina. Suas flores podem ser digeridas em saladas, torta de frutas, sanduíches, e ainda para aromatizar vinagres, geléias, açúcar e vinho. Quando açucaradas, podemos enfeitar bolos. Seu corante é muito usado em confeitaria. As pétalas são comestíveis e tem um sabor apimentado do tipo cravo-da-índia. Deve retirar-se a parte branca e amarga da base da pétala. As pétalas desta planta são um dos ingredientes secretos do célebre licor francês Chartreuse.
· Helianthus annuus, ou girassol - Os botões florais são cozidos, servidos como aspargos, e suas flores em saladas. Apenas as pétalas do Girassol são comestíveis. O pólen pode causar reacções alérgicas a indivíduos susceptíveis. As pétalas têm um sabor agri-doce. O sabor amargo pode reduzir-se passando ligeiramente as pétalas por vapor de água.
· Myrtus communis - É a murta, e suas pétalas podem ser usadas em salada de fruta.
· Nastúrcio - Sua origem é peruana, sendo levada para a Espanha no século XVI. Suas cores vão do amarelo ao vermelho. Seu sabor lembra o agrião. Muito utilizadas em saladas. A capuchinha, ou flor de nastúrcio, muito decorativa, de gosto levemente picante e rica em vitamina C, combina na perfeição com saladas. Nativa do Peru, foi introduzida na Europa no final do século XVI e hoje é cultivada em todo o mundo.
· Pelargonium capitatum, ou gerânio - Muito usado em saladas.
· Rosa - Muito tradicional na cozinha árabe, onde a essência de rosas é muito utilizada; Em cremes e mousses, combinadas com suco de frutas. Normalmente é feita uma infusão primeiro para concentrar o sabor. Em limonadas e sucos de laranja, para dar um toque exótico. As pétalas de rosa há muito que são usadas em infusões e conservas. São ingredientes de eleição para sobremesas e conferem um sabor suave e muito agradável a pratos fritos, como a tempura de pétalas de rosas, uma entrada deliciosa e rica em vitaminas.
· Tabebuia heptapyla - É o ipê-rosa ou piúva. A flor cor-de-rosa é comestível. Planta da Mata Atlântica e floresce de junho a setembro.
· Tabebuia impetiginosa ou ipê-roxo - Como o ipê-rosa, também suas flores são comestíveis. Floresce de maio a setembro e é originário da Mata Atlântica.
· Tropaealum majus - Também conhecida como chaguinha ou capuchinho. De flores vistosas, nas cores amarela e vermelha. Começaram a ser usadas no Oriente; flores, folhas e semente têm gosto apimentado.
· Viola odorata - Violeta verdadeira (não é a violeta-africana, encontrada nas floriculturas). Quando fresca, é usada em saladas; cristalizada, usada para decoração de bolos, pudins e sorvetes.
· Amor Perfeito - Planta de flor comestível ou com pétalas ou flores comestíveis. As pétalas têm um sabor adocicado suave e a flor completa um sabor mais vegetal e ligeiramente ácido
· Camomila - Planta de flor comestível ou com pétalas ou flores comestíveis. Consumida em chás, a Camomila tem pétalas comestíveis de sabor identico a maçãs doces. Apenas as pétalas destas flores são comestíveis. O pólen pode causar alergias a indivíduos susceptíveis.
· Gerânio ou Sardinheira - Planta de flor comestível ou com pétalas ou flores comestíveis. As pétalas dos pelargónios têm um sabor que é quase sempre idêntico ao odor das suas folhas e varia do limão ao mentolado.
· Violetas - Planta de flor comestível ou com flores ou pétalas comestíveis! As pétalas das violetas têm um sabor doce e perfumado e podem ser consumidas frescas ou cristalizadas em açúcar.

ESTÁ CHEGANDO A PRIMAVERA ! !

GLÓRIA

Depois do Inverno, morte figurada,
A primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores.

Miguel Torga

domingo, 30 de agosto de 2009

FIBRAS ALIMENTARES

O que é fibra alimentar ?

Fibras alimentares são compostos de origem vegetal, correspondentes às partes comestíveis de plantas, que quando ingeridos, são resistentes à digestão e absorção no intestino delgado sofrem fermentação completa ou parcial no intestino grosso de humanos. As principais fontes de fibras alimentares são vegetais, frutos e grãos integrais, leguminosas (alimentos do grupo do feijão), fitatos e ligninas.
As fibras alimentares atuam, principalmente, no trato gastrintestinal, servindo como substrato para a microflora naturalmente presente no intestino grosso, cuja manutenção é benéfica para a saúde. Além disso, as fibras modulam a velocidade de digestão e absorção dos nutrientes, promovendo um trânsito intestinal normal, e ajudam na prevenção de algumas doenças, como câncer, diabetes, doenças diverticular do cólon, dentre outras.

Quais são os tipos de fibras alimentares?


As fibras alimentares ou dietéticas podem ser separadas em dois tipos, baseadas em suas propriedades e efeitos no organismo humano: fibras solúveis ou insolúveis.
As fibras solúveis dissolvem-se na água e regularizam o trânsito intestinal, tanto na constipação quanto na diarréia. Além disso, diminuem a absorção de glicose e colesterol. Fibras solúveis podem ser encontradas em frutas, vegetais, feijões, aveia, cevada, dentre outros.
As fibras insolúveis não se dissolvem em água e apresentam efeito mecânico no trato gastrintestinal, aumentando o bolo fecal atuam como agente laxativo. Devido a esses efeitos, previnem a constipação e hemorróidas e podem reduzir o risco de câncer de cólon. Exemplos desses tipos de fibras são farelo de trigo, leguminosas e vegetais.

Fibras alimentares podem prevenir e tratar doenças?


Há evidências científicas suficientes comprovando que o consumo de fibras alimentares traz benefícios à saúde humana. Esses benefícios estão associados à ingestão de fibras em quantidades em torno de 25 g diárias, provenientes da alimentação, de suplementos ou de produtos alimentícios ricos nesse nutriente. Dessa maneira, muitas doenças podem ser prevenidas e outras, tratadas: doença cardiovascular, obesidade, diabetes melitus, constipação, diarréia, câncer colorretal, dentre outras.
O efeito laxativo normal é o motivo pelo qual uma dieta rica em fibra é recomendada para tratar e prevenir a constipação e a diverticulite. O intestino grosso responde à massa de resíduo produzida pelas fibras com contração, movimentando esse conteúdo por toda sua extensão, promovendo assim a laxação fisiológica normal. Pelo mesmo princípio, a Associação Dietética Americana indica o consumo de fibras para a proteção contra o câncer colorretal.

Fibras alimentares podem ajudar a baixar o colesterol tipo LDL ( colesterol ruim) ?

Sim. Uma das possíveis razões do controle do colesterol tipo LDL (o chamado colesterol ruim) é a ligação das fibras aos ácidos biliares, sendo após as fibras excretadas nas fezes, diminuindo assim o poder de reabsorção desse colesterol. Outro possível mecanismo são os ácidos graxos produzidos pela degradação das fibras na flora bacteriana no intestino, que incrementariam a degradação do LDL- colesterol.
Em alguns trabalhos foi observada a redução tanto do LDL-colesterol ( colesterol ruim) quanto o aumento do HDL-colesterol (bom colesterol).
Portanto, a ingestão de fibras provenientes da alimentação ou de suplementos nutricionais, principalmente as solúveis, está relacionada com a diminuição do colesterol.
Autor(a): Thiago Manzoni Jacintho

Quais tipos de fibras alimentares podem ser usados no controle da diarréia?

A diminuição de fluido e eletrólitos do lúmen intestinal causada pela diarréia são fatores importantes para serem revertidos, inclusive em crianças, em quem a diarréia é freqüente. Assim, algumas estratégias dietéticas podem ser utilizadas para tratar a diarréia, como o uso de probióticos e prebióticos, além de uma dieta que contenha fibras, seja fibra alimentar ou obtida por suplementação. Todas essas estratégias promovem o crescimento de bactérias benéficas na flora intestinal.
As fibras solúveis, mais especificamente, estão relacionadas com a prevenção e controle da diarréia por serem altamente fermentáveis pelas bactérias anaeróbicas, formando maior quantidade de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Esses AGCC são essenciais para fornecer energia às células do cólon, regular as funções do intestino, promover a absorção de água e eletrólitos (como sódio), diminuir o crescimento de bactérias patogênicas intestinais e, conseqüentemente, contribuir para a melhora da diarréia. Exemplos desses tipos de fibras são: goma guar parcialmente hidrolisada e frutooligossacarídeos (FOS). A goma guar é adicionada aos alimentos, por exemplo, nas soluções de reidratação oral, e os FOS também podem ser adicionados aos produtos alimentícios, mas são encontrados na alcachofra, cevada, centeio, cebola, raiz do almeirão, banana, alho e aspargo. Pelo fato de as fibras solúveis serem mais fermentáveis quando comparadas com as fibras insolúveis, são mais utilizadas e estudadas para pacientes com diarréia.
A diarréia é o efeito colateral mais comum em pacientes com Nutrição Enteral (cerca de 70% em pacientes em unidade de terapia intensiva). Os motivos que causam diarréia são diversos, variando desde o tratamento com antibióticos até a inadequação da dieta prescrita. Spapen e autores analisaram o controle de diarréia em pacientes recebendo nutrição enteral suplementada com 22g/l de fibra solúvel e seu benefício na redução da incidência de diarréia em pacientes sépticos. Este estudo reforça o uso de fibras em suplementação oral e enteral e seus benefícios para o hospital, uma vez que recebem grau A de recomendação do Espen (2006) para prevenção e tratamento da diarréia e para regularização da flora intestinal de idosos.
Autor(a): Camila Garcia Marques

ANVISA FAZ ALERTA SOBRE ALIMENTOS CONTAMINADOS


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou um alerta sobre a contaminação de agrotóxicos nos alimentos vendidos nos supermercados. Por meio de um estudo, foram avaliadas 17 culturas entre frutas, verduras e legumes. Das 1.173 amostras coletadas, 15,29% estavam irregulares quanto aos resíduos de agrotóxicos.

Ingredientes proibidos
Os resultados insatisfatórios referem-se tanto à quantidade de resíduos, que excedem os limites máximos estabelecidos em legislação, ou à presença de agrotóxicos não autorizados para aquele alimento.
Entre 2002 e 2006, foram proibidos os ingredientes ativos benomil, heptacloro, monocrotofós, lindano e pentaclorofenol. Outros, como captana, folpete, carbendazim, clorpirifós e metamidofós, tiveram restrição de uso.
Durante o ano de 2008, o trabalho de reavaliação de agrotóxicos utilizados no país foi marcado por longa batalha judicial. Foi necessário derrubar liminares favoráveis às empresas, que impediam a avaliação de seus produtos. Só assim a Anvisa pode dar continuidade ao seu trabalho.


Os campeões de irregularidades
O pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades. Depois dele vêm morango, cenoura e uva. A boa notícia trazida pelo estudo foi que as irregularidades encontradas foram menores que aquelas verificadas no estudo anterior. O tomate, a batata, abanana, arroz, feijão, manga, batata, banana, cebola e maçã.


Prevenção
Para prevenir a ingestão excessiva de agrotóxicos, deve-se então lavar muito bem, em água limpa e corrente, frutas, verduras e legumes, e deixá-los de molho em uma solução de hipoclorito de sódio. A lavagem deve então ser repetida. Outra dica é dar preferência a produtos de época, que geralmente contêm menos resíduos de agrotóxicos, assim como os certificados, tais como orgânicos e com indicação de origem, que são alternativas mais seguras


Data: 17/04/2009

Autor(a): Chico Damaso

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Qual a posição da Organização Mundial da Saúde sobre o aleitamento materno?


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida do bebê. mas infelizmente, menos de 40% das crianças menores de seis meses são amamentadas exclusivamente. Após esta idade, outros alimentos devem complementar a amamentação até a criança completar dois anos de idade ou mais.
O ideal é que o aleitamento materno comece em menos de uma hora após o nascimento do bebê. Deve ser ofertado sempre que o bebê desejar mamar, durante o dia ou à noite.
Seguem abaixo algumas vantagens da amamentação, elaboradas e publicadas pela OMS, em suas campanhas de saúde:

Benefício para a saúde do bebê:
O leite materno é o alimento ideal para recém-nascidos e bebês pois fornece todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. É seguro, pronto para o consumo e sem custo. Contém anticorpos que protegem os bebês das doenças comuns da infância, como diarreia e pneumonia – as duas principais causas primárias de mortalidade infantil.

Benefício para a saúde da mãe:
A amamentação reduz o risco de câncer de ovário e mama e ajuda a mulher a recuperar seu peso corporal, diminuindo os índices de obesidade.

Benefícios a longo prazo:
Além dos benefícios imediatos à saúde, a amamentação contribui para uma boa saúde por toda a vida. Adultos que foram amamentados têm mais chance de apresentar bons níveis de pressão sanguínea e colesterol, e menor risco para sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2. Há evidências científicas de que indivíduos amamentados tenham melhores resultados em testes de inteligência.

Por que não utilizar fórmulas infantis?
As fórmulas infantis não contêm os anticorpos encontrados no leite materno e estão ligadas a alguns riscos, como o uso de água contaminada para a diluição da fórmula. Se superdiluída, a fórmula pode causar desnutrição. Além disso, amamentações frequentes mantêm o suprimento de leite materno. Se a fórmula for utilizada e por algum motivo não puder mais ser adquirida, retornar ao leite materno pode não dar certo devido à diminuição de sua produção.

Regulamento para os substitutos do leite materno:
. os rótulos das fórmulas artificiais devem conter informações sobre os benefícios da amamentação e sobre os possíveis riscos à saúde das fórmulas;
. não deve haver promoção dos substitutos ao leite materno;
. não podem ser distribuídas amostras grátis de fórmulas a mulheres grávidas ou mães;
. não devem ser distribuídas ou subsidiadas.

Apoio às mães é essencial:
O aleitamento materno deve ser aprendido e muitas mulheres encontram dificuldades no início. Dor no mamilo e o medo de não ter leite suficiente para sustentar o bebê são comuns. A OMS recomenda o treinamento de profissionais da área da saúde para aconselhar, apoiar e encorajar estas mães à amamentação.

Trabalho e amamentação:
A OMS recomenda que as mães devam ter no mínimo 16 semanas de ausência no trabalho após o parto, para que possam descansar e amamentar seu filho. Muitas mães voltam ao trabalho e abandonam a amamentação exclusiva antes dos seis meses por não terem tempo suficiente, local adequado para amamentar ou para estocar seu leite no trabalho. As mulheres precisam de um local seguro e higiênico perto de seu posto de trabalho para continuarem com a prática de amamentação.

Referência (s)World Health Organization. 10 facts on breastfeeding. Disponível em: http://www.who.int/features/factfiles/breastfeeding/en/index.html. Acessado em: 04/08/2009.

CUIDADO COM OS ALIMENTOS

Queridos leitores quando hoje em dia tanto se fala sobre doenças, é importante lembrar que os alimentos podem ser grandes fontes de contaminação quando as práticas de higiene são deixadas de lado. Desta forma, realizando as nossas refeições tanto em casa quanto fora, nos encontramos sempre em perigo!!
Alguns microrganismos são encontrados nos alimentos desde a sua obtenção na agricultura ou na pecuária, mas também podem ser contaminados por manipulação incorreta, distribuição inadequados, armazenamento e/ou no seu preparo. A falta de cuidado ao manipular e armazenar os alimentos é considerado um problema grave, podendo estar o problema tanto na falta de asseio do manipulador como na maneira de higienizar ou armazenar os alimentos, sendo esta uma das causa mais comuns das toxi-infecções alimentares.
Na verdade os cuidados devem começar no momento da compra. Frutas, legumes e verduras adquiridos nas feiras e varejões ficam expostos ao ar livre durante várias horas, sofrendo as ações do tempo, da manipulação tanto do feirante quanto dos fregueses, exposição à saliva e insetos. Quanto às carnes ou peixes, estes deterioram-se com maior facilidade quando expostos na feira. Os primeiros cuidados na hora da compra é a verificação do estado geral do que será adquirido, ao existirem sinais de deterioração, por mínimos que sejam, não se deve consumir. Os locais de armazenamento devem estar sempre limpos e mantidos hieginizados. No momento da manipulação não pode se esquecer que a higiene dos alimentos começa com a própria higiene do manipulador. Lavagem de mãos deve ser o primeiro procedimento, sendo importante não manipular os alimentos quando estiver com ferimentos nas mãos ou alguma doença infecto-contagiosa. Se tiver que manipular nestas condições deverá utilizar luvas e máscara, e nunca se esqueçam, observar cuidadosamente os prazos de validade dos produtos.
É muito importante ter vários cuidados para retardar ou inibir as contaminações microbianas e a deterioração dos produtos, prevenindo, assim, contra intoxicação e infecção de origem alimentar, entre eles higienizar bem os alimentos. Existem então, alguns procedimentos, para se obter um alimento mais seguro e livre de germes, larvas e sujeiras:
Alguns cuidados para alimentos para serem consumidos crus:
1. Lave bem as frutas e hortaliças em água corrente.
2. Deixe de molho por 15 minutos em solução de água + água sanitária na proporção de 1 colher de sopa de água sanitária para cada 1 litro de água. IMPORTANTE : Nunca utilize água sanitária com perfume.
3. Escorra.
4. Deixe de molho por 10 minutos em solução de água + vinagre na proporção de 2 colheres de sopa de vinagre para cada 1 litro de água.
5. Lave de novo em agua corrente e quando falo em lavar, é lavar mesmo. Esfregue suavemente com as pontas dos dedos toda a superfície. para garantir a eliminação de microorganismos.
5. Escorra a água e pronto!
No caso dos alimentos que serão cozidos :
1. Lave bem as frutas e hortaliças em água corrente.
2. Deixe de molho por 10 minutos em solução de água + vinagre na proporção de 2 colheres de sopa de vinagre para cada 1 litro de água.
3. Escorra a água e está pronto para o preparo .

Algumas outras dicas para que possam cuidarem melhor de seus alimentos:
No mercado veja sempre a data de fabricação e a validade dos alimentos, isso permite estimar o tempo de vida do alimento;
. Evite latas aparentemente danificadas (estufadas, amassadas, com furos ou enferrujadas);
. Lave bem latas e embalagens de conservados quando chegarem do mercado e antes de as abrir. Lembre-se que deve higienizar todos os tipos de embalagens, mesmo os “copinhos” de iogurte precisam ser lavados antes de serem consumidos;
. Mantenha os alimentos protegidos de insetos e roedores;
. Cozinhe bem as carnes antes de consumi-las;
. Use água filtrada ou fervida;
. Cigarros, barba, cabelos soltos, anéis e outros adereços pessoais não combinam com a cozinha, um lugar onde a higiene deve ser total!
. Não acumule cascas ou resíduos sobre a pia a fim de evitar a presença de moscas e proliferação de microorganismos;
. Lave bem e sempre as mãos antes de tocar nos alimentos, tanto no preparo quanto para o consumo;
. Lave todos os utensílio com sabão ou detergente em água corrente, seque e guarde-os em local fechado;
. Evite utensílios que não estejam em boas condições (copos lascados, facas enferrujadas, etc.);
. Limpe regularmente o fogão, geladeira e armários;
. A lata de lixo deve estar sempre fechada, bem como ser lavada frequentemente;
. Não prepare os alimentos muito tempo antes do consumo, pois eles ficarão expostos à ação de seres prejudiciais à sua saúde;
. Quanto tiver necessidade de reutilizar alguns alimentos ou de consumir em um tempo mais longo após a preparação, reaqueça bem os alimentos previamente cozidos, para que os microorganismos existentes possam ser destruidos.

domingo, 16 de agosto de 2009

ORGÁNICOS ? MAS PORQUÊ ?

Já devem ter reparado, que cada vez mais aparecem nas bancas dos mercados, uns tais, produtos orgânicos. Será que devemos dar preferência ao consumo destes alimentos? Ou será que é só mais uma nova moda?
Lembram-se como os alimentos antigamente pareciam mais saborosos e até mais cheirosos ? Pois com os produtos orgânicos isso volta a acontecer.
Com os solos balanceados e fertilizados com adubos naturais, os alimentos ficam mais nutritivos. A comida fica também mais saborosa, conservando suas propriedades naturais como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento orgânico não contém substâncias tóxicas e nocivas à saúde. Hoje em dia no Brasil, vários dos pesticidas utilizados estão proibidos em muitos países, em razão de consequências provocadas à saúde, tais como o câncer, as alergias e a asma. Entretanto, os alimentos de origem animal estão sendo contaminados pela ação dos perigosos coquetéis de antibióticos, hormônios e outros medicamentos que são aplicados na pecuária convencional, quer o animal esteja doente ou não !
Ao comprar produtos orgânicos, apesar de não sentirem ou terem consciência exata da sua ação benéfica para o meio ambiente, estão adquirindo um conjunto de dois produtos. Os alimentos em si e um produto ambiental, estou falando desta vez na proteção e regeneração do meio ambiente. É importante lembrar que quando são utilizados agrotóxicos acontece a contaminação nas fontes de água potável. Cuidando desse recurso natural, garante-se o consumo de água pura para o futuro.
Mas estes produtos são mais caros, podem alguns dizer !


O alimento orgânico não é, na realidade, mais caro que o alimento convencional. Estaremos na verdade reduzindo indiretamente nossas despesas com médicos e medicamentos e os custos com a recuperação ambiental. É importante lembrar que as crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. “Quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitável para uma vida inteira, de agrotóxicos que provocam câncer”, diz um relatório recente do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental).

Assim a agricultura orgânica, além de tudo, tem a grande tarefa de legar às futuras gerações um planeta reconstruído.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

PEIXE, UMA ÓTIMA ESCOLHA !

A utilização do peixe na alimentação do homem perde-se na memória dos tempos. Hoje, é um alimento indispensável para uma alimentação correcta e equilibrada, visto ser rico em proteínas, vitaminas e sais minerais e, de um modo geral, pobre em gorduras.
O que muita gente não sabe é que o peixe, quando mal escolhido e ou mal acondicionado, pode trazer danos à saúde. Por esse motivo, é muito importante conhecer a procedência do produto e tomar diversos cuidados na hora de escolher o peixe. Deve então ter em atenção alguns aspectos.
A menos que o peixe ainda esteja realmente vivo, ao comprá-lo, é importante observar alguns detalhes que indicam seu estado de conservação.
De uma forma geral, o aspecto externo de um peixe fresco deve ser muito semelhante ao do peixe vivo. Aí estão algumas dicas importantes:
· O corpo do peixe deve estar firme e resistente com o ventre normal, nem murcho nem inchado.
· A rigidez cadavérica é um excelente indício de que o peixe morreu há pouco tempo, porém deve se observar se a rigidez não é devido a um congelamento anterior; na rigidez cadavérica consegue-se dobrar o peixe após algumas tentativas, no peixe congelado isso não é possível.
· O olho do peixe deve estar brilhante com a pupila escura e a íris branca ou amarelada, olhos esbugalhados e turvos indicam deterioração.
· As brânquias ou guelras devem estar vermelhas ou rosadas e úmidas, a coloração pálida e o aspecto viscoso indicam deterioração.
· O peixe deve apresentar um cheiro normal de maresia, enquanto que o cheiro ácido ou azedo indica normalmente o início do processo de deterioração.
Mas é preciso dizer que também o peixe congelado é uma opção acertada se tiver sido congelado em boas condições. Neste caso deve ter em conta que a embalagem deve estar hermeticamente fechada, para não haver contaminações e não deve conter por dentro gelo solto. Ao escolhê-lo, evite o que estiver demasiado vidrado e certifique-se de que o compartimento está, no mínimo, a -18º C.
Outra opção são os peixes enlatados. Neste caso caros leitores, deverão ter em atenção que como todos os enlatados sejam eles quais forem contem uma quantidade de substâncias conservantes, estabilizantes, antioxidantes (necessários à conservação a longo prazo), sal, entre muitos outros (deve por isso ler-se sempre o rótulo), que podem ser prejudiciais à saúde quando a sua ingestão é abundante e sistemática. Como boa opção é a sardinha em lata, porque se pode comer a espinha que é um “concentrado” de cálcio, sempre em atenção com a quantidade de gorduras e sal.






sábado, 11 de julho de 2009

CONSENSO SOBRE ALIMENTÇÃO COMPLEMENTAR EM CRIANÇAS

Foi redigido um documento consensual pela Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN), sobre as recomendações de escolha da alimentação complementar da criança, que se inicia após os seis meses de amamentação exclusiva; a relação da alimentação complementar com o crescimento e desenvolvimentos neurológico e psicológico da criança; assim como com alergias e certas patologias como doenças cardiovasculares, doença celíacc, diabetes mellitus tipo 1, entre outras


Esta posição escrita sobre alimentação complementar resume evidência de efeitos na saúde de alimentos complementares. Incide em lactentes saudáveis na Europa. Depois de analisar os conhecimentos atuais e práticas, temos formulou estas conclusões:

* Exclusivo completo ou a amamentar durante cerca de 6 meses, é desejável, uma meta.
* Suplementação alimentar (ou seja, alimentos sólidos e líquidos diferente do leite materno ou fórmula infantil e de acompanhamento, fórmula) não devem ser introduzidas antes de 17 semanas e não mais tarde do que 26 semanas.

Não há provas científicas convincentes de que evitar ou atrasar a introdução de potencialmente alergénicos, alimentos como peixes e ovos, reduz alergias, quer em lactentes consideradas em risco aumentado para o desenvolvimento de alergias ou em aqueles que não são considerados de maior risco. Durante a complementaridade período de alimentação,> 90% das necessidades de ferro de um amamentados infantil devem ser cumpridas pelos alimentos complementares, que deve proporcionar suficiente ferro biodisponível.
O leite de vaca é uma pobre fonte de ferro e não deve ser utilizado como principal alimento antes de beber 12 meses, embora pequenas quantidades podem ser adicionadas para complementar alimentos. É prudente evitar tanto precoce (< 4 meses) e tardia (≥ 7 meses)a introdução de glúten e ir introduzindo o glúten gradualmente, enquanto a criança ainda é amamentada, na medida em que diminuirá o risco de doença celíaca, diabetesmellitus tipo 1, e alergia ao trigo. Lactentes e crianças de tenra idade que recebem uma dieta vegetariana devem receber uma quantidade suficiente (500 ml) de leite materno ou fórmula e os produtos lácteos. Bebés, crianças e jovens não devem ser alimentados com uma dieta vegana. JPGN 46:99-110, 2008.
http://www.nutritotal.com.br/diretrizes/files/161--ConsensoAlimentacaoComplementar.pdf

ESPGHAN - Hospital São Paulo, Universidade de Milão, em Itália (Departamento Pediático), Universidade de Pecs, Hungria, (Instituto de Saúde), London, UK, Hospital Necker Enfants-Malades, Universidade de Paris Descartes, Paris, France, Hospital Pediátrico,Universidade Médica de Zagreb, Croacia, Dr von Hauner Children’s Hospital, Universidade de Munique, Alemanha, Departamento de Ciências Humanas e Nutrição, Universidade de Copenhagen, Dinamarca, Escola Universitaria de Ciencias da Saúde, na Universidade de Zaragoza, Espanha, Leeds General Infirmary, Inglaterra, CHR Citadelle, Universidade de Liege, Belgica, Mereyer Children’s Hospital of Haifa, Ruth and Bruce Rappaport School of Medicine, Technion, Israel, Medical University of Warsaw, Polônia.,University of Lille, França, e Erasmus MC/Sophia Children’s Hospital, Roterdão, Holanda.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

QUE FOME

Com a chegada do inverno e dos dias frios, vem aquela vontade louca de comer, o que é natural ! Este aumento do apetite acontece com a necessidade do organismo produzir mais calor. Assim, massas, sopas, fondues e chocolate quente estão entre os mais pedidos nesta época do ano.
Além do frio nos fazer procurar alimentos mais calóricos também temos a tendência a comermos em maior quantidade. Então preste atenção para não se enganar e acabar ganhando uns quilinhos extras.
O maior consumo de chocolate pode ser perigoso para algumas pessoas, pois este é rico em gorduras podendo até conter gorduras saturadas que são as mais perigosas para o coração.
O consumo aumentado de bebidas alcoólicas nos dias frios também pode ser prejudicial se não for controlado. Estas bebidas são fontes de calorias vazias para o organismo o que quer dizer que fornecem apenas calorias e nenhum nutriente, pode assim representar um consumo exagerado de calorias e consequentemente levar a um ganho de peso.
Produtos ricos em fibras devem ser mais utilizados neste período como por exemplo o pão integral, arroz integral, granola, flocos de cereais sem açúcar, pois têm um maior poder de saciedade quero dizer com isto que prolongam a sensação de “estômago cheio”. Deve também aumentar a quantidade de laticínios, pois não é só o apetite que aumenta no inverno. Outro fator que nos preocupa no inverno é a maior incidência de gripes e resfriados, e para isso é importante fortalecer o sistema imunológico. Um bom método é apostar nos probióticos (lactobacilos vivos) encontrados nos leites fermentados e iogurtes.
Pela mesma razão deve também aumentar também a quantidade de legumes e verduras, desde que preparados com pouca gordura, e de vitaminas e minerais, especialmente a vitamina C, presente na laranja, limão, acerola, abacaxi, etc.
O inverno é sem dúvida ideal para abusar-se das sopas e cremes preparados com vegetais e grãos. Carnes magras podem ser acrescentadas a estas sopas o que fará aumentar seu valor nutritivo.
Além dos alimentos, temos que nos preocupar com a água. Um erro muito comum no inverno é diminuir o seu consumo. A hidratação é de extrema importância neste período, Só que deixar a preocupação com a hidratação de lado pode ressecar a pele e levar a constipação. No frio, mesmo que em menor proporção, nos desidratamos, perdemos líquido por várias vias, inclusive pelo suor. Como em qualquer época do ano, nosso corpo precisa de água para desempenhar suas funções básicas e prevenir complicações pulmonares, já que a água ajuda a dissolver o muco dos pulmões.
Então não esqueçam meus queridos leitores, bebam chás de frutas e folhas como maçã, laranja, morango, hortelã, mate, camomila, erva-cidreira e erva-doce são opções saborosas e quentinhas para o inverno !!!!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

SOPA

Entusiasmado com a sopa de frutos do mar que a esposa fizera para o jantar, o sujeito exclama:
– Meu bem... Você deveria vender isto para um restaurante! As pessoas iriam adorar!
Nisso o filho de 12 anos entrou na conversa:
– Será que dava para vender a minha também?

Canja de Galinha


Panaceia quem sabe até universal para a recuperação de qualquer acamado. Este caldo (sopa) encontra-se praticamente em vias de extinção na sua forma original face ao progressivo desaparecimento da matéria-prima essencial: uma galinha “caseira”, criada com amor e engordada com esmero.


Ingredientes
1 galinha com miúdos
1 cebola
salsa um raminho pequeno
2l de água
arroz agulha uma concha de mão
folhas de hortelá

Confeção
Colocar a galinha na água salgada fria (de modo a permitir que se desprenda da ave a maior quantidade possível de gordura e sucos) juntamente com a cebola e a salsa.
Salgar (pouco! A saúde vai agradecer).
Cozinhar em fogo baixo, gentilmente, até a carne ficar tenra e se desprender dos ossos (atenção aos frangos de aviário, ao fim de poucos minutos já o corpo ameaça desagregação, não constituindo sinal de canja rica).
Entretanto, cozinhar o arroz na proporção de 1 para 4. Deixar ligeiramente al dente e lavar em abundante água de modo a ficar bem solto.
Servir a canja com o arroz, a galinha desfiada e com um pouco de suco de limão.
Duas ou três folhas de hortelã serão bem vindas por quem delas gostar.
NOTA: Pode estranhar a cozedura, à parte, do arroz. Mas se reaquecido, o arroz ultrapassa o ponto de cozedura e transforma-se numa pré-papa desagradável. Acrescentado frio ao caldo fumegante reaquecido não perde qualidades.

Caldo Verde

O caldo verde é uma sopa de couve galega, tipicamente do norte de Portugal continental, mas muito divulgada por todo o país - é provavelmente a mais famosa sopa portuguesa. É uma sopa geralmente espessa e de cor predominantemente verde, uma vez que é feita com couve cortada às tiras bastante finas.

Ingredientes:
200 g de couve galega cortada em tirinhas finas
500 g de batata
50 g de chouriço
1 cebola
2 dentes de alho
1,5 l de água
1 dl de azeite
sal


Confeção
Cozinhe as batatas descascadas com a cebola, o chouriço e os dentes de alho em litro e meio de água temperada com o sal e metade da quantidade do azeite. Retire o chouriço, esmague tudo o resto e leve novamente ao fogo. Assim que estiver a ferver adicione a couve. Deixe cozer com o recipiente destapado só o tempo suficiente para a couve deixar de saber a crú. Verifique o tempero e adicione o resto do azeite. Corte o chouriço em rodelas, distribua-as pelos pratos e regue com o caldo-verde.

Açorda à Alentejana

A açorda à alentejana é uma sopa típica do Alentejo – ao contrário da maioria das sopas, esta não é cozinhada, sendo basicamente constituída por pão acompanhado de um ovo escalfado e água quente temperada.


Ingredientes:

1 molho de coentros
3 dentes de alho
1 colher de sopa de sal grosso
1 dl de azeite
1,5 l de água a ferver
300 g de pão caseiro (duro)
4 ovos
azeitonas pretas

Confeção:
Esmague os coentros num almofariz com os dentes de alho e o sal grosso até obter uma pasta. Coloque-a em um recipiente, regue com o azeite e escaldando com a água a ferver. Mexa bem junte o pão cortado em fatias e os ovos previamente escalfados. Sirva com azeitonas.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

SOPA , UMA ARTE


"As sopas são a versão culinária do surrealismo. Tivesse realizado sua vocação primeira, Salvador Dali seria um especialista em sopas. Pois as sopas se fazem negando as coisas, na sua realidade natural bruta e transformando-as por meios das relações insólitas que o caldo torna possíveis. O caldo da sopa é o meio mágico que junta no caldeirão aquilo que, na natureza, nasceu separado. Creio ser impossível catalogar as combinações possíveis: fubá, trigo, batata, alho, cebola, nabo, cenoura, tomate, ervilha, ovo, abóbora, mandioca, cará, inhame, carne, peixe, galinha, mariscos, repolho, couve, beterraba, aspargo, palmito, feijão, arroz, queijo, azeitona, pão, maçã, abacate, temperos, pimentas, orégano, tandore - uma canja verdadeira não é canja se lhe faltarem algumas folhinhas de hortelã. E é preciso não nos esquecermos que sopa é a única comida que pode ser feita com pedra, como nos é relatado numa das estórias clássicas que se conta para crianças e adultos."

quinta-feira, 25 de junho de 2009

PIADINHA eh eh eh



AGORA ESTOU FAZENDO A DIETA DA SOPA.
DEU SOPA ? EU COMO !!!!!

SOPA, Equilíbrio à Mesa


Vamos imaginar um caldo fumegante, consistente, deliciosamente aromático. Esta imagem torna-se, mais apelativa quando a associamos ao friosinho de Inverno. Este poder retemperador e tentador da sopa é apenas, uma das virtudes deste alimento.
Não é à toa que este preparo culinário, se encontra entre os mais antigos da humanidade que foi ao longo de milénios uma espécie de “salva vidas” das populações. Ainda que, nas últimas décadas, a sopa tenha perdido alguma da sua importância nas dietas ocidentais, estudos nutricionais comprovam aquilo que os antepassados intuíam: a sopa é mesmo um alimento completo!!! Para além de ser um alimento económico é natural, tem uma confecção simples, uma fácil digestão e é rica em nutrientes.
Tantas singularidades e vantagens contradizem a perspectiva actual que torna a sopa um alimento fora de moda. O aparecimento dos estabelecimentos de fast food e ideias erradas sobre o tempo e dificuldade de preparação relegaram-na para prato opcional. É um elemento importante das dietas mediterrânicas e as suas vantagens são múltiplas, quer se trate de caldos, cremes ou purés, preparados em casa ou produzidos pela indústria alimentar. Mas os seus benefícios também dependem dos ingredientes, confecção e conservação.
Produtos hortícolas, arroz, massa, azeite e, no caso das chamadas “sopas ricas”, carne ou peixe formam um conjunto ideal sob vários aspectos. Este pode muitas vezes ser enriquecido com ingredientes próprios de cada local, podendo ainda variar com a época do ano. Após a cozedura, a digestão dos ingredientes torna-se mais fácil, embora a temperatura elimine algumas vitaminas mais sensíveis ao calor. Os sais minerais dissolvem-se no caldo e não se perdem, como acontece quando a água da cozedura não é aproveitada. Ferver a água por mais de 10 minutos garante que eventuais microrganismos presentes sejam destruídos. De baixo teor calórico, a sopa tem, ao mesmo tempo, uma grande quantidade de fibras que, devido também à temperatura a que é consumida, dão uma rápida sensação de satisfação.
Claro que a escolha dos ingredientes determina, em grande parte, a qualidade da sopa que se pretende fazer. É importante então verificar a qualidade dos legumes, nomeadamente a sua cor, cheiro e aspecto. Uma vez que os legumes começam a perder vitaminas assim que são colhidos, é importante que os utilize o mais cedo possível após os comprar. Lave-os bem em água corrente, antes de os descascar, por causa da sujidade e outros contaminantes. Os legumes congelados podem também ser uma boa opção. A higiene pessoal e da cozinha são importantes. Lave sempre as mãos quando manipular alimentos e depois de ir à casa de banho. Mantenha a cozinha sempre limpa e desinfectada e não use utensílios sem os lavar cuidadosamente. Assim, é possível evitar a transferência de substâncias ou microrganismos de alimentos eventualmente contaminados, como os legumes cortados, para outros alimentos. A sopa pode ser conservada na geladeira, num recipiente fechado, durante dois ou três dias. Se desejar congelá-la, faça-o o mais rapidamente possível, usando um recipiente apropriado. A descongelação deve ser feita em fogo brando, banho-maria, no microondas ou na geladeira, mas nunca à temperatura ambiente. Sempre que possível, é boa ideia congelar a sopa já dividida em doses individuais, para não ter que descongelar mais do que irá consumir.
Uma sopa rica ( a receita )
Como não poderia deixar de ser, apresento uma receita para quatro pessoas, bastante equilibrada e pode até fazer prescindir de um segundo prato substancial. Cada dose fornece entre 120 e 150 kcal. Esta sopa deverá ser, de preferência, acompanhada de um prato de carne ou de peixe, com batata ou arroz e salada.

· Cozer 120g de feijão á sua escolha ( branco, vermelho, preto).
· Na água onde esse feijão cozeu, coloque 1 cebola grande, 200 gramas de abóbora e 1 courgette ( ou abobrinha ) pequena, adicionando-se o feijão.
· Quando estes ingredientes estiverem quase cozidos, reduz-se a puré, levando-se de novo ao fogo.
· Juntam-se então 250 g de couve, 1 nabo e 1 cenoura, finamente cortados.
· Após alguns minutos a cozer, adiciona-se 1 colher de sopa de azeite e uma pitada de sal. Sirva bem quente.